Diagnóstico de câncer aumentaria risco de suicídio

Estudo mostra que detecção da doença aumenta possibilidade de o paciente tirar a própria vida. Como evitar?

Por Saúde é Vital

Apesar dos avanços na oncologia, os tumores ainda mexem bastante com a cabeça do paciente. “Medo, consequências da doenças e do tratamento, mudanças na rotina… Inúmeros fatores interferem no bem-estar“, diz a psicóloga Julia Schmidt Maso, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Não à toa, uma pesquisa de sete instituições inglesas revela que, nos seis meses após o diagnóstico, o indivíduo tem um risco 174% maior de se matar.

Os cientistas chegaram a essa conclusão após avaliar mais de 4 milhões de britânicos que sofreram com câncer — a partir dos dados, eles também verificaram quais tipos da enfermidade estão mais associados ao suicídio. “Precisamos acolher o paciente desde o primeiro contato, e não só quando um transtorno mental aparece”, afirma Julia.

Não adianta negar as emoções que surgirem, mas também é importante buscar suporte de entes queridos e profissionais, assim como ser claro sobre suas vontades e anseios.

Ilustração: Laura Luduvig/SAÚDE é Vital

O equilíbrio mental e o tratamento

De um jeito ou de outro, o estado de espírito influi na luta contra o câncer

O sistema imunológico, que contra-ataca as células do tumor, pode ser sabotado por quadros como a depressão. Mas daí a dizer que o controle de transtornos psiquiátricos aumenta diretamente a chance de cura é um exagero — a ciência não mostra isso.

Por outro lado, tristeza profunda, falta de esperança e outras emoções negativas podem diminuir a adesão a remédios, exames, consultas… E isso, sim, compromete o sucesso do tratamento.

 

Ilustração: Daniel Araujo/SAÚDE é Vital

Remédio traz benefícios para os rins e coração de diabéticos, aponta estudo

Canagliflozina é um medicamento comum usado no tratamento de diabetes tipo 2. Insuficiência renal e problemas cardiovasculares são comuns em pessoas com a doença

Por Bem Estar

Um estudo feito na Universidade de Oxford, na Inglaterra, e publicado na revista científica “New England Journal of Medicine” mostrou que o uso de um remédio para diabetes pode trazer benefícios para o coração e os rins de pessoas com a doença.

A canagliflozina é um medicamento usado no tratamento da diabetes tipo 2 para diminuir o açúcar no sangue, mas se mostrou eficiente na proteção dos rins e na diminuição dos riscos de problemas cardiovasculares.

Principais descobertas do estudo:

O estudo foi financiado pela farmacêutica Janssen, que fabrica a canagliflozina, e liderada por um Comitê de Direção independente e acadêmico. Mais de 4 mil pacientes com diabetes e insuficiência renal de 34 países foram avaliados durante o estudo.

O estudo não incluiu, porém, pacientes com doença renal muito avançada nem pacientes cujas doenças renais tiveram causas diferentes da diabetes tipo 2. Outros estudos são necessários para avaliar se os benefícios encontrados na pesquisa poderiam ser os mesmos para outros tipos de doença renal.

Segundo o cientista Vlado Perkovic, principal autor do estudo, a descoberta é importante porque as pessoas com diabetes tipo 2 têm altos riscos de sofrerem com falência dos rins e problemas cardíacos.

“Diabetes é a principal causa de insuficiência renal em todo o mundo, mas por quase duas décadas não houve novos tratamentos para proteger a função renal. Este resultado é um grande avanço médico, pois as pessoas com diabetes e doença renal correm um risco extremamente alto de insuficiência renal, ataque cardíaco, derrame e morte”, disse.

 

Foto: Tesa Robbins/Pixabay