Coronavírus: mais da metade dos infectados no DF está recuperada da Covid-19
Entre 11,2 mil registros confirmados até esta terça-feira (2), 6,3 mil pacientes estão curados. Média na capital é de 127,7 novas infecções a cada dia.
Por G1
Ao mesmo tempo em que disparam os casos de infecção pelo novo coronavírus no Distrito Federal, a soma de recuperados aumenta a cada dia. Quase três meses após a primeira confirmação da Covid-19 na capital, no dia 7 de março, já são 6.373 (57%) pacientes curados da doença.
Até a noite desta terça-feira (2), a Secretaria de Saúde contabilizava 11.256 infectados. Com o índice de recuperados, é possível dizer que, em média, 72 pessoas ficam livres dos sintomas a cada dia.
Já, quando consideradas as notificações na última semana, o índice de curados reduziu de 59% para 57%. Com base na análise dos dados, é possível afirmar que os novos casos de coronavírus foram superiores ao total de recuperações (veja gráfico abaixo).
Foto: Reprodução
Na contramão de quem se viu livre da doença, outras 177 pessoas morreram em decorrência da Covid-19 em Brasília. Entre as vítimas, 14 viviam em outros estados e, segundo a secretaria, devem ser contabilizados nas estatísticas desses locais.
Recuperados
Entre os curados da Covid-19 na última semana está o catador de materiais recicláveis José Ednei da Silva, de 40 anos. Ele passou 22 dias internado logo após os primeiros sintomas.
Durante o período em que esteve no hospital, o reciclador lembrou que a família era sua “única preocupação”.
“A família precisa estar em primeiro lugar e a saúde é muito importante. Sem saúde não somos capazes de nada, eu senti isso na pele, no meu corpo”, disse em entrevista anterior ao G1.
Foto: Reprodução
Ele passou dez dias intubado e sedado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Já em casa, ele conta que o período internado “foi como em um sonho, aqueles pesadelos”, diz. “Acordei sem saber que dia era, sem saber de nada.”
Já o primeiro caso de uma paciente recuperada no DF foi o da advogada Daniela Teixeira, de 48 anos. Ela foi diagnosticada com a doença em 16 de março.
À época, após ficar livre dos sintomas, ela contou que recebeu o diagnóstico “quase uma sentença de morte”, mas conseguiu superar a doença.
Infectados
Nesta terça (2), o DF ultrapassou a marca de 11,2 mil infectados pelo novo coronavírus. Segundo o boletim do GDF, a maioria dos infectados é homem (52,2%) e tem entre 30 e 39 anos. Veja abaixo os casos por faixa etária:
- Menor de 19 anos: 638
- De 20 a 29 anos: 1,96 mil
- De 30 a 39 anos: 3,18 mil
- De 40 a 49 anos: 2,59 mil
- De 50 a 59 anos: 1,53 mil
- Mais de 60 anos: 1,35 mil
Foto: Getty Images
Covid-19: Brasil ingressa em consórcio global para produzir vacina
Projeto tem adesão de 44 países, além de entidades como a OMS
Por Agência Brasil
O governo federal anunciou, nesta terça-feira (2), a participação do Brasil no projeto Acelerador de Vacina (ACT Accelerator), iniciativa internacional para produção de vacina, medicamentos e diagnósticos contra o novo coronavírus. O projeto conta com a adesão de mais de 44 países, empresas e entidades internacionais, incluindo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
“Decidimos que o Brasil vai entrar no chamado acelerador de vacinas, que é um projeto aí de vários países e empresas privadas que estão buscando investir e trabalhar em conjunto para o desenvolvimento de uma vacina para o Covid-19”, informou o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, após participar de uma reunião, no Palácio do Planalto, para encaminhar a adesão do Brasil.
Também participaram da reunião, que foi coordenada pelo ministro da Casa Civil, Braga Netto; o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes; o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello e o secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa.
Marcos Pontes destacou a competência internacionalmente reconhecida do Brasil no desenvolvimento e produção de vacinas e a qualificação dos pesquisadores brasileiros. Segundo ele, a expectativa é de que o país, participando dessa iniciativa, possa ter acesso mais rápido à futura vacina contra o vírus. “O Brasil é um país que tem uma competência no desenvolvimento de vacinas, a capacidade de nosso pesquisadores e cientistas é reconhecida internacionalmente, assim como a capacidade produção de vacinas”, explicou.
O governo infirmou que a Bio-Manguinhos, unidade produtora de imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é uma das instituições com capacidade de produzir a vacina no futuro. Além de participar do acelerador de vacina, o ministro Ernesto Araújo informou que o país também estabelecerá cooperação bilateral com outros países que desenvolvem estudo na área.
Foto: Reuters

