17 de julho de 2020 - Anadem

Estabilização dos novos casos de coronavírus é uma 'oportunidade' para Brasil controlar a pandemia, diz OMS

Segundo Michael Ryan, a estabilização das novas infecções em um platô, ainda que alta, é uma oportunidade para começar a reduzir os casos, mas país ainda está ‘no meio da batalha’.

Por G1

“O Brasil está no meio dessa batalha [contra o coronavírus]”, disse o diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, nesta sexta-feira (17).

Segundo o diretor de emergências da OMS, a estabilização dos novos casos de coronavírus no Brasil – chamada de platô – pode ser uma oportunidade para o país controlar a pandemia.

“Uma vez que os números estão estabilizados, esta é a oportunidade para o país reduzir os casos”, afirmou Ryan.

Contudo, o platô no país ainda reflete casos diários muito altos e, a estabilização das novas infecções por si só “não é uma garantia que os números irão diminuir”, alertou o diretor.

“Não vemos um aumento nos casos diários como vimos em abril e maio”, começou Ryan descrevendo a situação brasileira. Depois, “houve um grande aumento de casos entre junho e julho” até que o país alcançasse o platô atual. “O que não aconteceu ainda foi uma queda [nos novos casos no Brasil]”, alertou o diretor.

10% dos casos entre profissionais da saúde
A OMS informou nesta sexta-feira (17) que 10% de todas as infecções de coronavírus no mundo são em profissionais da saúde.

“Até agora, cerca de 10% de todos os casos da Covid-19 no mundo estão entre os profissionais da saúde”, informou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

O dado também vale para o Brasil especificamente, onde, segundo o diretor Ryan, “1 em cada 10 casos, ou seja 10%, ocorre em profissionais da saúde”.

Tedros afirmou que a OMS está conduzindo pesquisas para entender melhor a extensão da infecção entre os profissionais de saúde e os fatores de risco entre estes trabalhadores.

“A pandemia da Covid-19 nos mostrou que a saúde não é um item de luxo, ela é a base da estabilidade social, econômica e política”, ressaltou diretor-geral da OMS.

A entidade lembrou que os profissionais de saúde na linha de frente ao coronavírus sofrem com exaustão física e psicológica e estão trabalhando em ambientes extremamente estressantes.

Ainda nesta sexta, a entidade alertou que a pandemia do coronavírus poderá dobrar o número de pessoas que passam fome no mundo.

“Até 132 milhões de pessoas podem passar fome em 2020, além dos 690 milhões que passaram fome no ano passado”, estimou a agencia internacional de saúde.

Foto: AP Photo/Silvia Izquierdo

Coronavírus: escolas têm baixa taxa de contágio da Covid-19, diz estudo

Análise realizada na Alemanha coletou amostras de 2.000 pessoas, entre estudantes e professores

Por Veja

Um estudo alemão divulgado na segunda-feira, 13, apontou que as escolas podem não desempenhar um papel tão importante na disseminação do novo coronavírus. A análise ocorreu no estado alemão da Saxônia e levou em conta 2.000 pessoas: crianças em idade escolar e seus professores. Nas amostras coletadas, poucos tinham anticorpos resultantes da Covid-19.

A Alemanha começou a reabrir escolas em maio, embora ainda exista um debate sobre o papel que as crianças podem ter na disseminação do vírus para adultos vulneráveis ​​em casa, assim como para professores mais velhos e funcionários da escola.

Por meio do Hospital Universitário de Dresden foram analisadas amostras de sangue de quase 1.500 crianças com idades entre 14 e 18 anos. Além deles, 500 professores de treze escolas de Dresden e dos distritos de Bautzen e Goerlitz em maio e junho.

Das quase 2.000 amostras, apenas doze tinham anticorpos, disse Reinhard Berner, um dos pesquisadores do centro de saúde. Ele acrescentou que esses achados vão no sentido contrário do entendimento que crianças em idade escolar desempenhem um papel importante na disseminação do vírus.

“As crianças podem até agir como um freio à infecção”, sugeriu Berner em entrevista coletiva, dizendo que as infecções nas escolas não levaram a um surto, enquanto a disseminação do vírus nas famílias também era menos dinâmica do que se pensava anteriormente.

O ministro da Educação da Saxônia, Christian Piwarz, disse que o estudo mostrou que as escolas do estado podem reabrir normalmente após as férias de verão do final de agosto com algumas condições, como usar máscara e distanciamento social sempre que possível.

Berner disse que o estudo foi representativo para o estado da Saxônia, que tem uma taxa de infecção relativamente menor em comparação com outras partes da Alemanha.

Para outros estados com baixas taxas de infecção, o estudo sugere que as escolas poderiam ser reabertas sem causar surtos generalizados do vírus, apontou o político.

Foto: Veja

Sedentarismo agrava risco para saúde de diabéticos na pandemia, diz estudo

Pesquisadores brasileiros avaliaram os hábitos de 1,7 mil adultos e as políticas públicas adotadas por 16 países na pandemia do coronavírus

Por Metrópoles

Dois estudos brasileiros publicados na revista científica Diabetes Research and Clinical Practice, da Federação Internacional de Diabetes (IDF), indicam que a mudança de hábitos das pessoas com diabetes durante a pandemia da Covid-19, incluindo o sedentarismo e a dificuldade de acesso aos medicamentos, é um complicador para a saúde delas caso sejam infectadas pelo novo coronavírus.

Nas publicações, os pesquisadores do Fórum Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), em parceria com instituições nacionais, levaram em consideração o cenário brasileiro e de países da Américas do Sul e Central, uma vez que a diabetes é considerada uma comorbidade que agrava o quadro de quem é diagnosticado com Covid-19.

Ao analisar os dados de 1,7 mil adultos – 60,73% com diabetes tipo 1 e 30,75% com diabetes tipo 2 – entre 22 de abril e 4 de maio, os cientistas notaram o aumento de uma série de fatores que agravam os riscos dessas pessoas, como o adiamento de consultas médicas ou exames de rotina por 38,4% deles; a redução da prática das atividades físicas por 59,5% dos entrevistados ao mesmo tempo em que houve o aumento do tempo assistindo TV, por 48,9% deles, e de uso da internet por 53,5%.

Outro ponto que chamou a atenção dos pesquisadores foi o fato de que, entre os 91,5% que monitoram a glicemia, 59,4% tiveram alterações nos níveis dela no período, seja aumento (20%), diminuição (8,2%) ou variação (31,2%).

Políticas públicas
No estudo Covid-19 Impact on People with Diabetes in the South and Central America, os pesquisadores ouviram representantes de 26 entidades de diabetes em 16 países.

Apenas 37% dessas regiões adotaram políticas públicas para proteger as pessoas com diabetes do novo coronavírus, como a entrega de medicamentos suficientes para o tratamento por dois ou três meses (21%) de uma única vez ou a entrega deles em casa (16%). (Com informações de O Globo)

Foto: Moodboard/Getty Images

Baixa adesão faz Ministério da Saúde ampliar campanha contra sarampo

O alvo é a população de 20 a 49 anos

Por Agência Brasil

Com apenas 4,2 % do público-alvo vacinado, o Ministério da Saúde ampliou a vacinação contra o sarampo, da população de 20 a 49 anos, para até 31 de agosto, em todo o país. Desde o início da campanha, em 16 de março, até o dia 15 de julho, segundo dados das secretarias estaduais de saúde, registrados no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações, foram vacinadas 3,7 milhões de pessoas nessa faixa etária.

Nesta quarta etapa da Mobilização Nacional de Vacinação contra o Sarampo, a população alvo nesta faixa etária totaliza mais de 90 milhões de pessoas. Se a pessoa não tomou nenhuma dose da vacina, perdeu o cartão ou não se lembra, deve receber apenas uma dose da vacina. Em caso de dúvida, a orientação é procurar a unidade básica de saúde mais próxima levando o cartão de vacinação e um documento. Lá a situação vacinal será avaliada e atualizada conforme recomendações do calendário básico de vacinação.

Para viabilizar a estratégia de vacinação, foram enviadas 4,3 milhões de doses extra da vacina, além do quantitativo para o atendimento de rotina. Também está em andamento a aquisição emergencial de 29 milhões de seringas e agulhas para apoiar os estados no andamento da operacionalização da vacinação.

Se a pessoa não tomou nenhuma dose da vacina, perdeu o cartão ou não se lembra, deve receber apenas uma dose da vacina.

Vacinação x pandemia
O Ministério da Saúde tem alertado a população quanto à importância da vacinação contra o sarampo, mesmo com a pandemia da covid-19. O sarampo é uma doença grave e de alta transmissibilidade. Uma pessoa infectada pode transmitir para até outras 18 pessoas. A disseminação do vírus ocorre por via aérea ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Neste caso, não é necessário o contato direto porque o vírus pode se disseminar pelo ar a metros de distância da pessoa infectada.

Números
De acordo com o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde de 2020, até 27 de junho, foram confirmados 5.642 casos de sarampo em 21 estados. O Pará foi o estado que mais teve registros, foram 3.237 (57,4%), seguido do Rio de Janeiro com 1.192 casos ( 21,1%), São Paulo com 688 casos (12,2%); Paraná 248 casos (4,4%) e Santa Catarina que registrou 111 casos ( 2%).

O Brasil permanece com surto de sarampo nas cinco regiões, com 11 estados com circulação ativa do vírus. No momento, o país registra cinco óbitos pela doença, sendo três no Pará, um no Rio de Janeiro e um em São Paulo.

Sintomas
Pessoas acometidas pela doença apresentam febre, manchas avermelhadas pelo corpo, tosse, coriza, conjuntivite (olhos vermelhos e lacrimejantes), fotofobia (sensibilidade à luz) e pequenas manchas brancas dentro da boca.

Gestantes
A vacina é contraindicada durante a gestação pois são produzidas com o vírus do sarampo vivo, apesar de atenuado, e a gestação tende a diminuir a imunidade da mulher. O Ministério da Saúde por meio do Programa Nacional de Imunizações recomenda que mulheres em idade fértil devem evitar gravidez até um mês após a vacinação.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

10% das infecções por coronavírus no mundo são em profissionais da saúde, destaca diretor-geral da OMS

Entidade destacou que a pandemia mostrou ao mundo que a área da saúde não é ‘artigo de luxo’.

Por G1

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira (17) que 10% de todas as infecções de coronavírus no mundo são em profissionais da saúde.

“Até agora, cerca de 10% de todos os casos da Covid-19 no mundo estão entre os profissionais da saúde”, informou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

Tedros afirmou que a OMS está conduzindo pesquisas para entender melhor a extensão da infecção entre os profissionais de saúde e os fatores de risco entre estes trabalhadores.

“A pandemia da Covid-19 nos mostrou que a saúde não é um item de luxo, ela é a base da estabilidade social, econômica e política”, ressaltou diretor-geral da OMS.

A entidade lembrou que os profissionais de saúde na linha de frente ao coronavírus sofrem com exaustão física e psicológica e estão trabalhando em ambientes extremamente estressantes.

Ainda nesta sexta, a entidade alertou que a pandemia do coronavírus poderá dobrar o número de pessoas que passam fome no mundo.

“Até 132 milhões de pessoas podem passar fome em 2020, além dos 690 milhões que passaram fome no ano passado”, estimou a agencia internacional de saúde.

Foto: Denis Balibouse/Reuters

Pesquisadores australianos criam exame de sangue que detecta Covid-19 em 20 minutos

Teste também indica se pessoa já foi infectada recentemente; exame rápido pode ajudar na pesquisa de vacinas.

Por Reuters

Pesquisadores da Austrália criaram um teste que pode determinar uma nova infecção por coronavírus em cerca de 20 minutos usando amostras de sangue, no que eles dizem ser uma inovação mundial.

Os pesquisadores da Universidade Monash disseram que o teste pode determinar se a pessoa está infectada no momento e se já teve Covid-19 no passado.

“As aplicações a curto prazo incluem identificação rápida de casos e rastreamento de contatos para limitar a disseminação viral, enquanto a triagem populacional para determinar a extensão da infecção viral nas comunidades é uma necessidade a longo prazo”, disseram os cientistas em um artigo publicado na revista ACS Sensors nesta sexta-feira (17).

A equipe de pesquisa foi liderada pelo BioPRIA e pelo Departamento de Engenharia Química da Universidade Monash, incluindo pesquisadores do Centro de Excelência ARC em Ciência Convergente BioNano e Tecnologia (CBNS).

O teste utiliza 25 microlitros de plasma de amostras de sangue para procurar aglutinação ou um agrupamento de glóbulos vermelhos que o coronavírus causa.

Enquanto o teste atual de swab (cotonete) é usado para identificar pessoas infectadas com o coronavírus, o ensaio de aglutinação — ou análise para detectar a presença e a quantidade de uma substância no sangue — também pode determinar se alguém foi infectado recentemente, após a infecção ter sido curada, eles disseram.

Centenas de amostras podem ser testadas a cada hora, disseram os pesquisadores, e eles esperam que ele também possa ser usado para detectar um aumento de anticorpos criados em resposta à vacinação para ajudar nos ensaios clínicos.
Uma patente para a inovação foi registrada e os pesquisadores estão buscando apoio comercial e do governo para aumentar a produção.

O novo coronavírus já infectou mais de 13,8 milhões de pessoas em todo o mundo e matou quase 600 mil desde que surgiu na China no final do ano passado. A Austrália registrou mais de 11 mil casos e 116 mortes.

Foto: Departamento de Engenharia Química da Universidade Monash/Divulgação via Reuters