Dieta mediterrânea reduz o risco de doenças cardíacas

Nunca é tarde para mudar o comportamento. Escolha um estilo de vida saudável

Por G1, São Paulo

A dieta ideal existe? O Bem Estar desta segunda-feira (9) mostrou que sim. Depois de muita pesquisa, estudos mostram que a dieta mediterrânea é a melhor para termos uma vida saudável, tanto para perder quanto para manter o peso.

Uma publicação da revista médica New England mostrou um trabalho com sete mil pessoas entre 55 e 80 anos que foram acompanhadas por cinco anos. Elas tinham riscos cardiovasculares e doenças associadas, como diabetes e hipertensão. O estudo comparou 3 dietas: dieta pobre em gordura, dieta mediterrânea com mais azeite, dieta mediterrânea com mais azeite e 30 gramas de castanhas por dia.

A pesquisa observou que os grupos que fizeram a dieta mediterrânea adicionando mais azeite e a dieta mediterrânea suplementada com nozes tiveram uma redução de 30% na mortalidade, se comparados ao grupo que fez uma dieta pobre em gordura.

O endocrinologista Fábio Trujilho explica que a dieta mediterrânea provoca o aumento da produção de um hormônio chamado adiponectica, que é produzido pelo tecido adiposo. Esse hormônio tem ação anti-inflamatória e facilita a ação da insulina, melhorando a entrada da glicose na célula.

O estudo gera uma evidência de que nunca é tarde para mudar o comportamento e impedir que a diabetes se instale, sem necessidade de medicação, mas de escolha de um estilo de vida saudável.

A dieta mediterrânea nada mais é do que se alimentar bem. Consiste em pouco sal, poucos alimentos industrializados e pouca gordura de origem animal. Por outro lado, há uma ingestão maior de frutas, legumes, vitaminas, minerais e antioxidantes. A mudança para esse estilo de vida pode trazer grandes benefícios não só para o coração, mas também para a pressão arterial e níveis de glicemia.

Jejum intermitente

O jejum intermitente consiste em ficar 12, 14, 16 e até 24 horas sem comer. Muita gente adotou esse método de emagrecimento, mas ele não vale para todo mundo. “Ela pode ser saudável se feita sob orientação de um médico, acompanhamento de uma nutricionista. Ela não é solução mágica e não serve para todo mundo”, alerta o endocrinologista Bruno Halpern.

Quando o organismo está em jejum, o metabolismo continua gastando energia. Por isso, essa dieta só é indicada para quem tolera muitas horas sem comer. O tempo dormindo também conta como intervalo sem comer. Se acostuma bem ao jejum quem tem o costume de jantar cedo e só comer no outro dia, um pouco mais tarde.

Cuidado com o efeito sanfona! “Qualquer tipo de restrição alimentar tem a tendência de não durar muito tempo. Esse é o problema”, explica a nutricionista Lara Natacci. Outro ponto são os possíveis efeitos colaterais como hipoglicemia. É preciso observar todas as reações do corpo.

Foto: Mariana Garcia/G1

Casar (inclusive de novo) pode ajudar a proteger o coração

Solteiros, divorciados e viúvos apresentam risco aumentado para doença coronariana

Por Mariza Tavares, G1 Rio de Janeiro

Nos EUA, o país das estatísticas, um em cada cinco viúvos e viúvas casou-se ou entrou num relacionamento firme apenas alguns anos depois da morte do cônjuge. Além disso, de acordo com o Pew Research Center, 15% dos adultos americanos estão utilizando serviços on-line de encontros. Embora seja mais comum uma nova união quando se é mais jovem, o importante é se permitir que isso aconteça em qualquer idade. Viver o luto e a dor é fundamental, mas seguir em frente também faz parte da vida. Quando se é mais velho, a vantagem é já sabermos o que queremos e o que não queremos. Portanto, tenha sempre em mente o que considera intolerável em outra pessoa e também o que é indispensável para apostar num relacionamento. O que devemos evitar é fazer concessões apenas para ter alguém.

Para quem ainda não se convenceu, um argumento científico: o casamento pode proteger de doenças coronarianas e derrames, ao passo que solteiros, divorciados e viúvos apresentam um risco aumentado. Essa foi a conclusão de uma revisão de 34 estudos, com mais de 2 milhões de participantes, publicada na “Heart”, veículo da British Cardiovascular Society. Os pesquisadores afirmam que 80% da doença coronariana vem de fatores conhecidos, como idade, pressão alta e colesterol idem, fumar e diabetes. No entanto, ainda não está claro que fatores influenciam os 20% restantes – e pode ser que o estado civil tenha peso nisso.

O levantamento que acabou de ser divulgado vasculhou dados coletados entre 1963 e 2015, na Europa, América do Norte, Ásia e no Oriente Médio, com pessoas entre 42 e 77 anos. As que não eram casadas tinham um risco maior de desenvolver doença coronariana (42%) e morrer de derrame, isto é, acidente vascular cerebral (55%). Embora os estudos sejam de épocas diferentes e não tenham metodologias idênticas – e também não tenham entrado no mérito da qualidade das relações matrimoniais – o resultado foi considerado consistente devido ao volume de informações.

Sobre os motivos que fazem do casamento uma proteção contra doenças, aqui vão alguns listados pelos médicos: os sinais de uma enfermidade são reconhecidos precocemente quando vivemos com alguém; normalmente há maior adesão ao tratamento, porque um ajuda o outro a se cuidar; um casal tem mais segurança financeira; a rede de amigos é maior para trazer apoio em horas difíceis.

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