Campanha Nacional de Prevenção de Queimaduras na Infância é apoiada pela Anadem
As ações sociais são iniciativa da SBCP, criadora da Fundação Ideah, instituição responsável por diversas campanhas para o bem-estar social
A Fundação Ideah, instituição para suporte às ações humanitárias, de ensino e pesquisa da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), iniciou a Campanha Nacional de Prevenção de Queimaduras na Infância, e neste ano tem o apoio e patrocínio da Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética).
Responsável por diversas outras iniciativas desde 2017, a Fundação é a primeira instituição congênere de uma entidade médica brasileira de cunho científico. Durante todo o ano de 2019 foram feitas ações humanitárias de reconstrução mamária bem como cirurgias plásticas reparadoras em Minas Gerais, Manaus, Rio de Janeiro, Paraná, Goiás e diversos outros estados.
Queimaduras são a décima primeira causa de morte entre crianças de 1 a 9 anos, segundo dados da SBQ (Sociedade Brasileira de Queimaduras), sendo a quinta causa mais comum de lesões de infância não fatais.
“Cerca de um milhão de pessoas sofrem queimaduras todos os anos. A maioria são crianças e pessoas de baixa renda. É importante falar sobre esse assunto e incentivar campanhas de prevenção e cuidado para as vítimas”, comentou o presidente da Anadem, Raul Canal.
Consumo de cigarros ilegais cai no Brasil pelo segundo ano consecutivo
Estudo foi divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer
Por Agência Brasil
O consumo de cigarros ilegais caiu no país pelo segundo ano consecutivo, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Em 2018, pouco menos de um terço dos cigarros no mercado brasileiro – 31,4% – eram ilegais. Esse percentual caiu em relação a 2017, quando era 38,5%.
Os números fazem parte do estudo Redução do Consumo de Cigarros Ilegais no Brasil: o que realmente significa?, publicado na revista científica Tobacco Control.
O levantamento mostra que o consumo de cigarros ilegais chegou a 39,7 bilhões de unidades em 2016, representando 42,8% do mercado total. Em 2017, houve uma queda e oe consumo chegou a 34,9 bilhões de unidades. No ano passado, continuou caindo, chegando a 26,2 bilhões de unidades.
Na análise do Inca, os resultados “evidenciam que não há um forte crescimento no consumo dos cigarros contrabandeados do Paraguai”, disse em nota. “Ao contrário, os ilegais estão perdendo mercado para os legais.”
Ao contrário dos ilegais, o consumo de cigarros legais aumentou. Após atingir a marca de 53,1 bilhões de unidades em 2016, o consumo subiu para 55,8 bilhões em 2017 e seguiu a tendência de alta, chegando a 57,2 bilhões de unidades em 2018.
Aumento de preço
Diante desse cenário, o Inca sugeriu que o Brasil “aumente impostos e preços [dos cigarros], para dar continuidade à redução da epidemia de tabagismo no país”.
O Instituto considera grave o problema do contrabando de cigarros. Para esta questão, recomenda a implementação do Protocolo para Eliminar o Mercado Ilegal de Produtos de Tabaco, que é uma das medidas preconizadas pela Convenção-Quadro da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Controle do Tabaco, promulgado pelo Brasil em 2018. Entre as medidas previstas no protocolo estão ações de segurança pública e aduanas.
De acordo com o Inca, o tabagismo é uma doença caracterizada pela dependência de nicotina, substância encontrada em todos os derivados de tabaco, como cigarro, charuto, cachimbo, cigarro de palha e narguilé. O tabagismo tem relação com aproximadamente 50 doenças como câncer de pulmão, laringe, faringe, esôfago, estômago, entre outros e, ainda, bronquite, asma, hipertensão, infarto. impotência sexual no homem e infertilidade na mulher.
Estima-se que, no Brasil, a cada ano, cerca de 157 mil pessoas morram precocemente devido às doenças causadas pelo tabagismo. Os fumantes adoecem com uma frequência duas vezes maior que os não fumantes.
Foto: Arquivo/Agência Brasil
Drogas que agem sobre inflamação no cérebro podem reverter demência
Com o envelhecimento, estrutura que protege o sistema nervoso central, bloqueando substâncias tóxicas, perde eficiência
Por Bem Estar
O declínio cognitivo que ameaça o envelhecimento poderá ser detido, ou pelo menos retardado, através de drogas que eliminariam processos inflamatórios no cérebro. A incrível novidade foi publicada ontem na revista médica “Science Translational Medicine”, criada pela Associação Americana para o Avanço da Ciência. Trata-se de um trabalho conjunto dos pesquisadores Daniela Kaufer, da Universidade de Berkeley, Califórnia, e Alon Friedman, das universidades Ben-Gurion do Negev (Israel) e Dalhousie (Canadá). Embora ainda restrito a experiências feitas com camundongos, tem grande potencial de aplicação em humanos.
Os cérebros de ratinhos senis que receberam a droga passaram a se assemelhar aos de cobaias mais jovens o que, segundo a cientista, é promissor. “Nossa tendência é pensar o cérebro mais velho da mesma forma como encaramos a degeneração neurológica: como se a idade avançada envolvesse a perda de funções e a morte das células. No entanto, essa descoberta nos conta uma nova história sobre por que o cérebro não está funcionando bem: é por causa de uma carga inflamatória que pode ser combatida”, afirmou a doutora Kaufer.
Para entender o alcance do achado desses cientistas, uma breve explicação: a “blood-brain barrier”, ou barreira hematoencefálica, é uma estrutura que protege o sistema nervoso central, bloqueando o acesso de substâncias tóxicas. No entanto, com a idade, esse “escudo” natural vai perdendo eficiência e toxinas e patógenos acabam chegando ao cérebro, desenvolvendo um quadro inflamatório que pode estar associado aos sintomas de demência. Depois dos 70 anos, quase 60% dos adultos começam a apresentar falhas nessa barreira – foi o que mostraram os exames de ressonância magnética realizados por Friedman.
Aí entra em cena o também cientista Barry Hart, que sintetizou uma molécula, chamada IPW, que bloqueia os receptores que dão início à inflamação. Além de aliviar os sintomas, a droga consegue reparar a barreira danificada. “Quando eliminamos esse ‘nevoeiro’ da inflamação, em questão de dias o cérebro senil rejuvenesceu. É um achado que nos deixa muito otimistas porque mostra a plasticidade do cérebro e sua capacidade de recuperação”, completou a doutora Kaufer.
Foto: Divulgação: Berkeley University