Unimed Porto Velho apoia VIII Encontro de Direito Médico de Rondônia
Com palestra feita pelo presidente da Anadem, Dr. Raul Canal, o evento também conta com o apoio da instituição
Porto Velho – “Encontros como este não ocorrem com frequência. Por isso, a iniciativa do advogado Cândido Ocampo, além de pioneira, é de fundamental importância, pois oportuniza à sociedade discutir com grandes autoridades no assunto, inclusive judiciária, questões relevantes envolvendo a relação médico-paciente-hospital e, ainda, sobre o importante papel das operadoras de planos de saúde”. As palavras são do presidente da Unimed Porto Velho, Robson Jorge.
Médico experiente, com mais de 35 anos de carreira, doutor Robson ressalta que o VIII Encontro de Direito Médico de Rondônia aproxima médicos, advogados, acadêmicos e o Judiciário. “É uma oportunidade de expor nossa atividade como operadores de saúde. Ressalto que o Judiciário conta atualmente com um núcleo formado para auxiliar no entendimento das questões médicas. Isso mostra que o órgão está empenhado em entender melhor as particularidades que envolvem os atendimentos. Em meu ponto de vista, é uma evolução. Credito essa mudança a eventos como o VIII Encontro de Direito Médico de Rondônia”, afirma.
Robson lembra que a área de abrangência da Unimed Porto Velho atende, além da Capital, Candeias e Guajará-Mirim. “Contamos com 350 cooperados. A Unimed Porto Velho, como parceira do evento, recomenda que seus profissionais – principalmente os focados nas auditorias -, participem do mesmo. Mas todos foram comunicados e convidados”, disse.
Sobre a medicina em Rondônia, o médico destaca que houve muitos avanços, principalmente tecnológicos; e acredita que esta evolução vai continuar para o bem de toda a sociedade do estado. Ele argumenta que houve tantos avanços que, em algumas áreas, a medicina de Rondônia é referência.
A Unimed Porto Velho é uma das entidades patrocinadoras do VIII Encontro de Direito Médico de Rondônia, que acontece no próximo dia 16, no auditório do Tribunal de Justiça, na capital. Na programação serão debatidos temas relevantes e atuais como negligência informacional, acesso ao Judiciário, segurança procedimental, má formação profissional e a perda da intangibilidade do médico.
Realizado pelo Escritório Cândido Ocampo Advogados associados, o evento vai contar com ilustrados palestrantes, como a ministra do Superior Tribunal de Justiça, Nancy Andrigh; o presidente da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética, Dr. Raul Canal. E ainda a participação da prata da casa, o desembargador do Tribunal de Justiça de Rondônia, Raduan Miguel Filho e o presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremero), Spencer Vaiciunas, como palestrantes locais convidados.
O VIII Encontro de Direito Médico de Rondônia conta ainda com o patrocínio do Hospital Central de Porto Velho; Instituto São Pelegrino; Hospcor. O apoio é do Tribunal de Justiça de Rondônia; da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem); do Conselho Regional de Medicina de Rondônia (Cremero); e da Ordem dos Advogados do Brasil-Seccional Rondônia.
Mais informações e inscrição: www.direitomedicorondonia.com
Sarampo: ministério recomenda vacinação de crianças que vão viajar
Alerta vale para 39 cidades de São Paulo, Pará ou Rio de Janeiro
Por Agência Brasil
O Ministério da Saúde soltou nesta terça-feira (6) um comunicado alertando pais, mães e responsáveis que vão viajar com seus filhos de seis meses a menores de um ano de idade para 39 cidades dos estados de São Paulo, Pará ou Rio de Janeiro, onde há surto ativo do sarampo, para que vacinem seus filhos. A recomendação é que todas essas crianças sejam imunizadas contra a doença no período mínimo de 15 dias antes da data prevista para a viagem. Além de proteger, a medida de segurança pretende interromper a cadeia de transmissão do vírus do sarampo no país.
Segundo o Ministério, a vacina não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ªdose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela. A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente do planejamento de viagens para os locais com surto ativo do sarampo ou não.
No estado de São Paulo, as cidades com registro de sarampo, segundo o Ministério da Saúde, são: São Paulo, Santos, Fernandópolis, Santo André, Guarulhos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Mauá, Ribeirão Pires, Mairiporã, Pindamonhangaba, Sorocaba, Diadema, Indaiatuba, Osasco, Barueri, Caçapava, Caieiras, Embu, Estrela D’Oeste, Francisco Morato, Hortolândia, Itapetininga, Itaquaquecetuba, Jales, Mogi das Cruzes, Peruíbe, Praia Grande, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Taboão da Serra e Taubaté. No estado do Rio de Janeiro: Rio de Janeiro, Paraty e Nilópolis. No Pará: Monte Alegre, Santarém, Porto do Moz e Prainha.
O Ministério da Saúde registrou, entre os dias 05 de maio e 03 de agosto deste ano, 907 casos confirmados de sarampo no Brasil, em três estados: São Paulo (901 casos), Rio de Janeiro (5) e Bahia (1).
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Surto de sarampo indica que também estamos suscetíveis à rubéola
As duas doenças são evitáveis com a mesma vacina. Com as baixas taxas de vacinação, a rubéola também pode retornar. Conheça seus sintomas e complicações
Por Saúde é Vital
A volta do sarampo no Brasil – já são mais de 600 casos confirmados, a maioria em São Paulo – é uma grande uma preocupação por si só. Mas ela também mostra que o país está sujeito à reintrodução de outra infecção: a rubéola.
Por quê? Ora, ambas as doenças são preveníveis com as mesmas vacinas: a tríplice (contra sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (que ainda nos protege da catapora). E as taxas de vacinação estão deixando a desejar nos últimos anos.
Em 2017, apenas 85% do público-alvo recebeu a primeira dose no SUS, de acordo com o Ministério da Saúde. O número despenca para 79% na segunda – para conter surtos e evitar a reintrodução da rubéola, a meta é de 95%. Para efeito de comparação, em 2015 os índices de imunização com a primeira dose chegaram a 96%.
“Da mesma forma que pessoas com sarampo vieram ao Brasil e espalharam a doença em uma população suscetível, o mesmo pode acontecer com a rubéola”, alerta o pediatra Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.
Não à toa, a Organização Pan-americana da Saúde (Opas) emitiu um alerta sobre a rubéola em junho de 2019. A entidade pede para que os países da área intensifiquem os esforços de vacinação. E informa que já foram confirmados três casos da doença na Argentina e mais um no Chile – todos vieram da China ou da Índia, que, assim como a África, sofrem com a rubéola.
Em 2015, as Américas foram as primeiras regiões a serem consideradas livres da transmissão endêmica dessa enfermidade. Um título que está em risco (Canadá, México e Estados Unidos também reportaram casos nos últimos anos).
“Os números parecem pequenos, mas mostram que temos uma situação de fragilidade”, afirma Cunha. “Sem vacinação adequada, a rubéola pode voltar”, conclui.
No Brasil, o último surto ocorreu em 2008, quando foram confirmados 2 155 casos, segundo o Ministério da Saúde. De 2009 em diante, nosso país não reportou mais episódios do problema.
Mas o que a rubéola por causar se voltar a assolar o Brasil? Veja a seguir:
O que é rubéola e quais seus sintomas e complicações
Essa doença é causada por um vírus do gênero Rubivirus. Ela é transmitida por secreções nasais ou gotículas de saliva – quando tossimos ou espirramos, por exemplo. E é altamente contagiosa (embora um pouco menos do que o sarampo).
Do ponto de vista dos sintomas, essa doença pode desencadear febre baixa, dor de cabeça e um pouco de coriza. Muitas vezes surgem pintinhas – de novo, com menor intensidade do que com o sarampo.
O sinal mais característico da rubéola é o aumento de gânglios na parte de trás do pescoço. Trata-se de um inchaço na região.
São raros os casos de complicação na população geral. Mas a grande preocupação envolve as gestantes. “Uma infecção durante a gravidez pode causar a síndrome da rubéola congênita”, informa Cunha. O risco é maior nos primeiros meses, chegando até a 80% dos casos de acordo com o médico.
Nesse quadro, o bebê sofre malformações com consequências sérias. Ele pode desenvolver males cardíacos e neurológicos, além de surdez, por exemplo. Além disso, há a probabilidade de um aborto em decorrência da infecção.
“Não queremos que a rubéola volte a causar esse tipo de estrago. Para isso, precisamos adotar as medidas de prevenção”, finaliza Cunha. Ou seja, temos que vacinar, vacinar e vacinar.
Inclusive porque não há um remédio específico contra a rubéola. As pessoas infectadas devem repousar e se hidratar, além de se isolar momentaneamente.
Foto: Westend61/Getty Images