18 de abril de 2017 - Anadem

Pulseira com sensor de suor pode ajudar em diagnósticos médicos

Sensor analisa os componentes moleculares do suor e transmite os resultados a um laboratório. Dispositivo estimula as glândulas sudoríparas para obter o suor rapidamente

 

Por France Presse

 

Uma pulseira ultra-sensível com sensor de suor poderia melhorar o diagnóstico e tratamento da fibrose cística, diabetes e outras condições de saúde, disseram pesquisadores nesta segunda-feira (17). Esse sensor analisa os componentes moleculares do suor e transmite os resultados a um laboratório, explicam seus inventores, da Faculdade de Medicina da Universidade de Stanford e de Berkeley na Califórnia, cuja pesquisa foi publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

“Este é um grande progresso”, disse o coautor Carlos Milla, professor associado de pediatria na Universidade de Stanford. Diferentemente dos sensores de suor anteriores, este novo sistema não requer que os pacientes fiquem sentados sem falar durante trinta minutos, o tempo que o suor leva para se acumular nos coletores. Esse longo processo, utilizado há muitas décadas, é particularmente penoso para as crianças, apontam os pesquisadores.

 

Estímulo ao suor

Este novo sensor portátil no pulso estimula as glândulas sudoríparas com microprocessadores para obter o suor em poucos minutos, e depois transmite o conteúdo molecular através de um telefone celular, a um servidor que pode analisar os resultados rapidamente. O sistema pode ser utilizado facilmente em países em desenvolvimento, principalmente em povoados isolados que carecem de centros médicos. Pode medir, por exemplo, o nível de glicose no sangue, que indica o risco de diabetes.

Outros elementos moleculares presentes no suor, como o sódio, o potássio e a lactose também podem ser medidos pela pulseira. “Este sistema pode ser usado para medir virtualmente tudo o que se encontra no suor”, destaca Ronald Davis, professor de bioquímica e de genética na Universidade de Stanford e coautor do estudo.

 

Foto: PNAS/Divulgação

Obesidade atinge 1 em cada 5 brasileiros, aponta pesquisa do Ministério da Saúde

Em 10 anos, população obesa no Brasil passou de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016. Pesquisa Vigitel entrevistou 53,2 mil maiores de 18 anos nas capitais do país

 

Por Graziele Frederico, G1 DF

 

A obesidade atinge um em cada cinco brasileiros, apontam dados divulgados nesta segunda-feira (17) pelo Ministério de Saúde. Em dez anos, a população obesa no país passou de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016, informou o ministério. O excesso de peso também cresceu 26,3% no mesmo período. Em 2006, 42,6% dos entrevistados foram considerados com excesso de peso. No ano passado, esse índice foi de 53,8%.

A obesidade e o excesso de peso são calculados a partir do Índice de Massa Corporal que divide o peso pela altura ao quadrado do entrevistado. Índices iguais ou maiores que 25 são considerados como excesso de peso e maiores de 30 kg/m2, obesidade. A Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) entrevistou, de fevereiro a dezembro de 2016, 53.210 pessoas maiores de 18 anos nas capitais do país.

 

Cardápio
Ainda sobre hábitos da população entrevistada, o estudo mostrou que o consumo de feijão diminuiu de 67,5% em 2012 para 61,3% em 2016, e que um em cada três adultos consomem frutas e hortaliças nos cinco dias da semana. De acordo com a pesquisa, esses dados informam que o país “passa por uma transição nutricional, que antes era de desnutrição e agora estamos entre os países que apresentam altas prevalências de obesidade”.

“A causa da obesidade é multifatorial. Nenhum país do mundo conseguiu reduzir ou deter a obesidade. É uma meta ousada a gente conseguir segurar esse indicador até pelo menos 2019. Isso porque, a obesidade envolve vários fatores e nem todos podem ser administrados pelo Ministério da Saúde”, afirmou a coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde Michele Lessa.

Entre as mudanças relacionadas na pesquisa, durante a última década, está a redução do consumo regular de refrigerante ou suco artificial que passou de 30,9% em 2007, para 16,5% no ano de 2016.

A prática de atividade física no tempo livre aumentou. De acordo com o ministério, 30,3% da população fazia pelo menos 150 minutos de exercícios por semana em 2009. No ano passado, esse número cresceu para 37,6%. A faixa etária com maior tempo para prática de atividades físicas, segundo a pesquisa foi a população entre 18 e 24 anos.

 

Álcool
Outro dado apontado pela pesquisa foi o consumo abusivo de álcool: em 2006, era de 15,7%; dez anos depois, passou para 19,1%. Segundo o ministro, o crescimento se deu principalmente pela alta na ingestão de álcool por parte das mulheres. Nos últimos dez anos, o consumo abusivo de bebida alcoólica pelo público feminino atingia 7,8% da população. Em 2016, o índice foi de 12,1%.

 

Foto: Gabriel Luiz / G1