Juíza do Gama (DF) declara improcedente acusação de danos morais contra médico associado
A paciente, após passar por cirurgia de abdominoplastia e lipoaspiração e não ficar satisfeita com o resultado, entrou com ação judicial contra o médico; a acusação foi julgada improcedente após defesa de escritório de advocacia credenciado a Anadem
Um médico associado a Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética) foi acusado de suposto erro médico após realizar uma cirurgia de abdominoplastia e lipoaspiração em 2014, no valor de R$ 11 mil, na paciente P.S.B. Ela ficou insatisfeita com o resultado do procedimento e exigiu judicialmente do profissional a restituição do valor da cirurgia e pagamento de R$ 40 mil pelos danos morais suportados.
P.S.B procurou o médico após ser informada que ele era especialista em cirurgia plástica e membro da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), para um procedimento de dermolipectomia e lipoaspiração, pois perdeu peso consideravelmente e teve flacidez na região abdominal.
Após a cirurgia a paciente afirmou que os cortes e os pontos estavam fora dos padrões e que por isso procurou o médico por meses, pois não estava satisfeita com o resultado da cirurgia, que gerou queloide na região umbilical, causado dor e prurido, além de assimetria e reposicionamento do umbigo. O suposto descaso do profissional teria causado enorme abalo, “necessitando de um tratamento psicológico para aceitar a situação com o seu corpo, tendo a autoestima mais prejudicada”.
A defesa do médico, feita pelo Dr. Wendell Sant’ana, do escritório de advocacia credenciado a Anadem, Raul Canal Advogados, apresentou contestação a acusação, com documentos informando que a autora retornou ao consultório um ano depois da primeira consulta, e teve os exames pré-operatórios normais, exceto uma provável infecção urinária. Ele afirmou, ainda, que o médico efetuou todos os esclarecimentos necessários à cirurgia e que a paciente assinou o termo de consentimento. Foi acrescentado, também, que a cirurgia foi realizada sem quaisquer intercorrências e apresentou boa evolução após o procedimento.
Depois de 17 dias de pós-operatório foi receitado pelo médico uma pomada kelo-cote para evitar cicatrizes patológicas, mas ela havia comprado outro medicamento para a situação. No ano de 2015, quando a paciente se queixou das cicatrizes, o médico ainda propôs uma revisão de abdominoplastia, informando a ela a impossibilidade de garantir resultados cicatriciais, mas que seria feita uma tentativa de melhora. A paciente optou por procurar outro profissional.
PERÍCIA
Na perícia foi comprovada que as cirurgias tiveram um resultado positivo, com melhora clara entre o pré e o pós-operatório. As cicatrizes hipertróficas e queloideanas são previsíveis e dependem principalmente das características fisiológicas da paciente, tendo em vista que após esse procedimento ela passou por uma mamoplastia, com outro cirurgião, e obteve o mesmo resultado cicatricial patológico, sendo uma tendência hipertrófica da cicatrização da paciente.
A perícia confirmou que o médico foi zeloso, já que é habilitado para as cirurgias em questão, e que executou a cirurgia com técnicas consagradas. A juíza afirma que um tratamento pode melhorar ou diminuir os efeitos patológicos e estéticos da cicatrização, mas não existem indícios de negligência, imperícia ou imprudência por parte do cirurgião no processo analisado.
Foi reafirmado pela juíza que a responsabilidade do médico pela prestação de serviço defeituoso é subjetiva, apurada mediante verificação de culpa. Nessa linha, diante do comprometimento do profissional com o efeito embelezador, cabe a ele comprovar que fatores externos e alheios à sua atividade foram os causadores do resultado diverso do esperado.
A juíza da 1ª Vara Cível do Gama (DF) julgou o caso improcedente, diante da ausência de nexo causal entre a conduta do médico e o resultado insatisfatório da paciente. P.S.B. foi condenada ao pagamento das despesas processuais e dos honorários advocatícios em 10% sobre o valor da causa.
Jogos criados por alunos da UFF ajudam idosos a exercitar a mente
Os estudantes desenvolveram dois jogos cognitivos, no Instituto de Computação da UFF, na área de multimídia
Por Agência Brasil
Um projeto desenvolvido por alunos bolsistas de iniciação científica da Universidade Federal Fluminense (UFF) está ajudando a equipe médica da instituição a exercitar a mente e identificar doenças mentais em idosos.
A ideia faz parte de um projeto mais amplo que envolve sistemas para auxiliar médicos a detectar doenças que, normalmente, ocorrem mais em idosos, como a demência e o Mal de Alzheimer, o chamado comprometimento cognitivo leve. Coordenado pela professora Débora Christina Muchaluat, o projeto criou os jogos MemoGing e Jogo do Stroop, que foram testados no ano passado em pacientes da médica geriatra Yolanda Boechat, no Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP/UFF), e em idosos que semanalmente vão ao Campo do Gragoatá da UFF realizar atividades e que, a princípio, não têm queixas de falta de memória.
Iniciada há cerca de um ano e meio, a pesquisa segue em desenvolvimento, integrando diversas mídias e envolvendo teoria digital, inclusive com a parte de efeitos sensoriais, disse Débora Christina à Agência Brasil. “A partir daí, surgiu a ideia de aliar essa nossa expertise em multimídia multissensorial, aplicando a novos exercícios cognitivos que pudessem auxiliar o tratamento dessas doenças relacionadas a problemas de memória”, disse a professora da UFF.
O MemoGing é um jogo de memória no qual o paciente compara figuras geométricas com outras que aparecem na tela do computador. Já o Jogo do Stroop contribui para as pessoas exercitarem o cérebro, na medida em que apresenta palavras em cores variadas para que o idoso diga qual é a cor que está vendo e não o significado da palavra.
Grau de dificuldade
Segundo Débora Christina, os testes mostraram que quanto mais idosa é a pessoa, mais queixas apresenta em relação à memória. Há mais dificuldade para acertar as perguntas do jogo. “Os resultados dos testes bateram, mais ou menos, com o que a gente encontra na literatura [médica]. Ou seja, os que têm mais idade demoram mais tempo para responder e têm mais dificuldade em acertar problemas relacionados à memória recente”.
A equipe da professora Débora quer usar esses jogos como uma espécie de auxílio ao tratamento, “com exercícios frequentes que as pessoas podem jogar para exercitar a memória e evitar uma perda maior de memória ao longo do tempo”.
O objetivo, a partir de agora, é integrar a esses jogos cognitivos efeitos sensoriais, que podem ser de luz, de calor, de frio, de vento, de água, e podem estimular outras percepções nos idosos. Essa estimulação, que os pesquisadores chamam de multimodal, pode estimular não só o sentido de audição e visão, mas também de olfato, de tato. “São outros sentidos que vão ser trabalhados de maneira conjunta”.
De acordo com a literatura médica, essa estimulação cognitiva multimodal pode trazer uma série de benefícios, ajudando, por exemplo, a reconstruir as redes neuronais e, futuramente, a recuperar até parte do que foi perdido no cérebro, restaurando essas conexões. “A ideia dessa parte multissensorial é a gente tentar ajudar que isso aconteça na prática, usando esses exercícios cognitivos multissensoriais”.
Efeito de aroma
Débora Christina pretende trabalhar agora no desenvolvimento de mais aplicações que tenham outros tipos de efeitos sensoriais, como o efeito de aroma, por exemplo. “A gente pode usar o efeito de aroma para ajudar a fixar essas imagens que foram apresentadas e que vão ser perguntadas logo em seguida se foram mostradas ou não”. A equipe já tem o equipamento exalador de aromas, o que permite prever que até o final do ano o novo jogo cognitivo poderá ser desenvolvido para aplicação em testes. “Esse é o próximo [jogo], que está no forno”.
A equipe do Instituto de Computação da UFF pretende também experimentar com o público idoso aplicações de realidade virtual. Com o uso de óculos específicos, os idosos poderão entrar no mundo virtual e também ter efeitos sensoriais, porque há mais variações de conteúdo que é apresentado ao usuário. “A gente pode mesclar as aplicações de realidade virtual com a ideia de uma sala de terapia multissensorial, a que a gente pretende chegar no futuro”.
Débora explicou que, com a realidade virtual, um psicólogo pode fazer exercícios cognitivos com o idoso e adotar diferentes artifícios para despertar sua memória. Por exemplo, o idoso pode pisar descalço em um chão de areia e, ao usar o óculos de realidade virtual, com aplicação de conteúdo de uma praia, se sentir mais imerso nesse conteúdo, porque lhe dá a sensação de que ele está mesmo em uma praia, sentindo o cheiro do mar. “Pode ser uma coisa bem interessante para estimular a parte cognitiva dos idosos, que é a nossa ideia original”, concluiu Débora Christina
Foto: Reprodução TV Brasil
Campanha de vacinação contra gripe entra na última semana
A imunização é para grupos prioritários e integrante de forças de segurança e de salvamento
Por Agência Brasil
Essa é a última semana de vacinação contra a gripe nos postos de saúde de todo o Brasil. A campanha encerra na sexta-feira (31).
A campanha começou no dia 10 de abril e o último balanço do Ministério da Saúde mostra que até o dia 21 de maio 63% do público-alvo havia se vacinado.
Devem receber a dose crianças com idade entre 6 meses e menores de 6 anos; grávidas em qualquer período gestacional; puérperas (até 45 dias após o parto); trabalhadores da saúde; povos indígenas; idosos; professores de escolas públicas e privadas; pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.
Profissionais das forças de segurança e salvamento também passaram a fazer parte do público-alvo da campanha neste ano. Por meio de nota, o ministério informou que o grupo inclui policiais civis, militares, bombeiros e membros ativos das Forças Armadas, totalizando cerca de 900 mil pessoas.
A vacina
O Ministério da Saúde informou, em nota, que, em relação ao ano passado, houve alteração de duas cepas na vacina. Em função da mudança na composição, a pasta considera “imprescindível” que os grupos selecionados recebam a nova dose este ano ainda que já tenham sido imunizados anteriormente.
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil