16 de maio de 2018 - Anadem

Votuporanga imuniza 46% do público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe

Das aproximadamente 22 mil pessoas na faixa de cobertura, quase 11 mil já foram vacinadas desde o dia 23 de abril

 
Por G1 Rio Preto e Araçatuba
 
Quase 11 mil pessoas já foram vacinadas contra a gripe em Votuporanga (SP) desde que a campanha de imunização contra a doença começou, no dia 23 de abril. Só no último sábado (12) foram vacinadas 837 pessoas em todas as Unidades de Saúde no Dia D coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde.

Na cidade, aproximadamente 22 mil pessoas fazem parte do público-alvo da campanha, o que corresponde a uma cobertura de 46,30%. Em 2018, Votuporanga não contabilizou nenhum caso positivo da doença.

Para quem ainda precisa tomar a vacina, as unidades de saúde permanecem abertas de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, para vacinação dos grupos prioritários.

As doses continuam a ser oferecidas gratuitamente até o dia 1º de junho. A vacina é trivalente, com proteção contra os vírus H1N1, H3N2 e Influenza B (gripe comum).

Confira o grupo prioritário
Crianças de seis meses a menores de cinco anos
Gestantes
Puérperas (mulheres que deram à luz a menos de 45 dias)
Idosos a partir de 60 anos
Pessoas com doenças crônicas
Trabalhadores da saúde e professores

Foto: Divulgação/Prefeitura /Arquivo

Pela 1ª vez, OMS publica lista com diagnósticos essenciais para centros de saúde

Objetivo é possibilitar tratamento precoce, aumentar chances de cura e direcionar investimentos. Segundo entidade, 46% dos adultos com diabetes tipo 2 não foram diagnosticados

Por G1

A Organização Mundial de Saúde publicou, pela 1ª vez, uma lista de 113 diagnósticos as quais todas as pessoas deveriam ter acesso. Tratam-se dos testes mais comuns, como para detecção do HIV e diabetes, até de doenças prioritárias para o combate global: como a malária. Os testes são recomendações e não têm o poder de serem obrigatórios; as decisões da OMS, entretanto, servem para justificar e validar políticas de saúde de governos locais.

A lista com os testes chega para complementar uma outra mantida pela OMS — a de medicamentos essenciais, que existe há mais de quatro décadas. Ela foi elaborada entre os dias 16 e 20 de abril desse ano em reuniões com 19 especialistas nos arredores da sede da OMS em Genebra (Suíça).

A iniciativa é importante por motivos que vão desde ao tratamento a um melhor uso de recursos. A ausência de testes de rotina para HIV e tuberculose, por exemplo, podem deixar as doenças mais difíceis de tratar e facilitar sua disseminação: tratamentos antirretrovirais hoje contra o HIV, por exemplo, têm o poder de deixar a carga viral tão baixa que soropositivos para o vírus perdem o potencial de infectar outras pessoas.

Outro ponto é que a ausência de diagnóstico atrasa tratamentos: a OMS estima, por exemplo, que 46% dos adultos mundialmente não receberam o diagnóstico para a diabetes tipo 2. A condição pode levar à cegueira e à amputação se não tratada — juntamente com outras consequências tóxicas para o organismo.

Exames dependem de avaliação
Os 113 testes são divididos em dois grupos: 58 para o diagnóstico de condições comuns, como o rastreamento de sangue e urina; e os outros 55 para doenças prioritárias para o monitoramento e controle, como HIV, tuberculose, malária, hepatites B e C, HPV e sífilis. Confira alguns;

Hemoglobina – para detecção de anemia;
Contagem de glóbulos brancos – para detecção de infecções;
Albumina – para detectar má nutrição, doenças do fígado e do rim;
Glicose – para diagnosticar diabetes e hipoglicemia;
Hemoglobina glicada – para monitorar diabetes;
Diagnósticos para Hepatite B;
Diagnósticos para Hepatite C;
Testes para HIV;
Testes para malária;
Testes para tuberculose (a depender das condições laboratoriais, pode incluir mapeamento para bactérias resistentes);
Testes para sífilis;
Testes de eletrólitos (monitoramento de danos a órgãos) ;
Proteína C-Reativa (para detectar inflamações; também é um indicador de doença cardiovascular);
Perfil de lipídios (colesterol, triglicérides);
Bilirrubina – Monitora doenças de fígado, pâncreas e pode indicar anemia;
Exames de urina (para detectar contagem de células brancas e vermelhas, bactérias e outros micro-organismos);
PH do sangue e gases (para detectar função pulmonar, metabólica e monitorar terapias com oxigênio);
Creatinina (marcador para uma série de condições, como infecções generalizadas);
Painel metabólico (pode incluir glicose, cálcio, creatinina);
Segundo a OMS, muitos dos testes são adequados para cuidados de saúde primários como Unidades Básicas de Saúde; já outros, necessitam de hospitais com laboratórios. A entidade indica que a lista é básica e será agora atualizada periodicamente. O principal intuito, entretanto, é ajudar países em desenvolvimento a decidir para onde vai o investimento.

A OMS indica que a adoção dos testes vai depender da opinião do médico — que vai analisar a necessidade individual por meio dos sintomas e de dados epidemiológicos do entorno: por exemplo, um pedido para testes de malária deve considerar se a pessoa mora em um país endêmico ou se viajou recentemente para regiões onde há transmissão.

Foto: Jarmoluk/Pixabay