Conselheiro jurídico aborda Gestão do Risco Profissional no Congresso de Gestão de Clínicas, em Minas Gerais
Renato Assis irá falar sobre os aspectos gerais da Judicialização da Saúde e as estatísticas mais recentes do aumento de processos envolvendo a relação médico-paciente; evento é patrocinado pela Anadem
O Congresso de Gestão de Clínicas e Consultórios Médicos, que é patrocinado pela Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética) e acontece no dia 22 de novembro, em Belo Horizonte (MG), terá a participação do conselheiro jurídico e científico Renato Assis. Ele irá abordar dois temas de extrema importância no País: Gestão do Risco Profissional e Judicialização da Saúde.
Esse evento é dirigido a profissionais sócios de clínicas médicas, que possuem consultórios ou participam dos processos de gestão de unidades de saúde. Por isso, temas como marketing, finanças, estratégia e gestão de pessoas estão na programação. O de Renato é um dos destaques, e terá início às 18h da quarta-feira (22).
Durante a palestra, o conselheiro jurídico irá apresentar os aspectos sociais, econômicos, técnicos e jurídicos que acarretaram no aumento de processos judiciais envolvendo a relação médico-paciente, a quantidade de erros médicos e também o número de condenações equivocadas. Medidas preventivas e orientações de como lidar em situações como essa também serão repassadas.
Serviço:
Congresso de Gestão de Clínicas e Consultórios Médicos
Data: 22 e 23 de novembro de 2017
Horário: 18h – Palestra do conselheiro jurídico Renato Assis
Endereço: Minascentro – Rua Guajajaras, 1022 – Centro – Belo Horizonte (MG)
Mais informações e inscrição: http://expohospitalbrasil.com.br/consultoriosmedicos/
Conheça as doenças da primavera
Apesar de não termos estações claramente demarcadas no Brasil, manifestações alérgicas e problemas respiratórios são doenças típicas da primavera
Por Mauro Fisberg, publicado na Veja
Todas as vezes que mudamos de estação do ano, pipocam matérias nos jornais, revistas, televisões e canais de mídia de todo o mundo, sobre as doenças da estação. Bom, se para o hemisfério norte isto é uma realidade, aqui no Brasil temos uma dificuldade imensa de entender como devemos nos adaptar a doenças que tem uma característica de mudança de acordo com o calendário. Afinal, não temos claramente estações marcadas, nosso clima é instável, não respeita muito bem os meses do ano, e as doenças que aparecem nos Estados Unidos ou Europa nas mudanças de data não são iguais.
Alergias e problemas respiratórios
Muitas destas enfermidades são típicas da primavera, com maior número de pessoas que tem manifestações alérgicas ou sintomas reativos a pólen, pó, flores, e ao ressecamento do ar. Mudanças de temperatura, maior umidade ou menor umidade, frio ou calor intenso, estão relacionados a aumento de problemas respiratórios, especialmente em crianças e idosos.
A rinite, asma, problemas de tosse e obstrução brônquica pioram muito neste período, justamente quando a umidade do ar atinge índices baixíssimos. Há aumento das queimadas, da temperatura média e da fragilidade da saúde nos extremos da nossa vida. Nos países com clima mais marcado, o desabrochar das flores, as sementes e tudo relacionado à nova floração levam a crises alérgicas sazonais com espirros, obstrução nasal, coriza e tosse.
Os serviços de pronto-socorro que apresentam lotação intensa no período de inverno, voltam a ficar cheios com o aumento das doenças alérgicas respiratórias. Especialmente crianças pequenas e idosos devem ser diflucan-fluconazole.net com volumes hídricos adequados. Lembramos que são situações em que os indivíduos têm menos sede ou esta sede não é reconhecida.
Aglomerações e arboviroses
Outras doenças que estão relacionadas a estação do ano são as relacionadas ao calendário escolar, com aumento da presença de fatores de risco com maior aglomeração de crianças em idades precoces, favorecendo a disseminação de episódios de diarreia e doenças de pele.
Mas principalmente devemos nos lembrar que a volta do período chuvoso e quente leva a maior risco da proliferação de mosquitos transmissores de doenças como a dengue, a zika e chikungunya. A prevenção deve ser redobrada, com o controle de depósitos de água limpa e parada em todos os locais. Com a ausência da chuva em muitas regiões do país, o descaso com recipientes, pneus, vasos, depósitos vazios e não cobertos, é grande. Com a volta da chuva, estes locais são propícios para o armazenamento de água e a proliferação das larvas de insetos.
Em toda a região do Caribe e América Central e do Norte discutem-se os prejuízos causados por terremotos e furacões com enchentes gigantescas causadas pelos fenômenos naturais. As enchentes, no entanto, não são privilégio destes locais e devemos lembrar que no Brasil as cheias dos rios levam a aumentos de doenças graves como as transmitidas por urina de ratos. Alternamos períodos de seca intensa, com até 120 dias sem chuvas a períodos em que as chuvas intensas inundam cidades inteiras. A sazonalidade afeta então todo o planejamento de segurança de um país.
Foto: iStock/Getty Images
Câncer de pâncreas: os sintomas que podem passar despercebidos
Um em cada três adultos com a doença ignoraram sinais, como perda de peso e cansaço
Por Veja
Dores no abdômen e nas costas, indigestão, perda de peso e cansaço podem ser comuns e parecer inofensivos à primeira vista, mas em alguns casos podem indicar um problema grave: o câncer de pâncreas. Esses sintomas podem demorar a surgir, dificultando o diagnóstico precoce e, consequentemente, seu tratamento.
De acordo com informações da BBC, um em cada três adultos com o câncer de pâncreas acabam ignorando esses sinais. Isso é preocupante pois quando o câncer é diagnosticado tardiamente as opções de tratamento são reduzidas. Ainda, segundo pesquisas da ONG britânica Pancreatic Cancer UK, uma em cada dez pessoas sobrevive mais do que cinco anos – e poucas, entre a população geral, têm conhecimento dos sintomas da doença.
Atenção aos sinais
“Eu tive muita sorte que o meu tumor pôde ser retirado na operação e que não tinha se espalhado ainda, pelo menos até onde se sabe”, disse a BBC Nikki Davies, paciente britânica que foi diagnosticada com o câncer de pâncreas aos 51 anos.
Ela começou a suspeitar que algo estava errado quando passou a sentir dores muito fortes no estômago, o que foi essencial para a detecção precoce do câncer. “Minha dica para as outras pessoas é que ninguém conhece melhor seu corpo do que você mesmo. Então fique atento aos sinais e fale com seu médico se notar qualquer coisa que não seja normal para você”, recomendou Nikki.
“Acredito que, no fundo, você sabe quando há algo errado. No meu caso, foi a dor. Sentia dor nas costas também, entre os ombros. E perdi muito peso bem rápido. Eu não sabia nada sobre câncer de pâncreas antes do meu diagnóstico e certamente não sabia nada sobre os sintomas.”
Importância do diagnóstico
A intenção das pesquisas não é causar pânico, mas alertar a população sobre os sinais do câncer. “A maioria das pessoas que apresenta algum desses sintomas não tem câncer de pâncreas. Mas é essencial que elas saibam mais sobre a doença e que falem com seu médico se tiverem alguma preocupação”, disse Alex Ford, chefe da Pancreatic Cancer, do Reino Unido. “Quanto antes as pessoas forem diagnosticadas, mais elas têm chances de fazer a cirurgia, que é o tratamento mais eficiente.”
Principais sintomas
Os sintomas mais comuns do câncer de pâncreas são dores no estômago e nas costas, perda de apetite e perda da peso sem explicação aparente, indigestão, mudança nos hábitos intestinais, cansaço e anemia. Além disso, o portador do câncer pode apresentar icterícia (pele ou olhos amarelados), dificuldade para engolir e diagnóstico recente de diabetes tipo 2.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de pâncreas representa 2% dos casos gerais e 4% das mortes por câncer no país. No entanto, ele é mais comum em pessoas acima de 60 anos, com maior incidência entre homens.
Foto: IStock/Getty Images