14 de fevereiro de 2019 - Anadem

Cesárea na primeira gestação aumenta risco de depressão pós-parto

Além de afetarem os bebês, cesarianas não planejadas impactariam na saúde mental de mães de primeira viagem, segundo estudo

Por Bem Estar

Estudos anteriores já mostraram que as cesarianas trazem alguns efeitos negativos para o bebê, aumentando a probabilidade de problemas respiratórios e obesidade, por exemplo. Agora, uma pesquisa da Universidade de York, na Inglaterra, indica que essa cirurgia, quando realizada de maneira emergencial, também abala a saúde mental das mães de primeira viagem e eleva o risco de depressão pós-parto.

Os pesquisadores analisaram dados de 5 mil britânicas que fizeram uma cesárea de emergência em sua primeira gestação – isso entre 2000 e 2002. Eles consideraram apenas os casos nos quais esse tipo do parto foi escolhido na hora, pela vida da mulher ou do feto estarem em perigo.

Nove meses depois da cirurgia, os experts entrevistaram os pais das crianças. As perguntas envolviam a saúde deles e dos filhos, circunstâncias da gravidez e do nascimento…

Os cientistas ainda incluíram fatores como nível socioeconômico, recursos hospitalares e histórico de saúde mental das mães no trabalho. Isso serve justamente para que tais questões não confundissem o resultado final do experimento.

Após as análises estatísticas, chegou-se à conclusão de que mulheres submetidas a uma cesárea não planejada na primeira gestação correm um risco 15% maior de desenvolver depressão pós-parto, quando comparadas as que tiveram um parto normal.

A economista Valentina Tonei, que liderou a pesquisa, afirma em comunicado à imprensa que “cesarianas de última hora” bagunçam a cabeça por serem inesperadas, estressantes na maior parte das vezes e associadas a perda de controle e expectativas não correspondidas.

Em outras palavras, o problema estaria na tensão da suposta emergência. Ou melhor, na falta de diálogos prévios e francos com as mulheres sobre a cesárea e suas reais indicações.

“O estudo tem implicações importantes para as políticas de saúde pública voltadas às novas mães que dão à luz dessa forma e precisam de apoio”, aponta Valentina. “Esperamos que essa nova evidência traga a saúde mental das mães para o centro das atenções”.

 

Foto: GI/Getty Images

Febre amarela: OMS alerta para possível terceira onda de surto

A Organização Mundial da Saúde, baseada nos casos recentes de infecção pelo vírus da febre amarela, pede para o Brasil reforçar as medidas de prevenção

Por Agência Brasil

Com pelo menos 36 casos de febre amarela confirmados em seres humanos entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, o Brasil poderia estar vivendo uma terceira onda de surto da doença. O alerta foi divulgado esta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O país registra, segundo a entidade, oito mortes confirmadas por esse vírus no mesmo período.

As infecções se concentram em 11 municípios de dois estados. Em São Paulo, foram confirmados casos em Eldorado (16 casos), Jacupiranga (1), Iporanga (7), Cananeia (3), Cajati (2), Pariquera-Açu (1), Sete Barras (1), Vargem (1) e Serra Negra (1). No Paraná, duas pessoas apareceram com a doença – uma Antonina e outra em Adrianópolis. O local de infecção de mais um último episódio confirmado de febre amarela está sob investigação.

De acordo com a OMS, 89% dos afetados foram homens, com média de idade de 43 anos. Ao menos 64% dos infectados são trabalhadores rurais.

“Embora seja muito cedo para determinar se esse ano apresentará os altos números de casos observados ao longo dos dois últimos grandes picos sazonais [o primeiro entre 2016 e 2017 e o segundo entre 2017 e 2018], há indicações de que a transmissão do vírus continua a se espalhar em direção ao sul e em áreas com baixa imunidade populacional”, destacou a entidade, por meio de comunicado.

Em outras palavras, a febre amarela também estaria avançando para regiões com menor adesão à vacina. Atualmente, a recomendação de vacinação vale para o Brasil inteiro.

O passado recente da febre amarela

Dados da OMS apontam que, na primeira onda de febre amarela, entre 2016 e 2017, foram confirmados 778 casos e 262 mortes. Já na segunda, entre 2017 e 2018, foram contabilizadas 1 376 infecções, com 483 óbitos. O período classificado como sazonal para o aparecimento ou aumento de casos da doença no Brasil geralmente ocorre entre dezembro e maio.

 

Foto: GI/Getty Images