Infestação de Aedes aegypti faz Paraguai decretar alerta vermelho na região metropolitana de Assunção
Mosquito é transmissor da dengue, zika e chikungunya. No Brasil, quase metade dos municípios estão em alerta ou risco de surto para essas doenças
Por G1
O Ministério da Saúde Pública e Bem-estar Social do Paraguai (Senepa) decretou alerta vermelho devido à proliferação do mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue, zika e chikungunya – nesta terça-feira (8) para Assunção e outras cidades da região metropolitana.
Uma análise foi feita nos 67 bairros de Assunção e revelou um índice de infestação de 11,87%, número que ultrapassa os padrões internacionais de 1%, conforme informou o Senepa. Foram analisados 106.159 possíveis criadouros, sendo que 757 apresentaram larvas do Aedes aegypti.
Villa Elisa é a cidade com o maior índice de infestação deste mosquito (17,2%), seguida de Mariano Roque Alonso (13,44%), Lambaré (10,18%) e San Lorenzo (11,2%).
Foto: Arte/ G1
No Brasil
Levantamento apresentado pelo Ministério da Saúde brasileiro em dezembro mostrou que quase metade dos municípios (47,5%) estão em alerta ou risco de surto para a dengue, zika e chikungunya.
Os números integram o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes Aegypti (LIRAa). Em relação ao mesmo estudo divulgado em junho, houve queda no índice de alerta e risco. Antes, 60% das cidades estavam nesta condição.
Ao todo, 5.358 municípios de todo o país (96,2%) realizaram algum tipo de monitoramento do mosquito, sendo 5.013 por levantamento de infestação (LIRAa/LIA) e 345 por armadilha. A metodologia armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente.
Segundo os dados do LIRAa, 504 municípios brasileiros apresentam alto índice de infestação, com risco de surto para doenças transmitidas pelo mosquito.
De acordo com o ministério, estão com índices satisfatórios: Curitiba (PR), Teresina (PI), João Pessoa (PB), Florianópolis (SC), São Paulo (SP), Macapá (AP), Maceió (AL), Fortaleza (CE) e Aracaju (SE).
As capitais com índices em estado de alerta são: Manaus (AM), Belo Horizonte (MG) Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), São Luís (MA), Belém (PA), Vitória (ES), Salvador (BA), Porto Velho (RO), Goiânia (GO) e Campo Grande (MS).
Já as capitais Palmas (TO), Boa Vista (RR) Cuiabá (MT) e Rio Branco (AC) estão em risco de surto de dengue, zika e chikungunya por apresentarem Índice de Infestação Predial (IIP) igual ou superior a 4.
Foto: LM Otero/Arquivo/AP Photo
Botucatu decreta situação de emergência pela proliferação de escorpiões e Aedes aegypti
Donos de terrenos e imóveis serão notificados para limparem propriedades. Caso contrário, prefeitura aplicará multa; agentes de saúde podem entrar em imóveis cujos donos proibirem vistoria
Por G1
O prefeito de Botucatu, Mário Pardini (PSDB), decretou situação de emergência nesta terça-feira (8) por conta da proliferação de escorpiões e do mosquito Aedes aegypti.
A medida foi adotada porque, na cidade, os agentes que trabalham no controle dos criadouros do mosquito da estão com dificuldades para fazer o trabalho. Isso porque em muitas das casas visitadas, ou o morador não abre o portão ou ele não deixa o agente entrar.De acordo com o decreto, por 10 dias a prefeitura vai notificar os donos de imóveis e terrenos para que seja feita a limpeza das áreas.
Após esse período, caso o pedido não seja atendido, a administração pública fará o serviço, porém, o proprietário será multado e terá que pagar pela limpeza executada. A multa será de R$ 5,50 por metro quadrado, cerca de R$ 1,3 mil em um lote padrão de 250 metros quadrados, seguindo a lei municipal 2.482.
Durante o estado de emergência, segundo a prefeitura, fica permitida a entrada de agentes de saúde, acompanhados de autoridades, em imóveis e terrenos onde os donos tenham negado a vistoria.
Em 2017, de acordo com a prefeitura, foram registrados 98 acidentes envolvendo escorpiões. Já em 2018, o número aumentou para 108. Também no ano passado, Botucatu ficou em estado de alerta devido ao índice de infestação do Aedes aegypti, transmissor de dengue, vírus da zika, chikungunya e febre amarela.
Os terrenos podem ser denunciados no Balcão da Cidadania pelos telefones (14) 3811-1401 ou 3811-1431, e tambémna Zeladoria, pelo telefone (14) 3811-1428.
Foto: TV TEM/Reprodução
