Estudo mostra que mais da metade de médicos e enfermeiros sofrem violência no trabalho
Conselho lança campanha para orientar médicos e pede apoio para combater as agressões
Por Agência Brasil
Diante de relatos de violência contra profissionais da área de saúde, o Conselho Federal de Medicina (CFM) recorreu aos ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública. O CFM enviou ofícios aos ministros Sergio Moro (Justiça) e Luís Henrique Mandetta (Saúde), pedindo que invistam em ações para ampliar a proteção dos profissionais.
Segundo o conselho, a má alocação de recursos, inclusive por gestores públicos, contribui para o crescimento do número de agressões e abusos.
Entre os pedidos do conselho estão o reforço de policiamento nas unidades de saúde e a consolidação, por parte do Ministério da Justiça, de um relatório que reúna informações sobre os casos. O documento, argumenta o CFM, auxiliaria na elaboração de estratégias mais efetivas de combate aos ataques.
Campanha
CFM lançou no dia 11 de abril uma campanha institucional, que tem como foco orientar os médicos sobre as providências que devem ser tomadas caso sejam vítimas de agressões no ambiente de trabalho.
Estudo feito conjuntamente pelo CFM, pelos conselhos regionais de Enfermagem de São Paulo (Coren) e de Medicina de São Paulo (Cremesp) revelou que 59,7% dos médicos e 54,7% dos profissionais de enfermagem sofreram, mais de uma vez, situações de violência no trabalho.
O levantamento mostrou também que 7 em cada 10 profissionais da saúde já sofreram alguma agressão cometida por paciente ou por um familiar dele. De acordo com a autarquia, maior vulnerabilidade é observada entre os médicos que integram a rede pública de saúde do país.
Recursos
Nem sempre o agressor é um paciente ou um familiar. Em agosto do ano passado, o Cremesp emitiu nota de repúdio após tomar conhecimento de um caso de violência contra uma médica do ABC paulista. A mulher disse ter sido agredida por policiais, depois de ter se negado a fornecer o prontuário de uma paciente que havia atendido numa Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
A falta de leitos, medicamentos, insumos e equipamentos é um dos pontos destacados pelo conselho como problema que provoca indignação nos pacientes. Em muitos casos, eles se voltam contra os médicos.
Animosidade
Para o terceiro vice-presidente da autarquia, Emmanuel Fortes Cavalcanti, essas deficiências se somam a um grau de descrédito da população em relação aos profissionais. Segundo Cavalcanti, o discurso foi fortalecido, ao longo da última década, pela imprensa, ao reiterar que “médico não atende bem e falta ao trabalho”.
Cavalcanti disse que os médicos são responsabilizados até mesmo por reformulações no sistema de saúde que desagradam aos usuários dos serviços. Acrescentou as recomendações médicas quanto aos tratamentos têm sido alvos de desqualificação.
“Nos últimos anos, há uma campanha muito violenta contra o médico. Uma campanha sistemática, e a comunidade vai respondendo, contribuindo para um clima de animosidade”, afirmou.
Congresso
Além de encaminhar as demandas ao Poder Executivo, o CFM também pediu ao Congresso Nacional que contribua para a coibir os crimes. Como providência na alçada da Câmara dos Deputados, o conselho cita o Projeto de Lei nº 6.749/16.
A proposta, de autoria do ex-deputado federal Antônio Goulart (PSD-SP), tem por objetivo endurecer as penalidades para quem cometer atos de violência contra profissionais de saúde.
Foto: ânia Rêgo/Arquivo Agência Brasil
Cortinas de leitos de hospitais são ninhos de bactérias, afirma estudo
Amostram mostram que, frequentemente, os pacientes carregavam as mesmas bactérias detectadas na cortina
Por Agência France-Presse
Paris, França – As cortinas que separam os leitos dos pacientes em muitos hospitais servem para proteger sua privacidade, mas podem ameaçar sua saúde: geralmente carregam bactérias resistentes que podem contaminar os doentes, de acordo com um estudo divulgado nesta sexta-feira (12/4).
Ao todo, 1.500 amostras deste tipo de cortina foram coletadas para este estudo, e bactérias multirresistentes foram detectadas em mais de uma em cada cinco. Frequentemente, os pacientes carregavam as mesmas bactérias detectadas na cortina.
“Esses agentes patogênicos podem sobreviver nessas cortinas e, potencialmente, migrar para outras superfícies e para pacientes. À medida que essas cortinas são usadas em todos os lugares, é um problema global”, disse uma das autoras do estudo, Lona Mody, médica e pesquisadora da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos.
Os resultados deste estudo, a serem publicados em breve em uma revista médica, serão apresentados no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas, que acontece de sábado a terça-feira em Amsterdã.
O estudo se concentrou em seis centros de enfermagem em Michigan. No total, os pesquisadores coletaram 1.500 amostras em cortinas de 625 quartos: primeiro, durante a internação dos pacientes, depois periodicamente, até seis meses depois, no caso de uma estada prolongada.
Amostras foram retiradas da borda das cortinas, onde são mais frequentemente tocadas. Resultado: 22% dessas amostras foram positivas para bactérias multirresistentes. Quase 14% estavam contaminadas com enterococos resistentes à vancomicina; mais de 6%, com bactérias gram-negativas resistentes; e cerca de 5%, com staphylococcus aureus resistente à meticilina, bactérias potencialmente mortais.
Em quase 16% dos casos, os pacientes tinham as mesmas bactérias que a cortina de onde estava internado. E cada vez que os pacientes tinham enterococos resistentes à vancomicina e staphylococcus aureus resistente à meticilina, sua cortina, também.
Segundo o estudo, as bactérias provavelmente passaram do paciente para a cortina, mas o inverso é “certamente possível”, disse Mody à AFP. Ela acredita que mais estudos são necessários para determinar se essas cortinas são realmente uma fonte de contaminação bacteriana para os pacientes.
“Nós percebemos cada vez mais que o ambiente hospitalar desempenha um papel importante na transmissão de patógenos”, acrescentou. “As cortinas são frequentemente tocadas com as mãos sujas e são difíceis de desinfectar”, explica.
“As práticas variam de hospital para hospital, mas muitas vezes essas cortinas são mudadas a cada seis meses, ou quando estão visivelmente sujas”, acrescentou.
Foto: Edílson Rodrigues/CB/D.A Press
Pesquisa usa própolis no tratamento de doença renal crônica
Trinta e duas pessoas com perda de 30% a 60% da função renal foram divididas em dois grupos
Por G1
Própolis pode ser a esperança para seis milhões de pessoas que sofrem de doença real crônica no Brasil. A doença ou insuficiência renal crônica é a perda lenta e gradual das funções renais. Quando não identificada e tradada, pode levar à paralisação dos rins.
Pesquisadores da Universidade de São Paulo tiveram a ideia de estudar o uso de própolis no tratamento da doença, que provoca a inflamação dos rins. Inflamados, os rins não conseguem realizar uma das principais funções: eliminar as toxinas do sangue. Com a ajuda da indústria, se chegou ao tipo e a quantidade ideais de própolis para ser tomada pelos participantes do estudo.
Trinta e duas pessoas com perda de 30% a 60% da função renal foram divididas em dois grupos: um recebeu quatro comprimidos com própolis por dia. Outro grupo recebeu cápsulas de placebo, sem efeito ativo. Depois de 12 meses, o resultado foi bastante animador.
“Quem recebeu própolis acabou reduzindo a perda de proteína. Significa uma redução da inflamação renal e uma redução dessa perda de proteína, que é um indicador da progressão da doença renal crônica”, explica o nefrologista e pesquisador Marcelo Silveira.
O cineasta Agenor Alves, de 74 anos, participou do estudo. Em doze meses, a doença foi estabilizada e ele não teve perda da função renal. “Durmo e levanto na hora certa. Eu segui tudo o que o médico falou. Espero que eu consiga chegar até os 100 anos”.
Os pesquisadores ainda estão estudando própolis.
Os benefícios da própolis e do mel para a saúde
Ela é um excelente produto para regulação do sistema imunológico, um poderoso antioxidante, anti-inflamatório, antimicrobiano, cicatrizante, antiviral. O uso contínuo de própolis previne o envelhecimento das células, tecidos, melhora a resposta imunológica, exerce atividade frente a microrganismos patogênicos e não compromete a flora bacteriana positiva.
E o mel? Ele também é um excelente produto para a saúde. Fonte de energia, disposição, vitaminas, minerais e óleos essenciais que vem das flores que foram visitadas pelas plantas. Ele também auxilia em diversos processos metabólicos. Um excelente emoliente, laxante, umectante, acalma tosse, auxilia na melhora da qualidade do sono.
A pediatra e consultora do Bem Estar Ana Escobar falou sobre os benefícios da própolis e do mel. Veja o vídeo
Mel alivia a tosse? Ele tem uma substância que puxa água, deixando a mucosa da garganta hidratada. Isso alivia a irritação, diminui a tosse seca e reduz a inflamação. O mel deve ser dado para crianças acima de um ano, alerta a pediatra. Ele é indicado tanto para a tosse seca quanto para a tosse com secreção.
Mel com leite quente: resolve? Ele ajuda muito na tosse, mas o mel ainda é mais potente que o leite.
Foto: Shutterstock