O que determina se você REALMENTE teve uma boa noite de sono
Os principais fatores que devemos observar para descobrir se o nosso descanso foi de qualidade ou não, segundo a ciência
Por Giovana Feix, do Saúde é Vital
“Dormiu bem hoje?”. De tão corriqueira na beira da cama, essa pergunta mal desperta nossa atenção. Mas já parou para pensar como, no fim das contas, é difícil responder com exatidão se uma noite de sono foi mais reparadora do que a anterior?
Caso nunca tenha refletido sobre o assunto, fique tranquilo: pesquisadores holandeses resolveram desvendar o mistério. Por duas semanas, eles registraram os relatos subjetivos sobre a qualidade do sono de 50 voluntários. Ao mesmo tempo, consolidaram os dados de um dispositivo eletrônico que, colocado no pulso das pessoas, estima a profundidade do descanso.
Divulgado na última semana no periódico Behavioral Sleep Medicine, o artigo científico que resultou dessa investigação destaca dois fatores essenciais para levarmos em conta na hora de definir se o sono foi bom ou não. São eles: o número de vezes que a pessoa acordou na madrugada e o total de minutos (ou horas) que passou de olhos abertos no meio da noite. Faz sentido, não?
E tem mais! Um relatório de janeiro deste ano, realizado pela Fundação Nacional do Sono, dos Estados Unidos, valeu-se da opinião de especialistas para apontar os principais indicativos de que um adulto está dormindo mal. São quatro:
Demorar mais de uma hora para cair no sono
Acordar (mesmo que brevemente) quatro ou mais vezes durante a noite
Passar menos de 74% do tempo deitado na cama dormindo
Ficar mais de 41 minutos acordado no meio da noite
E aí, identificou-se com algum dos itens? Quem sabe seja preciso pensar mais na qualidade do seu sono!
Ilustração: Daniel Almeida/SAÚDE é Vital
Homem vive 40 anos com uma peça de Playmobil no pulmão sem saber
Médicos suspeitaram inicialmente que paciente tinha um tumor no órgão, mas os exames mostraram tratar-se de uma miniatura de cone de trânsito
Por BBC
O caso de um homem de 47 anos que procurou uma clínica de doenças respiratórias em Preston, no norte do Reino Unido, após passar mais de um ano com tosse surpreendeu os médicos.
A equipe suspeitava de que ele tivesse um tumor — de acordo com o jornal britânico “The Guardian”, o paciente era fumante e havia tido uma pneumonia recentemente. Mas os exames mostraram que havia algo preso em seu pulmão.
Quando fizeram um exame adicional, os médicos descobriram que se tratava de um minicone de trânsito do brinquedo Playmobil, que ele ganhou de presente em seu sétimo aniversário.
Então criança, ele aspirou a peça, de cerca de 1 centímetro, por acidente. O objeto permaneceu em seu pulmão por 40 anos.
Os médicos extraíram a miniatura usando uma técnica usada em biópsias.
Segundo relatório da publicação científica “British Medical Journal”, publicado na internet, o paciente disse aos médicos que “frequentemente brincava e até aspirava (inalava) peças do brinquedo na infância”.
O homem não apresentou nenhum sintoma de efeito nocivo por décadas, informaram os especialistas, até que uma tosse persistente o levasse a procurar atendimento médico.
Como ele era muito jovem quando inalou o minicone de trânsito, explica o relatório, suas vias respiratórias foram capazes de se moldar e adaptar à presença do corpo estranho.
Não é incomum que crianças ingiram ou aspirem brinquedos pequenos, mas “um caso em que os sintomas apareçam tanto tempo depois da aspiração inicial é inédito”, acrescenta o texto.
Quatro meses após a remoção da peça, a tosse do paciente quase desapareceu.
Foto: BMJ