Benefícios da meditação mindfulness para mulheres acima do peso
Método que prega a atenção plena ao presente tem impacto positivo no estresse e pode até ajudar a combater o diabetes
Por Vand Vieira
do Saúde é Vital
As terapias integrativas realmente vem ganhando espaço no tratamento contra diversas doenças. Que o diga um estudo capitaneado pela Faculdade de Medicina Penn State, nos Estados Unidos, que colocou à prova os preceitos da meditação mindfulness frente ao excesso de peso e seus prejuízos à saúde. Nessa técnica, o essencial é manter o foco no que se está fazendo a fim de ocupar a mente por completo e espantar emoções negativas.
A prática foi avaliada da seguinte forma: 86 mulheres acima do peso participaram de um programa de mindfulness durante oito semanas e foram acompanhadas ao longo dos quatro meses seguintes. Nesse período, as voluntárias se submeteram a análises dos níveis de estresse, além de terem peso, glicemia (quantidade de açúcar no sangue), pressão arterial e resistência insulínica monitorados.
O resultado, publicado no renomado periódico científico Obesity, indica que esse tipo de intervenção não só auxilia no relaxamento, como contribui para uma menor glicemia em jejum. Isso favorece a prevenção e o tratamento do diabetes, por exemplo. Não houve alterações relevantes quanto aos demais aspectos observados.
Foto: IS/iStock
Pessoas com tique têm risco maior de suicídio
Estudo sueco deixa claro que não se deve encarar esse tipo de mania como algo caricato e superficial
Por Ana Luísa Moraes
do Saúde é Vital
Os tiques, movimentos involuntários, rápidos e recorrentes, costumam aparecer na infância, mais ou menos entre os 4 e 6 anos de idade. Na maioria das vezes, a condição some naturalmente até o fim da adolescência. Porém, em aproximadamente 20% dos casos, o problema persiste na vida adulta – e é aí que mora o perigo. Pesquisadores suecos apontaram que esse grupo está quatro vezes mais propenso a tentar tirar a própria vida.
Feito com 7 736 pacientes, o estudo, do Instituto Karolinska, é o maior até hoje com portadores da desordem. Dados desses participantes foram comparados aos de 77 360 pessoas da população geral. E aí que está: mesmo considerando outros distúrbios psiquiátricos eventualmente presentes em indivíduos com tique, a manifestação dessa encrenca seguiu como um fator de risco para o suicídio.
O levantamento chama a atenção para a gravidade do transtorno, frequentemente enxergado como uma mania sem muita relevância. John Krystal, editor do periódico científico Biological Psychiatry, que publicou o trabalho sueco, comenta: “As ameaças do tique foram minimizados pela mídia, que retrata os indivíduos de um jeito cômico e caricato”.
Segundo os cientistas, esse trabalho ajuda a elaborar estratégias com o propósito de evitar consequências fatais da disfunção. Os dados também vão guiar os profissionais na identificação e monitoramento dos pacientes com comportamento suicida. Da nossa parte, convém desfazer estigmas e apoiar as pessoas com tique.
Ilustração: Pedro Hamdan/SAÚDE é Vital