11 de setembro de 2020 - Anadem

Dasa vai conduzir testes da vacina da Covaxx no Brasil

Para o Brasil, caso os testes demonstrem a eficácia e a segurança seriam disponibilizados 50 milhões de doses para o mercado público

Por Folha Vitória

A empresa de medicina diagnóstica Dasa irá conduzir no Brasil testes das Fases 2 e 3 para a vacina contra a covid-19 UB-612, da empresa Covaxx. O objetivo é envolver pelo menos 3 mil pessoas no ensaio clínico. A avaliação visa analisar a eficácia do tratamento, eventuais efeitos colaterais e as doses de segurança do medicamento.

Hoje a vacina já passa por testes na Fase I em Taiwan, denominada pré-clínica (em animais). “A gente já está desenhando protocolos junto com time técnico da Covaxx. Tenso resultado da Fase I em novembro, podemos fazer submissão com plano de iniciar recrutamento até o fim do ano para iniciar a pesquisa clínica”, explica o diretor médico da Dasa, Gustavo Campana.

A partir daí, a análise das Fases 2 e 3 durariam pelo menos 12 meses e até 24 meses. Isso significa que em havendo êxito no ensaio clínico ao longo do ano de 2021 a vacina estaria disponível no mercado brasileiro no início de 2022. No cenário mais longo, essa projeção poderia ir para o começo de 2023.

A Covaxx afirma que pretende produzir 100 milhões de doses no primeiro quadrimestre de 2021 e 500 milhões ao longo desse ano. Isso porque a fabricação ocorre em paralelo à pesquisa.

Para o Brasil, caso os testes demonstrem a eficácia e a segurança seriam disponibilizados 50 milhões de doses para o mercado público e 10 milhões de unidades para a comercialização pela Dasa.

De acordo com a empresa, a vacina é sintética, não trabalhando com vírus ou agentes biológicos. Isso diminuiria seu risco. Esta característica também facilita a ampliação de sua produção para uma alta escala. Os responsáveis estimam que seja possível ofertar o tratamento em dose única, o que diminuiria seu custo e facilitaria o tempo de imunidade garantido.

O projeto dos testes da vacina conta com apoio financeiro de outras empresas, como a firma de insumos médicos Mafra, o Banco Inter, a Localiza e a construtora MRV. A Covaxx é uma subsidiária da empresa estadunidense United Biomedical Inc.

Foto: Reprodução R7

Mortalidade pelo coronavírus foi três vezes maior em pessoas com cardiopatias

Problema mata mais do que qualquer outra doença. Estatísticas apontam que elas são responsáveis por 17,7 milhões de óbitos em todo o mundo

Por Folha Vitória

A campanha “Setembro do Coração” acontece anualmente e alerta sobre a importância de prevenir as cardiopatias, mas esse ano veio com um apelo ainda mais forte, pois comprovadamente diante da pandemia do novo coronavírus os portadores de doenças crônicas, mais especificamente as pessoas que apresentavam doenças cardiovasculares, foram as que registraram maior índice de mortalidade.

Estatísticas realizadas em todo o mundo apontam que a mortalidade em portadores de problemas cardiovasculares pode ser até três vezes maior do que da população geral. Mesmo se não levarmos em conta esse ano atípico, de pandemia, as cardiopatias matam mais do que qualquer outra doença, estatísticas apontam que elas são responsáveis por 17,7 milhões de óbitos em todo o mundo. Isso equivale a 30% dos óbitos registrados por enfermidades.

De acordo com a cardiologista da Cardioservice, Kátia Regina Fonseca de Vasconcellos dependendo da cardiopatia, seus portadores podem apresentar o sistema imunológico mais vulnerável do que o de um indivíduo saudável, além do seu corpo apresentar um estado inflamatório crônico. “O agravamento de outras enfermidades, como o coronavírus, costumam apresentar evolução mais rapidamente nesses organismos, fazendo o quadro evoluir para grave com mais agilidade do que nas pessoas que estão com a saúde em dia, e isso explica o índice de mortalidade muito maior em pacientes cardiopatas”, disse.

Quando o organismo do portador da cardiopatia está em bom funcionamento, também existe a possibilidade do coronavírus descompensar a doença, que estava controlada, e dessa maneira fazer com que o caso evolua mais rapidamente e gere maiores problemas, inclusive o óbito.

O melhor remédio para cuidar do coração e adotar bom hábitos para a vida. Alimentar-se de maneira saudável, praticar atividade física, manter o distanciamento social.

“Ficar longe do álcool de do tabagismo, consumir gorduras boas, evitar as ruins, manter um atividade física de rotina, se alimentar de maneira saudável e realizar consultas de rotina garantem um coração saudável, e as pessoas que já possuem alguma doença do coração, esta deve estar com os exames e medicamentos em dia e manter os mesmo cuidados que mencionei para quem quer evitar as cardiopatias”, alertou a médica.

Foto: Divulgação/Pexel

Vacina contra o coronavírus: como será a colossal e complexa missão de distribuí-la pelo mundo

Segundo a IATA, se uma vacina contra covid-19 for criada ela será o maior desafio para o setor de transporte.

Por BBC

Ainda não existe uma imunização em escala global contra a Covid-19, mas a Agência Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês) já está trabalhando com companhias aéreas, aeroportos, organizações internacionais de saúde e empresas farmacêuticas em um plano para criar uma ponte aérea mundial.

Isso porque a distribuição de uma vacina contra a doença causada pelo novo coronavírus para diversos países do mundo deve ser o maior desafio logístico já enfrentado pela indústria de aviação.

Segundo a IATA, levando-se em consideração um programa de vacinação com apenas uma dose por pessoa, serão necessários cerca de 8 mil aviões Boeing 747 — os jumbo jets.

“O envio seguro de vacinas de Covid-19 será a missão do século para a indústria global de cargas aéreas. Mas ela não acontecerá sem haver antes um planejamento cuidadoso. E o tempo para se fazer isso é agora”, declarou Alexandre de Juniac, diretor-executivo da IATA.

Embora as companhias aéreas tenham usado aeronaves de passageiros para transportar cargas durante a pandemia, a distribuição de vacinas será uma operação muito mais complexa.

Nem todos os aviões estão adaptados para o envio de vacinas, pois é necessário manter uma temperatura entre 2 e 8 graus durante o transporte dos medicamentos. Algumas vacinas teriam que estar congeladas, o que excluiria ainda mais aeronaves da operação.

“Conhecemos muito bem os procedimentos. O que precisamos é expandi-los na medida em que for necessário”, diz Glyn Hughes, diretor global de Cargas da IATA.

Os voos para certas partes do mundo, incluindo algumas regiões do sudeste Asiático, serão críticos porque alguns países não têm capacidade para produzir vacinas, acrescentou.

 

Pressão militar
A distribuição na África seria “impossível” neste momento, diz a IATA, dada a falta de capacidade de transporte de cargas, o tamanho da região e as complexidades relacionadas às fronteiras.

O transporte exigirá “precisão quase militar”, além da capacidade de armazenagem em temperaturas baixas.

Há cerca de 140 vacinas em desenvolvimento inicial e cerca de 24 em fase de testes clínicos em humanos neste momento.

Uma delas é desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela empresa AstraZeneca, que se encontra em estágio avançado de testes, mas cujo processo foi temporariamente suspenso nesta semana.

A Rússia anunciou em agosto o registro da primeira vacina contra a doença, batizada de Sputnik V, e prevê o início da imunização de sua população para outubro.

A pesquisa do país tem, entretanto, recebido diversas críticas da comunidade científica internacional por não ter passado por todas as etapas de desenvolvimento antes de ser liberada. Falta ainda a fase 3 dos estudos clínicos, que verificam a eficácia do fármaco.

A IATA pediu que os governos comecem a planejar cuidadosamente para garantir que estarão totalmente preparados assim que as vacinas forem aprovadas e disponíveis para distribuição.

Além de precisar garantir o manejo e transporte em temperaturas controladas, há outro desafio.

“As vacinas são mercadorias de alto valor. Devem ser aplicadas medidas para evitar que a carga seja adulterada e roubada”, diz a IATA.

Foto: Getty Images/via BBC

Dentista ressalta importância da higiene bucal durante a pandemia

Estudos comprovam que rotina de limpeza da boca pode diminuir o potencial de contágio e propagação do novo coronavírus

Por Folha Vitória

A boca é a porta de entrada para diversas doenças que atingem o organismo, em especial as respiratórias, como a covid-19, responsável pela pandemia mundial declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em março deste ano. Por isso, o cuidado com a higiene bucal se torna um importante aliado na prevenção da doença.

Além de manter uma rotina básica de limpeza da boca depois das refeições, o que inclui escovação e fio dental, a utilização de um enxaguante bucal que tenha clorexidina ajuda, inclusive, a eliminar a carga viral do novo coronavírus, garante a odontologista Dr. Patrícia Bertges.

“Há estudos que relatam que os enxaguantes bucais, esses que encontramos em farmácias, podem reduzir a propagação do vírus. Inclusive, o gargarejo do produto antes das consultas tem sido uma medida que venho tomando em meu consultório”, conta a odontologista.

Muito importante: não se pode esquecer de higienizar a língua. “Nela habitam diversas bactérias que também podem causar doenças, por isso, é preciso que sua limpeza seja diária”, relembra a odontologista. Além disso, a dentista ressalta que é importante manter as mãos longe das áreas do rosto que contém mucosas, tais quais boca, nariz e olhos, que facilitam a entrada do vírus.

Foto: Divulgação