Johnson & Johnson interrompe estudo de vacina contra covid-19
Anvisa já recebeu comunicado sobre interrupção dos testes
Por Agência Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu comunicado oficial da empresa Johnson & Johnson, informando ter interrompido temporariamente o estudo clínico que investiga a segurança e eficácia de sua vacina contra a covid-19 (VAC31518COV3001).
De acordo com o comunicado, “o estudo foi temporariamente interrompido devido a um evento adverso grave ocorrido em um voluntário no exterior”. A empresa, no entanto, não detalhou o caso, uma vez que o estado de saúde do voluntário está sob sigilo.
Até o momento, 12 pessoas haviam participado dos testes. Os voluntários são da cidade do Rio de Janeiro. O primeiro recebeu dose (ou placebo) no dia 9 de outubro. A inclusão de novas pessoas depende de autorização da Anvisa para a continuidade da Anvisa. A agência avaliará as informações do laboratório responsável pelos testes.
Segundo a Anvisa, o estudo continuará interrompido até que haja investigação de causalidade por parte do Comitê Independente de Segurança, como parte dos procedimentos de boas práticas clínicas.
“No Brasil, a inclusão do primeiro voluntário no estudo ocorreu em 9 de outubro e novas inclusões só poderão ocorrer quando houver autorização da Anvisa, que procederá com a análise dos dados da investigação e decidirá pela continuidade ou interrupção permanente, baseada nos dados de segurança e avaliação risco/benefício”, diz a nota da Anvisa.
Também por meio de nota, a Johnson & Johnson disse que está seguindo suas diretrizes e que a doença do participante “está sendo analisada e avaliada pelo Conselho de Monitoramento de Segurança de Dados Independente ENSEMBLE (DSMB), bem como por nossos médicos clínicos e de segurança internos”.
Foto: Reuters
Umidade dificulta propagação do coronavírus, sugere estudo
Descoberta, feita com auxílio de um supercomputador japonês, indica que uso de umidificadores em ambientes fechados reduziria risco
Por Reuters
Um supercomputador japonês mostrou que a umidade pode ter um efeito grande na dispersão de partículas de vírus, sublinhando o risco acentuado de contágio de coronavírus em ambientes fechados e secos durante os meses de inverno.
A descoberta leva a crer que o uso de umidificadores pode ajudar a limitar as infecções quando a ventilação com janelas não é possível, de acordo com um estudo divulgado na terça-feira (13) pela gigante de pesquisas Riken e pela Universidade de Kobe.
Os pesquisadores usaram o supercomputador Fugaku para simular a emissão e o fluxo de partículas semelhantes às de vírus de pessoas infectadas em uma variedade de ambientes fechados.
Uma umidade do ar inferior a 30% resultou em mais do que o dobro da quantidade de partículas transmitidas pelo ar quando comparada a níveis de 60% ou mais, mostraram as simulações.
O estudo também indicou que escudos faciais transparentes não são tão eficientes quanto máscaras para evitar a disseminação de aerossóis.
Outras descobertas revelaram que frequentadores de restaurantes correm mais risco de pessoas ao lado do que daquelas na mesma mesa, e o número de cantores em corais deveria ser limitado e incluir distanciamento físico.
Entre especialista de saúde, é cada vez maior o consenso de que o vírus da Covid-19 pode se espalhar pelo ar.
O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos) revisou sua diretriz neste mês e disse que o patógeno pode permanecer no ar durante horas.
Foto: Reprodução/NIAID