18 de março de 2019 - Anadem

Bebidas energéticas podem afetar saúde mental dos militares

Soldados preferem agora bebidas energéticas à companhia dos maços de cigarros. Mas os efeitos na sua saúde continuam a ser negativos

Por Diário de Notícias

Comportamentos agressivos, problemas de saúde mental e cansaço revelados por militares nos primeiros sete meses de regresso a casa, após estarem em missões de combate, estão “significativamente relacionados” com o consumo diário de duas ou mais bebidas energéticas.

Esta conclusão consta de um estudo feito por psicólogos militares dos EUA, publicado recentemente pela revista Military Medicine, que acompanharam 627 soldados – todos homens – durante os primeiros sete meses de regresso a casa, depois de estarem um ano no Afeganistão.

Esse é o dobro do tempo que os soldados portugueses destacados no Afeganistão e nos outros teatros de operações, onde o seu acompanhamento por psicólogos militares começa semanas antes de terminar a missão. Porém, “não há estudos” sobre o efeito das bebidas energéticas nos militares, disse ao DN o tenente-coronel Garcia Lopes, chefe do Núcleo de Apoio e Intervenção Psicológica (NAIP) do Exército.

“A bebida energética está disponível nos teatros de operações” e por isso “é natural” que os militares, em função do treino físico intenso e por fazerem turnos noturnos, consumam essas bebidas “como quem bebe dois cafés”, explicou Garcia Lopes.

“Não sei se [elas] são matérias viciantes”, mas o seu consumo “faz algum sentido no âmbito da atribuição de missões de elevada exigência e risco”, observou ainda o psicólogo clínico militar.

Estudar efeitos noutros grupos profissionais

Esse consumo diário de duas ou mais bebidas energéticas está “significativamente relacionado com problemas de saúde mental, comportamentos agressivos e cansaço” e, segundo a principal responsável da investigação, Amy Adler, importa compreender melhor o efeito dessas bebidas noutras áreas de atividade com elevados níveis de stress.

“Pode haver outros grupos de alto risco, como polícias, bombeiros, socorristas ou outros” em que o consumo da cafeína possa ter também efeitos negativos, admitiu Amy Adler, citada pelo canal ABC11. “São grupos a que queremos prestar atenção porque pode haver uma maneira de minorar os problemas de saúde mental” existentes, acrescentou.

Compreender melhor a fase de transição dos militares entre a fase da estada em áreas de combate e o regresso a casa foi o ponto de partida do estudo feito pelos psicólogos do Instituto de Pesquisa do hospital militar norte-americano Walter Reed (Exército).

Mas após os primeiros dias de observação, “questionámo-nos sobre a absoluta prevalência” do consumo de bebidas energéticas com cafeína em soldados “muito jovens”, referiu aquela psicóloga militar.

Do total de 627 soldados seguidos pelo hospital Walter Reed, 75,7% disseram consumir bebidas energéticas – dos quais 16,1% duas ou mais por dia. Neste universo em particular, a par dos problemas de saúde mental registava-se uma “associação paradoxal com a fadiga”, concluíram os investigadores.

 

Foto: Reprodução

Comer três ovos por semana aumenta risco de doença cardíaca

Alto índice de colesterol seria a causa; de acordo com pesquisadores norte-americanos, esse consumo também está associado à morte prematura

Por Portal R7

Comer ovos aumenta ou não a taxa de colesterol do corpo? Essa questão vem sendo debatida há anos, mas um estudo da Universidade Northwestern, de Chicago, nos Estados Unidos, publicado na revista médica JAMA, chegou a uma conclusão.

Segundo a pesquisa, quem consome três ou quatro ovos por semana, ou 300 mg de colesterol por dia, tem maior risco de desenvolver doenças cardíacas e também de morte prematura em relação às pessoas que comem menos quantidade do alimento.

O estudo acompanhou 29.615 pessoas por 17 anos e meio. Durante esse período, foram registrados 5.300 eventos cardiovasculares, sendo 1.302 AVCs (acidentes vasculares cerebrais) fatais ou não, 1.897 incidentes de insuficiência cardíaca fatais ou não e 113 mortes por outras doenças cardíacas. Os demais 6.132 participantes morreram de outras causas.

A conclusão foi que aqueles que consumiam mais de 300 mg de colesterol por dia apresentaram um risco 3,2% maior de desenvolver doença cardíaca e 4,4% mais chance de morte precoce para todas as causas.

A cada ovo a mais consumido por dia foi associado um risco de 1,1% maior de doença cardiovascular e 1,9% de morte prematura.

Uma das razões da inconsistência de estudos anteriores pode ter sido a falta da relação estabelecida entre o consumo de ovos e comportamentos não saudáveis, como sedentarismo, tabagismo e dieta inapropriada. Outro ponto que deve ser levado e conta que é alimentos que contêm colesterol geralmente também são ricos em gordura saturada e proteína animal, segundo a pesquisa.

O atual estudo ressalta que incluiu uma avaliação abrangente desses fatores.

Embora o foco desse estudo seja a quantidade de ovos consumidos, nutricionistas entrevistados pela rede norte-americana de TV CNN destacaram a importância de não consumir ovos crus e da escolha de acompanhamentos saudáveis. O equilíbrio na alimentação foi apontada como a chave para a saúde.

 

Foto: Pixabay