Escritório de Advocacia credenciado a Anadem isenta hospital de indenização de R$ 400 mil após defesa judicial
A autora entrou com ação contra a instituição após realização de três cirurgias. Caso foi julgado improcedente
A.C.S. compareceu a um hospital associado a Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética) para realização de três cirurgias: abdominoplastia, mamoplastia e lipoaspiração a laser. Após três anos, a paciente alegou estar insatisfeita com os resultados e entrou com ação contra o médico e o hospital responsáveis. No total, a autora exigiu o pagamento de R$447.083,18 por danos morais, materiais e estéticos. O caso foi julgado improcedente após defesa de escritório de advocacia credenciado.
No processo, a autora afirmou que existe total assimetria nos cortes realizados pelo médico, além de diferença no volume das próteses implantadas e posicionamento desalinhado das mamas. Alegou, ainda, anormalidades no abdome e cicatrizes espessas, com regeneração grosseira e sem linearidade.
A defesa do hospital, realizada pelo Dr. Wendell Sant’Ana, do escritório de advocacia credenciado a Anadem, Sant’Ana e Carmo Advogados, atestou que não há vínculo empregatício do médico com a instituição, uma vez que o profissional apenas utilizou as instalações do local para realização dos procedimentos. Também defendeu que as técnicas utilizadas durante a cirurgia não denotam erro ou negligência, sendo previstas na literatura médica e realizadas cuidadosamente dentro das normas previstas.
Consta, nos autos do processo, que a paciente assinou o termo de liberação e o contrato de cirurgia plástica. Ambos atestam que ela deu total consentimento e concordou com os riscos e procedimentos cirúrgicos aos quais foi submetida. A defesa do médico, por sua vez, afirmou que não houve imprudência da parte do cirurgião e que as assimetrias são independentes das técnicas utilizadas, pois os efeitos são orgânicos e cada corpo pode reagir de uma forma diferente.
AUSÊNCIA DE ERRO TÉCNICO
Segundo a perícia, as mamas apresentam desvio de apenas 0,3 centímetros, diferença aceitável e imperceptível. O volume dos seios foi averiguado e não há qualquer assimetria. Com relação às cicatrizes, as complicações advieram em razão de um edema no pós-operatório, agravante que não tem vínculo com a atuação do profissional. O resultado apresentou ausência de erro técnico.
Assim, o juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) julgou que não há culpa por parte do hospital e não há elementos que indiquem responsabilidade pelos danos alegados. A autora foi condenada a arcar com o pagamento de 10% sobre o valor da causa. A ação foi julgada improcedente.
Idoso acompanhado de perto após cirurgia de emergência tem recuperação melhor, diz estudo
Além da diminuição de complicações e mortes, o acompanhamento tem custo considerado relativamente baixo dentro do tratamento geral
Por G1
Atendimento médico personalizado a idosos que passaram por cirurgia de emergência reduziu em 19% as complicações ou mortes durante o pós-operatório, apontou estudo canadense publicado no final de janeiro no jornal internacional “JAMA Surgery”.
Cada paciente passou pela avaliação de um geriatra nas 48 horas após a cirurgia e teve um acompanhamento personalizado de um enfermeiro que, entre outros cuidados, aplicou um programa de recondicionamento ao lado do leito com a finalidade de fortalecer os músculos e retirar os idosos da cama o quanto antes.
Tubos e drenos também foram retirados o mais rápido possível para evitar infecções e as doses dos analgésicos foram reajustadas para cada paciente.
Segundo pesquisadores da Universidade de Alberta que conduziram o estudo, este tipo de atendimento também diminuiu em três dias o tempo médio de permanência dos idosos no hospital e permitiu que mais pacientes voltassem para casa após a alta hospitalar sem precisar de cuidados continuados.
Custo baixo
O estudo também destacou que a intervenção personalizada aos pacientes idosos de emergências teve um custo relativamente baixo no todo, uma vez que resultou em menos complicações e em estadias mais curtas no hospital.
Nos Estados Unidos, há crescentes discussões sobre o custo da saúde no país para o indivíduo e a respeito da atuação do governo em planos de saúde. O tema é um dos que se destacam no debate da próxima eleição presidencial no país.
Extremamente vulneráveis
Segundo os pesquisadores, idosos que passam por cirurgia de urgência são extremamente vulneráveis a complicações pós-cirúrgicas e a morte porque são pessoas mais debilitadas e que não têm tempo para se preparar para o procedimento.
O estudo acompanhou 684 pacientes entre 2014 a 2017. Todos tinham 65 anos quando passaram pelos procedimentos de urgência.
Foto: Banco de Imagens
Exercício físico pode diminuir o risco de doença renal crônica
Um estudo com quase 200 mil pessoas indica que ter uma vida ativa ajuda a manter o funcionamento adequado dos rins
Por Saúde é Vital
O exercício é um célebre remédio para muitas doenças, mas sua ação nos rins ainda é pouco estudada em comparação com outros órgãos, como coração e cérebro. Pois uma nova pesquisa acaba de mostrar que suar a camisa com regularidade pode evitar a doença renal crônica.
Publicado no British Journal of Sports Medicine, o trabalho envolveu 199 421 taiwaneses com idade média de 20 anos. Eles foram acompanhados por cerca de quatro anos, passando por avaliações médicas, exames e aplicação de questionários que determinavam os níveis de atividade física de cada um.
Resultado: os sedentários apresentaram uma queda anual mais significativa na taxa de filtração glomerular (uma medida que indica a saúde dos rins). Entre eles, a probabilidade de ser diagnosticado com doença renal crônica era quase 10% maior, mesmo quando outros fatores de risco foram contabilizados.
O que é doença renal crônica
Carca de 10% dos adultos possuem algum grau dessa perda progressiva da capacidade de filtrar o sangue, trabalho principal dos rins. O agravamento do quadro pode culminar em transplante ou sessões de hemodiálise, além de prejudicar o bem-estar e até ameaçar a vida da pessoa.
Na maior parte do tempo, contudo, a enfermidade não manifesta sintomas claros. Ela é resultado de anos e anos de convívio com certas doenças crônicas (como hipertensão e diabetes) e maus hábitos, a exemplo de consumo excessivo de álcool e tabagismo.
Com o novo achado, o sedentarismo pode entrar nessa lista.
Como a atividade física beneficia os rins
Estudos realizados em animais indicam que o processo de filtragem das toxinas em si é mais eficiente nos indivíduos ativos. Outras pesquisas apontam o exercício como fator protetor contra pedras nos rins e até tumores no órgão, mas os motivos disso são desconhecidos, principalmente em humanos.
Fora que há uma relação indireta nessa história. O esforço físico regular, em intensidade moderada, por ao menos 150 minutos semanais, protege contra obesidade, diabetes e hipertensão, três problemas que comprometem a saúde renal.
Ilustração: Saúde/SAÚDE é Vital