Consolidada cooperação técnica entre ANADEM e OMB

Foi consolidada, no dia 16 de dezembro, parceria e acordo de cooperação técnica entre a ORDEM DOS MÉDICOS DO BRASIL e ANADEM.

A Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética recomenda a todos os amigos médicos que se engajem no movimento pela qualidade da saúde brasileira, fazendo seu cadastro no site da OMB: www.ordemdosmedicos.org

No Paraná, médico que cobrava por procedimentos do SUS é preso em flagrante

Foi preso em flagrante nesta quinta-feira (17), em Toledo, no oeste paranaense, um médico ortopedista que cobrou de uma paciente do Sistema Único de Saúde R$ 4,6 mil pela realização de uma cirurgia.

A Promotoria de Justiça de Toledo foi informada do fato por um parente da paciente. A vítima foi orientada a entregar ao médico o dinheiro que havia sido solicitado. Logo após a entrega do envelope, policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Cascavel, e os promotores de Justiça que acompanhavam o caso entraram no consultório e apreenderam o dinheiro entregue pelo paciente e também outros objetos relevantes para as investigações. O médico foi preso em flagrante.

No decorrer das oitivas, o Ministério Público do Paraná foi informado de que o médico já fazia esse procedimento há mais tempo, não sendo este um caso isolado.

Fonte: http://www.mppr.mp.br/
Foto: https://www.toledo.pr.gov.br

Médico é acusado de agredir mulheres no parto em hospital público no Rio

Um médico da rede pública municipal do Rio de Janeiro é investigado por suspeita de praticar atos violentos contra mulheres durante procedimentos de parto, no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, zona sul. Pelo menos sete vítimas denunciaram o profissional por agressão à 14ª Delegacia de Polícia do Rio, que investiga o caso.

As mulheres relataram agressões físicas e verbais. Uma delas contou que ganhava tapas na cara toda vez que gritava na sala de parto. Ela acusa o médico de ter colocado gaze dentro de sua boca para abafar os gritos.

Outra vítima afirma que foi chamada de vagabunda. Segundo a denúncia, o médico questionou, em tom irônico, o porquê de a mulher gritar naquele momento, já que ela tinha gostado na hora de fazer o bebê. Ela perdeu o bebê após o parto.

As denúncias foram feitas, inicialmente, em uma audiência pública realizada em maio pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). Na ocasião, quatro mulheres foram ouvidas.

“Uma enfermeira foi a primeira a falar sobre o médico. Depois convencemos as vítimas a denunciar. Todas choraram muito enquanto eram ouvidas, estavam fragilizadas. É uma situação grave, que exige resposta dos órgãos competentes”, disse a deputada estadual Enfermeira Rejane de Almeida (PCdoB-RJ), presidente da comissão.

O médico, cujo nome é mantido em sigilo, foi apelidado de “cachorrão” pelas vítimas. Convidado a se explicar na Alerj, ele não compareceu, nem enviou representante. A Secretaria Municipal de Saúde instaurou uma sindicância para apurar o caso. O médico foi afastado do Hospital Miguel Couto.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que o médico vai permanecer afastado de suas funções até que seja concluída uma sindicância aberta para apurar as denúncias de má conduta do profissional. “O procedimento segue em sigilo”, diz a nota.

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) também abriu uma sindicância, que antecede o processo ético profissional. Em caso de condenação, afirma o Cremerj, as punições vão de advertência confidencial até a cassação do registro.

A Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento e também apura a morte de um recém-nascido. Médicos e testemunhas têm sido ouvidas na unidade policial.

Fontes: http://noticias.uol.com.br/; http://saude.estadao.com.br/
Foto: LearningLark, via Flickr