VILHENA: médico cardiologista de 80 anos é acusado de racismo durante plantão
O fato aconteceu na noite desta segunda-feira, 16, por volta das 23h00, no Hospital Regional de Vilhena.
O médico cardiologista de 80 anos, foi acusado de racismo durante seu plantão no hospital público de Vilhena.
Segundo dados apurados pela reportagem do Extra de Rondônia, através da Central de Operações, uma guarnição da Policia Militar foi acionada a comparecer na unidade hospitalar onde, em contato com a solicitante, Adelaide de Souza Gomes, 28 anos, esta relatou que seu filho se encontra hospitalizado passando por tratamento cardiológico.
Segundo a mãe, ela teve uma discussão com o médico devido ao tempo de espera pelo atendimento. Durante essa discussão, o médico veio a chamá-los de “pretos”. Constrangida com a situação, a mãe disse que é de cor “negra” e não “preto”, sendo que, em seguida, o médico voltou a afirmar “são pretos mesmo”.
Em conversa com os agentes militares, o médico negou a acusação de racismo e, se falou isso à paciente, foi em tom de brincadeira.
Diante da situação, foi confeccionado um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Policia Civil, sendo que o médico não conduzido pelo fato de ser o único cardiologista de plantão.
Acusado nega explicações
A reportagem da página eletrônica compareceu ao Hospital na tentativa de buscar uma declaração do médico a respeito da grave acusação.
Chegando ao Hospital, foi informado que o médico estava de plantão, porém, só compareceria se houvesse necessidade de atendimento. Foi o que aconteceu.
Acionado pelos clínicos para proceder ao atendimento a paciente, o plantonista “sobre aviso” chegou meia hora depois. Ele disse que não falaria nada sobre o caso.
Crime de Racismo
O crime de racismo, gizado pela Constituição, é inafiançável (a prisão não será relaxada em favor do criminoso) e imprescritível (a pena é perene, não ficando Estado impedido de punir a qualquer tempo o autor do delito). Assim, os crimes oriundos de discriminação ou preconceito de raça, cor, religião, etnia ou procedência nacional são dolosos. A pena é de reclusão ou de reclusão e multa.
Texto: http://www.extraderondonia.com.br/
Foto: Eduardo Fonseca Arraes, via Flickr
Médicos querem banir boxe da Austrália após morte de lutador
A morte do boxeador Braydon Smith, 23 anos, na segunda-feira, chocou pessoas ligadas ao esporte em toda a Austrália. Embora tenha deixado o embate contra o filipino John Moralde aparentemente bem, Smith passou mal no vestiário e foi levado ao hospital, onde foram verificadas lesões cerebrais no atleta, que morreu dois dias depois. Diante da situação, o presidente da associação médica de Queensland, Shaun Rudd, defende que o esporte seja banido no país.
“Acreditamos que essa atividade, também chamada de esporte, na qual duas pessoas se atingem na cabeça o máximo que conseguirem para poder vencer, é um ato de barbárie”, disse em entrevista à emissora ABC, da Austrália. “Você não tem autorização para atingir os membros abaixo da cintura, mas é permitido acertar o órgão acima dos ombros, que é o mais importante em todo o corpo”, explicou Rudd.
A tragédia se deu após uma luta de 10 rounds contra o filipino John Moralde pelo cinturão dos pesos penas do Conselho Mundial de Boxe (WBC), em Queensland. Derrotado, Smith ainda concedeu entrevistas e cumprimentou o rival antes de desmaiar e precisar ser levado ao hospital.
Apesar do incidente, o presidente da federação de Boxe de Queensland, Ann Tindall, saiu em defesa da reputação do esporte. “Foi um acidente trágico. Um acidente como você pode ter em um carro ou em outro esporte. Há ocorrências de mortes em muitos outros esportes”, disse. “Não achamos que estamos imunes (a problemas), mas da mesma forma não acreditamos que o boxe vá mesmo prejudicar novos atletas”, concluiu Tindall.

Braydon (ao centro) com John Moralde (com o cinturão), instantes após a luta. (Foto reprodução)
Fonte: http://esportes.terra.com.br/
Foto: Cons/uv iew, via Flickr
Médicos sul-africanos afirmam ter feito primeiro transplante de pênis bem-sucedido
Uma equipe de cirurgiões da África do Sul divulgou ter feito o primeiro transplante bem-sucedido de pênis.
A identidade do paciente, de 21 anos, está sendo mantida em segredo. Ele havia perdido o órgão em uma circuncisão mal feita.
Médicos da Cidade do Cabo, capital do país, disseram ter havido um grande debate sobre se a operação era eticamente correta, já que, ao contrário de um transplante de coração, não é essencial para salvar a vida de uma pessoa.
Houve tentativas anteriores de transplantar um pênis, uma delas na China. Mas, segundo relatos, apesar de as operações terem corrido bem, o órgão acabo sendo rejeitado pelo organismo do receptor.
Alta demanda
O paciente deste transplante mais recente tinha 18 anos e já era sexualmente ativo quando se submeteu à circuncisão.
Com o procedimento mal feito, ele ficou com apenas 1 centímetro de seu pênis original.
Médicos dizem que a demanda por transplantes de pênis na África do Sul está entre as maiores do mundo.
A circuncisão é comum em partes da África do Sul entre homens, na idade de transição entre a adolescência e a fase adulta.
Dezenas ou até mesmo centenas de meninos acabam sendo mutilados ou morrem a cada ano em cerimônias de iniciação tradicionais.
Dificuldade
Cirurgiões da Universidade Stellenbosch e do hospital Tygerberg estavam à frente da operação de nove horas para implantar do pênis doado, realizada em 11 de dezembro do ano passado.
Um dos médicos, Andre Van der Merwe, que normalmente realiza transplantes de rins, diz que esta operação é muito mais difícil, porque “os vasos sanguíneos do pênis têm cerca de 1,5mm de largura, enquanto, no rim, podem ter 1 centímetro.”
A equipe usou algumas técnicas desenvolvidas para transplantes de rostos para conectar vasos e nervos tão pequenos.
Passados três meses da operação, o paciente vem se recuperando rapidamente, segundo os médicos.
Ele ainda não recobrou a sensibilidade total do órgão, algo que pode levar dois anos.
No entanto, conseguiu urinar, ter uma ereção, um orgasmo e ejacular.
Questão ética
O transplante exigiu uma longa preparação, além de garantias de que o paciente estava ciente dos riscos de ter de usar medicamentos por toda a vida para evitar a rejeição do pênis doado.
Ainda existe o receio de que o receptor tenha problemas em aceitar o novo órgão como parte de seu corpo.
“Psicologicamente, sabíamos que teria um enorme efeito sobre seu ego”, disse Van der Merwe, que acrescenta que demorou bastante tempo para conseguir uma aprovação sob o ponto de vista ético para a cirurgia, que deve ser feita em outros pacientes daqui a três meses.
Uma das preocupações neste aspecto é que os riscos de um transplante de coração têm como contraponto o risco de morte do paciente com uma condição cardíaca. Já o transplante de pênis não prolongaria a vida do receptor.
“Pode não ser algo para salvar a vida de alguém, mas muitos destes jovens que tiveram seu pênis amputados acabam estigmatizados e se suicidam”, afirma Van der Merwe.
“Se você não tem um pênis, você está praticamente morto. Se você devolve o pênis a ele, pode trazê-los de volta à vida.”
Fonte: http://www.bbc.co.uk/
Foto: reprodução
França autoriza "sedação" para doentes terminais
A França abriu o caminho nesta terça-feira para a sedação de doentes terminais, um primeiro passo para uma melhor consideração do desejo do paciente em “final de vida”, evitando reabrir o sensível debate sobre a eutanásia.
Em um clima extraordinariamente consensual, a Assembleia Nacional aprovou por 436 votos contra 34 um projeto de lei que autoriza o uso de “sedação profunda e contínua” para alguns pacientes em estado terminal que o solicitem.
Este novo direito é acompanhado de uma nova obrigação para os médicos: respeitar a recusa de tratamento agressivo expressa com antecedência por um paciente, o que não era o caso até agora.
A votação foi interrompida por um breve incidente, quando pessoas não identificadas atiraram a partir das tribunas bolas de papel em que estava impresso “Não à eutanásia” e “R como resistência.”
O texto, que ainda deve ser aprovado pelo Senado, é fruto do trabalho de dois deputados, um da maioria de esquerda e o outro da oposição de direita (UMP). Responde a uma promessa de campanha do presidente François Hollande.
O chefe de Estado havia prometido, antes de entrar no Palácio do Eliseu, em 2012, a “assistência médica para terminar a vida com dignidade”. Ele defendeu a necessidade de um “consenso” para melhorar a legislação em vigor desde 2005.
Esta lei, chamada Leonetti em homenagem ao médico e deputado do UMP Jean Leonetti – co-autor com o seu colega socialista Alain Claeys do texto votado nesta terça-feira – permite administrar analgésicos em alguns casos, até o ponto de “encurtar a vida.”
“Dormir antes de morrer para não sofrer”: Leonetti pesa suas palavras para resumir as novidades do projeto. “Os novos direitos permitirão o fim da vida de uma forma tranquila, sem dor”, ressaltou, por sua vez, Claeys.
De acordo com uma pesquisa publicada no domingo, os franceses são a favor de sedação por uma esmagadora maioria de 96%, quando esta é solicitada pelo paciente. Esta proporção vacila um pouco (88%) no caso, também previsto, de ser decidido por seus médicos, se a pessoa em questão não for mais capaz de expressar a sua vontade. Da mesma forma, oito em cada dez apoiam a ideia de legalizar a eutanásia.
No entanto, a Comissão Nacional Consultiva de Ética, encarregada de esclarecer os líderes do país sobre as grandes questões morais, apontaram recentemente uma “profunda divisão” na sociedade.
Lei ‘frustrante’
A advertência incitou Hollande a se manter prudente, já que a grande reforma social, o casamento gay legalizado em maio de 2013, continua sendo contestado até hoje por católicos conservadores e parte da direita.
Neste contexto, uma pessoas próxima à presidência resumiu em dezembro os limites estabelecidos pelo chefe de Estado: “Após o ‘casamento para todos’, ele não defenderá o ‘suicídio para todos”.
Desta vez, a escolha do método se mostrou correta: o texto submetido à votação nesta terça-feira apesar de ter provocado reações entre o corpo médico e diferentes autoridades religiosas, não provocou manifestações nas ruas.
Na Assembleia, uma parte da esquerda lamentou, no entanto, uma lei “frustrante”, “fria” e “tímida”, após a rejeição de uma emenda para permitir, em alguns casos, uma “assistência medicalizada para a morte”.
O debate sobre a eutanásia foi revivido há um ano na França por dois casos de grande repercussão: a absolvição de Nicolas Bonnemaison, médico julgado por ter encurtado a vida de sete pacientes terminais, e o doloroso caso de Vincent Lambert.
A manutenção em vida ou não deste tetraplégico em estado vegetativo há seis anos despedaçou sua família e o caso foi levado ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.
A eutanásia é formalmente legal na Europa apenas em três países (Holanda, Bélgica, Luxemburgo), mas outros autorizam ou toleram qualquer forma de assistência à morte, incluindo a Suíça, que legalizou o suicídio assistido (quando a pessoa administra nela mesma a dose letal).
Fonte: http://exame.abril.com.br/
Foto: Camilla Carvalho, via Flickr
Médico é condenado por queimar rosto de paciente durante procedimento estético
Médico foi condenado a indenizar em R$ 9 mil uma mulher que teve o rosto queimado durante tratamento estético para atenuar manchas na pele. O juiz Enyon Fleury de Lemos, da 18ª Vara Cível e Ambiental de Goiânia, considerou a incidência de danos morais devido ao prejuízo causado à paciente.
Consta dos autos que a paciente procurou os serviços do réu para amenizar a pigmentação facial causada durante sua gravidez. Ela, então, se submeteu a três sessões de Laser Fracionado CO2. Contudo, a paciente alegou que o profissional errou na voltagem do aparelho, causado as queimaduras. Mediante a reclamação, o médico, inclusive, devolveu a quantia despendida pela paciente.
Os danos foram confirmados por perícia da Polícia Técnica Científica de Goiás, que atestou a lesão corporal causada por agente térmico (laser). O laudo também apontou que a coloração facial da autora era bem mais clara antes do procedimento em comparação à tonalidade atual, com hiperpigmentação, conforme fotografias colacionadas.
Para o magistrado, o profissional deve ser responsabilizado pelos danos à paciente, causados por pelo aparelho. “A utilização do equipamento se confunde com a tarefa executada pelo médico no seu exercício, de modo que a utilização inadequada de uma aparelhagem ou, até mesmo, a escolha errônea do equipamento fará com que seja responsabilizado pelos prejuízos causados”. Veja sentença. (Texto: Lilian Cury – Centro de Comunicação Social do TJGO)
Fonte: http://www.tjgo.jus.br/
Foto: Ripton Scott, via Flickr