26 de julho de 2019 - Anadem

Fungo resistente a remédios se espalhou por conta de mudanças climáticas

O fungo “Candida auris” é especialmente perigoso para pacientes com sistemas imunológicos comprometidos

Por Galileu

O fungo Candida auris tornou-se uma séria ameaça à saúde global desde que foi identificado há uma década, especialmente para pacientes com sistemas imunológicos comprometidos. A espécie ainda é considerada misteriosa, já que pesquisadores nunca foram capazes de isolar o fungo do ambiente natural ou descobrir como versões geneticamente distintas surgiram ao mesmo tempo na Índia, na África do Sul e na América do Sul — ofungo ainda foi relatado em mais de 30 países.

Mas agora pesquisadores nos Estados Unidos e na Holanda têm uma nova teoria: o aquecimento global pode ter desempenhado um papel fundamental no desenvolvimento do fungo. No estudo publicado na mBio, uma revista da Sociedade Americana de Microbiologia, eles sugerem sugerir que este pode ser o primeiro exemplo de uma nova doença fúngica que surge por conta da mudança climática.

Este fungo é resistente a diferentes medicamentos e pode disseminar-se entre pacientes em hospitais e outras unidades de saúde. Estudos iniciais estimam que a infecção provocada pelo contato com o C. auris seja fatal em 30 a 60% dos pacientes.

Apesar do perigo deste fungo, as infecções em humanos são raras. Isso porque mamíferos têm sistemas imunológicos mais avançados do que outros organismos e a maioria dos fungos não consegue se desenvolver no organismo humano. Mas como o clima ficou mais quente, os pesquisadores dizem que o C. auris foi capaz de se adaptar, o que ajudou em sua replicação na temperatura normal do corpo humano, de 37º C.

“O mais misterioso é que Candida auris apareceu simultaneamente em três continentes diferentes, e é muito difícil explicar isso”, diz Arturo Casadevall, um dos autores do estudo. “Você tem que tentar pensar, qual poderia ser a causa unificadora aqui? Estas são sociedades diferentes, populações diferentes.”

Os pesquisadores alertaram que apenas as mudanças relacionadas ao aquecimento global no ambiente não explicam a origem do fungo. O uso generalizado de drogas antifúngicas e o uso pesado de fungicidas nas plantações também são outras teorias para o surgimento dessa nova ameaça à saúde global.

 

Foto: PIXABAY

Mais da metade da população brasileira está acima do peso, diz Ministério da Saúde

Dados divulgados nesta quinta-feira (25) mostram que 55,7% da população está com Índice de Massa Corporal acima do valor considerado ‘normal’ pela OMS. Já o número de obesos está estável desde 2015, com pequena variação

Por G1

Mais da metade da população está acima do peso e a obesidade atinge um a cada cinco brasileiros, segundo dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2018, divulgada na manhã desta quarta-feira (25).

De acordo com o levantamento, 55,7% dos entrevistados têm excesso de peso – aumento de 30,8% desde 2006, quando o Ministério da Saúde começou a realizar a pesquisa. Naquele ano, 42,6% dos brasileiros estavam acima do peso.

Já em relação à obesidade, entre 2006 e 2018 a porcentagem de pessoas aumentou de 11,8% para 19,8%, maior índice registrado em todo o período. Apesar do recorde, o valor é considerado estável desde 2015, quando a porcentagem foi de 18,9%.

A Vigitel é realizada anualmente pelo Ministério da Saúde por meio de entrevistas telefônicas. A edição de 2018 foi elaborada com base em 52.395 entrevistas entre fevereiro e dezembro do ano passado, feitas com pessoas com mais de 18 anos nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal. O critério utilizado para a avaliação do sobrepeso e obesidade é o Índice de Massa Corporal (IMC) – a partir dele, é possível identificar complicações metabólicas e riscos para a saúde.

Crescimento maior em adultos

Segundo a pesquisa, o crescimento da obesidade foi maior entre adultos nas faixas de 25 a 34 anos e de 35 a 44 anos.

Entre os homens, o sobrepeso é mais comum, mas a obesidade é “ligeiramente maior” nas mulheres: em 2018, 20,7% delas tinham obesidade, contra 18,7% dos homens.

“O Ministério da Saúde vem trabalhando com publicações para incentivar o uso de hortaliças e verduras, frutas locais. Incentivando também a economia local, como também o consumo de material mais fresco.”, disse Wanderson Kléber de Oliveira, Secretário de Vigilância em Saúde Ministério da Saúde.

“Nós tivemos excesso de peso principalmente entre 55 e 64 anos e numa população com menos escolaridade, tem a monotonia alimentar, então o acesso a alimentos mais frescos e saudáveis pode ampliar bastante esses indicadores. Esperamos que isso se reflita na pesquisa deste ano.”

Hábitos alimentares e exercícios

Apesar do aumento nos índices de sobrepeso e obesidade, o brasileiro tem se alimentado melhor e feito mais exercícios físicos, indica a Vigitel.

O levantamento identificou também que entre 2009 e 2018 houve um aumento de pessoas que praticam pelo menos 150 minutos por semana de alguma atividade física no tempo livre. Há dez anos, esse hábito era mantido por 30,3% da população. Em 2018, o índice subiu para 38,1%.

O grupo demográfico que mais viu aumentar o índice de praticantes de atividades físicas foi o da faixa etária entre 35 e 44 anos e, em 2018, o índice de inatividade (sedentarismo) entre as mulheres foi de 14,2%, contra 13% dos homens.

Por outro lado, as mulheres são as que mantêm alimentação mais saudável. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a população consuma cinco porções diárias de frutas e hortaliças pelo menos cinco vezes por semana. A pesquisa telefônica identificou que, entre 2008 e 2018, cresceu de 20% para 23,1% a quantidade de brasileiros que segue essa orientação.

Considerando apenas as mulheres, esse número foi de 27,2%. Já 18,4% dos homens seguem a recomendação da OMS.

“Outra importante mudança”, diz a Vigitel é a queda expressiva de consumo regular de refrigerante e suco artificial entre adultos, que caiu para cerca da metade entre 2007 e 2018. No ano passado, 17,7% dos homens ingeriam as bebidas regularmente, contra 11,6% das mulheres.

 

Foto: AP Photo/M. Spencer Green, File

Prefeitura de São Paulo amplia vacinação contra sarampo para bebês de 6 a 12 meses

Todos com idade de 15 a 29 anos também devem ser vacinados; veja a listas de postos para vacinação

Por G1

A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (25) que decidiu ampliar o público-alvo da atual campanha de vacinação contra sarampo também para bebês com idade entre seis meses e um ano. A capital está em campanha especial para pessoas com idade de 15 a 29 anos desde o dia 10 de junho, após a explosão de casos confirmados da doença.

Desde o dia 7 de junho, os registros de sarampo dispararam 850% no estado de São Paulo, passando de 51 para 484 até o último balanço divulgado na sexta-feira (19) pela Secretaria Estadual de Saúde. A grande maioria dos casos foi confirmada na capital – 363 -, e o número preocupa por já ser o maior registrado em mais de 20 anos.

Nesta segunda-feira (22), a prefeitura já havia anunciado uma mudança na orientação para o público-alvo. Antes, quem já tinha tomado as duas doses da vacina não precisava se vacinar de novo. Agora, todos que estão na faixa etária de 15 a 29 anos devem ser vacinados.

Também foi realizada uma parceria com o governo do estado para que a vacina também seja aplicada nas escolas públicas na volta às aulas. Empresas privadas, faculdades e condomínios que solicitarem o serviço também receberão profissionais da saúde.

Onde se vacinar?

A vacina é aplicada durante todo o ano nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A vacinação tem ocorrido a partir das 7h ou 8h e se estende até as 18h ou 19h, dependendo da unidade. Veja a lista completa dos locais.

Por conta da campanha, postos volantes também estão sendo montados em áreas de grande circulação como shoppings e terminais de transporte público. Veja a lista de postos nas estações de Metrô, CPTM, EMTU e estradas.

Quem deve se vacinar na campanha?

Durante a campanha, não é necessária apresentação do cartão SUS e documentos.

Quem está fora público-alvo, mas deve se vacinar?

 

Foto: Reginaldo Prado