Como a sauna pode ajudar a sua saúde
A temperatura da sauna contribui para a vasodilatação. A diferença de temperatura com o frio pode melhorar a imunidade e reduzir inflamações
Por G1, São Paulo
Um estudo feito na Finlândia com 1.628 pessoas de 53 a 64 anos revelou que pessoas que têm o hábito de fazer sauna pelo menos quatro vezes por semana tem 60% menos chance de ter um AVC. Mas qual a explicação? O Bem Estar convidou o consultor e cardiologista Roberto Kalil para falar sobre o assunto. E qual a relação da sauna com a água gelada? A neurologista Gisele Sampaio explicou o que este tipo de ritual faz com o nosso corpo.
A temperatura da sauna contribui para a vasodilatação. A diferença de temperatura com o frio pode melhorar a imunidade e reduzir inflamações. Entretanto, apesar dos resultados promissores, o trabalho feito na Finlândia tem limitações, como a frequência da sauna. Além disso, podem existir outros fatores desconhecidos que contribuíram para a melhoria. Também não houve comparação com pessoas que não fazem sauna.
O que acontece com o corpo na sauna? Quando a temperatura do sangue se encontra acima do ponto crítico, o hipotálamo envia uma mensagem aos vasos cutâneos com o objetivo de provocar uma vasodilatação, que irá facilitar a perda de calor. O corpo sua e a pressão arterial cai.
A sauna não é recomendável para pessoas com doenças cardiológicas instáveis e pessoas idosas com problemas de pressão baixa. Também não é recomendado que a pessoa vá sozinha à sauna. É importante tomar bastante água antes, durante e depois da sauna e evitar bebidas alcoólicas.
Mais do que fazer sauna, o ideal é fazer exercícios, comer comida de verdade, baixar o peso, não fumar. Todos eles são fatores de proteção contra AVC, com evidência científica sólida.
Foto: Mariana Garcia/G1
Vírus similar ao da herpes pode ser usado para fortalecer organismo de infecções, diz estudo
Cientistas mostram que infecção por citomegalovírus tem o poder de deixar o sistema imune em alerta. Eles acreditam na possibilidade da criação de uma vacina especial para fortalecer idosos
Por G1
Um estudo experimental, cientistas demonstraram que o citomegalovírus (CMV), na verdade, fortalece o sistema imunológico ao invés de enfraquecer as defesas do organismo. Similar ao vírus da herpes, o CMV tem o poder de ficar latente e, por isso, consegue ativar constantemente as defesas do organismo — que fica mais resistente a novas infecções.
O estudo foi publicado no PNAs (Proceedings of National Academy of Sciences) e teve como um dos autores Janko Nikolich-Zugich, co-diretor do Centro de Envelhecimento da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.
Cientistas acreditam que a descoberta possibilite a criação de uma vacina para proteger idosos de infecções — já que o sistema imunológico tende a ficar mais debilitado com a idade. Por esse motivo, por exemplo, pessoas acima de 60 têm prioridade para receber a imunização contra a gripe.
O que os pesquisadores descobriram agora é que essa debilidade pode ser modificada. O sistema imune tem potencial para voltar a ficar em alerta, se ativado adequadamente.
Vírus ajuda sistema a recrutar células de defesa
Para chegar a essa conclusão sobre o CMV, o grupo de Nikolich–Zugich fez um experimento em camundongos. Parte das cobaias foi infectada com o citomegalovírus — e parte não.
Dentre os resultados, cientistas observaram que os camundongos com CMV recrutavam mais facilmente as células T para lutar contra infecções as quais foram expostos durante o estudo.
Os cientistas acreditavam que, por não ter cura, o CMV consumia recursos do organismo — que ficava constantemente debilitado com a presença do vírus. Com o estudo em camundongos, no entanto, o contrário foi observado: o sistema imune se fortalece.
Pesquisadores planejam continuar estudos com o CMV para ver de que maneira exatamente o vírus CMV atua no sistema imunológico.
Com o estudo em humanos, cientistas esperam desenvolver uma vacina que possa ser aplicada em idosos para o combate de todas as infecções, afirmam os pesquisadores.
Foto: NIAID/NIH