Em Goiás, paciente processa médica associada e perde ação após defesa feita por escritório de advocacia credenciado
Mulher também registrou denúncia no CRM, alegando erro médico, pois teve complicações no pós-operatório de uma abdominoplastia e lipoaspiração
Sob alegação de ter sofrido queimaduras de 3º grau durante um procedimento de abdominoplastia e lipoaspiração, a paciente A.P.S., do estado de Goiás, entrou com ação de danos materiais, morais e estéticos por suposto erro médico contra uma cirurgiã-plástica associada a Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética).
A paciente também registrou denúncia no CRM (Conselho Regional de Medicina), alegando erro médico por imperícia, imprudência ou negligência. Ela procurou outros profissionais para atestarem a situação, mas nenhum aceitou.
Na defesa da profissional, feita pelo Dr. Wendell Sant’ana, advogado do escritório credenciado a Anadem, Raul Canal Advogados, apresentou contestação do caso, afirmando que a médica não constatou nenhuma anomalia após o procedimento, sendo a paciente liberada para ir para casa com malha compressiva, sem talas de compressão e medicação algésica e antibiótico.
No retorno, a profissional notou que haviam equimoses, consistentes em infiltrações de sangue, e epidermólise, uma doença hereditária que causa bolhas na pele e mucosas. A médica liberou a paciente para a realização de drenagens linfáticas para diminuir o edema, sendo que ela deveria retornar de três em três dias para avaliação no consultório.
Foi orientado para paciente, ainda, que ela procurasse uma dermatologista para tratar de manchas que apareceram em sua pele, mas ela não seguiu a recomendação. A.P.S. também decidiu não dar continuidade ao tratamento para reparar a cirurgia, não seguindo as orientações médicas.
DENÚNCIA IMPROCEDENTE
A denúncia feita pela paciente no CRM foi julgada como improcedente, pois a complicação que ocorreu na cirurgia em questão pode acontecer com qualquer profissional, já que não depende apenas do médico, mas também do fator biológico e do organismo do paciente.
Na perícia foi constatado um resultado similar, no qual não se pode afirmar que as lesões são decorrentes da conduta da médica, pois ela agiu de acordo com as técnicas conhecidas e narradas na medicina. Foi reafirmado que a profissional de saúde ofereceu o tratamento necessário para o reparo da cirurgia, mas a própria paciente decidiu interromper.
Desta forma, não constam quaisquer provas de que a médica é culpada pelas lesões pós-cirúrgicas, de modo que não houve ato ilícito e inexiste o dever de reparação. A juíza do caso negou os pedidos e condenou a paciente a pagar todas as despesas processuais e honorários advocatícios, fixadas em 10% sobre o valor da causa.
Comer frutas poderia evitar 1 em cada 7 mortes por doença cardiovascular, dizem cientistas
No total, 1,8 milhão de mortes poderiam ter sido evitadas, em todo o mundo em 2010, com mais consumo de frutas
Por BBC
Duas maçãs e três porções de cenoura todos os dias. De acordo com pesquisa divulgada no sábado em evento nos Estados Unidos, esta é uma excelente receita para diminuir suas chances de morrer de ataque cardíaco ou AVC.
O estudo, apresentado em congresso organizado pela Sociedade Americana de Nutrição e realizado em Baltimore, cruzou dados mundiais de consumo de frutas e legumes com as notificações de mortes em decorrência de doenças cardiovasculares ao longo de 2010.
A principal conclusão foi de que uma em cada sete mortes do tipo pode ser atribuída ao fato de a pessoa não ter ingerido fruta suficiente. E uma em cada 12 mortes também por problemas cardiovasculares seriam resultado de falta de legumes e verduras suficientes.
No total, apenas no ano de 2010, foram 1,8 milhão de mortes que poderiam ser evitadas, em todo o mundo, com melhor alimentação de frutas. E 1 milhão de mortes foram atribuídas a um consumo baixo de legumes.
No geral, o consumo baixo de frutas resulta em quase 1,3 milhão de mortes por AVC e mais de 520 mil mortes por doenças cardíaca coronária por ano em todo o mundo. Ao mesmo tempo, o consumo baixo de legumes e verduras é responsável por 200 mil mortes por AVC e mais de 800 mil por doenças cardíaca. É para se lembrar disso antes de recusar a salada ou afirmar que fruta não é sobremesa.
“Nossa pesquisa indica a necessidade de expandir os esforços para aumentar a disponibilidade e o consumo de alimentos protetores, como frutas e vegetais”, afirmou à BBC News Brasil a especialista em nutrição Victoria Miller, pesquisadora da Universidade Tufts, nos Estados Unidos.
“Frutas, legumes e verduras são componentes modificáveis da dieta humana que podem afetar as mortes evitáveis globalmente.”
Conforme pontua a pesquisadora, isso ocorre porque os vegetais são boas fontes de fibras, potássio, magnésio, antioxidantes e fenólicos – com bons resultados para reduzir a pressão arterial e o colesterol. Além disso, esses produtos também melhoram a diversidade das bactérias que vivem no trato digestivo.
Por fim, quem se alimenta bem de frutas e alimentos do tipo tem menor probabilidade de estar acima do peso ou serem obesas, reduzindo assim as chances de doenças cardiovasculares.
O cardiologista Dariush Mozaffarian, também da Universidade Tufts, lembra que em geral os esforços globais “tradicionalmente se concentram em fornecer calorias suficientes, suplementação vitamínica e redução de aditivos como sal e açúcar”.
“Os resultados da atual pesquisa nos indicam que há uma necessidade de aumentar o foco, com um esforço para uma maior disponibilidade e consumo de alimentos ditos protetores, como verduras e legumes”, afirma ele.
“Seria um caminho positivo com muito potencial para melhorar a saúde global.”
Dados
A pesquisa realizada por Miller é parte do projeto Global Dietary Database, financiado pela Fundação Bill & Melinda Gates. Os resultados foram apresentados hoje no evento Nutrition 2019, congresso anual da Sociedade Americana de Nutrição.
Para chegar às conclusões, os pesquisadores realizaram estimativas das ingestões médias diárias de frutas e outros vegetais a partir de pesquisas realizadas em 113 países – compreendendo, portanto, uma amostra correspondente a 82% da população mundial.
Em seguida, essas informações foram combinadas com os dados de causa mortis em cada um dos países participantes, além de dados sobre outros riscos de problemas cardiovasculares.
A pedido da BBC News Brasil, Miller extraiu os dados que retratam a situação do Brasil neste panorama mundial. No país, a ingestão baixa de frutas foi responsável por 17,4 % das mortes por doenças cardiovasculares. Já o consumo inadequado de legumes representou 7,5 %.
No total, isso significa 13 mil mortes por alimentação precária em frutas e quase 6 mil por conta de poucos legumes.
O impacto do consumo inadequado de frutas e hortaliças foi maior nos países com menor consumo de frutas e outros vegetais. É o que acontece em países do sul, centro e leste asiático, da Oceania e da África subsaariana – são locais com baixa ingestão de vegetais e altas taxas de mortes por acidente vascular cerebral e doenças coronarianas, por exemplo.
Na China, por exemplo, o baixo consumo de frutas é responsável por 20% das mortes – 541 mil casos em 2010. Na Somália, a mesma situação responde por 22% das mortes. Na África do Sul, por 21%.
Cenário bem diferente do encontrado no Canadá, onde o consumo de frutas é alto. Lá, a ingestão inadequada desse tipo de alimento responde por apenas 6% das mortes decorrentes de problemas cardiovasculares.
O consumo de frutas e hortaliças é mais baixo, e consequentemente maior agente causador de mortes, em adultos jovens. Quando a pesquisa tentou entender as diferenças por gênero, deparou-se com os homens em uma posição de risco maior, provavelmente indicando que mulheres tendem a se alimentar de mais frutas e legumes.
Foto: Getty Images
Um exame de colesterol turbinado
Através do sangue, o método vasculha os diferentes subtipos do colesterol HDL e do LDL, apontando com mais certeza o risco cardiovascular
Por Saúde é Vital
A rede de laboratórios Dasa traz ao Brasil o Cardio ID. Trata-se de um novo exame que avalia as partículas de colesterol no sangue e determina a propensão a doenças no coração.
“Uma nova metodologia permite avaliar e contabilizar as subfrações do colesterol LDL, o ruim, e do HDL, o bom”, conta o patologista Gustavo Campana, diretor médico de análises clínicas da empresa.
Sabe-se que algumas dessas variações representam um maior risco de formação de placas nas artérias — e um posterior infarto ou AVC. O exame, porém, não está indicado para todo mundo.
“Ele será mais útil no caso de pacientes com antecedente familiar de problemas cardíacos ou aqueles que já realizam um acompanhamento e precisam ter mais informações sobre seu atual estágio”, esclarece o especialista. A partir dos resultados, é possível individualizar as recomendações de prevenção e tratamento.
Como é feito o Cardio ID
- A retirada: a coleta de sangue é normal. Ou seja, o profissional de saúde recorre a uma seringa para retirar o líquido vermelho do paciente.
- A avaliação: a diferença está numa tecnologia chamada mobilidade iônica. Por meio dela, é possível distinguir tipos de partículas de HDL e LDL e determinar, assim, o risco de danos aos vasos sanguíneos.
- Para quem é: o teste é indicado a pacientes que já possuem doença cardiovascular ou outros fatores de risco — e para saber no-sleep-disorders.com o colesterol.
As frações do colesterol
- HDL: faz uma verdadeira faxina nas artérias ao recolher depósitos de moléculas de colesterol, que são levados ao fígado e processados.
- LDL: transporta o colesterol de um lado para o outro. Em excesso, contribui para a formação de placas de gordura nos vasos.
- VLDL: responsável por carregar os triglicérides para as células. Quando está desbalanceado, faz um mal danado à saúde.
Foto: Dulla/SAÚDE é Vital