Ter um sono de qualidade é principal pilar da saúde mental, aponta estudo

Acordar se sentindo revigorado é um dos sinais de que seu sono é de qualidade

 

Por Uol – Viva Bem

 

Não é de hoje que dormir bem é apontado como um dos principais pilares da saúde do nosso corpo, algo capaz de reduzir o estresse e o risco de problemas como diabetes, hipertensão e até infarto. E um novo estudo, publicado no periódico Frontiers in Psychology, concluiu que um sono de boa qualidade é o principal fator modificável capaz de garantir a boa saúde mental e bem-estar de jovens adultos.

Na pesquisa realizada na Universidade de Otago (Nova Zelândia) com 1.110 pessoas com idade entre 18 e 25 anos, aqueles que afirmaram ter um sono de boa qualidade apresentaram menos que a metade de sentimentos negativos/depressivos em uma semana do que quem declarou ter um sono de baixa qualidade, além de relatem ter mais sentimentos positivos no mesmo período.

Como saber se seu sono é de qualidade? Segundo os pesquisadores, acordar revigorado, sem cansaço, é um bom indicador de que suas noites de sono são reparadoras. E é importante ressaltar que a qualidade do sono não está necessariamente associada à quantidade de horas dormidas, o que segundo os cientistas ficou claro no trabalho científico.

“Apesar de ter horas de sono insuficiente (menos de oito, para os pesquisadores) e dormir demais (mais de 12 horas) também estar associado a uma maior quantidade de sintomas depressivos e baixo nível de saúde mental, a qualidade do sono foi significativamente mais importante para gerar sentimentos positivos e reduzir os sintomas depressivos do que a quantidade de horas dormidas”, afirmou a autora principal do estudo, Shay-Ruby Wickham.

Depois do sono de qualidade, os fatores mais importantes para a saúde mental foram a praticar regular de atividades físicas e o consumo regular de frutas, legumes e verduras. As pessoas que realizavam ao menos 30 minutos de exercício por dia e que comiam 4,8 porções de vegetais ao dia relataram ter menos sintomas depressivos e maior sensação de bem-estar do que as demais pessoas.

 

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Nova cepa do coronavírus pode ser mais capaz de infectar crianças

Avaliação é de grupo de cientistas que rastreiam a variação

 

Por Agência Brasil

 

Uma nova variante do coronavírus que está se espalhando rapidamente pelo Reino Unido tem mutações que podem significar que as crianças estão tão suscetíveis a serem infectadas com ela quanto os adultos, diferentemente de cepas anteriores, afirmaram cientistas nesta segunda-feira (21).

Cientistas do Grupo de Aconselhamento sobre Novas Ameaças de Vírus Respiratórios (Nervtag, na sigla em inglês), que estão rastreando a variação, disseram que a nova cepa se tornou rapidamente dominante no sul do Reino Unido, e que poderia em breve fazer o mesmo no resto do país.

“Agora temos um grau alto de confiança no fato de que essa variedade tem uma vantagem de transmissão em relação a outras variedades que estão atualmente no Reino Unido”, disse Peter Horby, professor de doenças infecciosas emergentes na Universidade de Oxford e diretor do grupo.

Neil Ferguson, professor e epidemiologista de doenças infecciosas do Imperial College de Londres e também membro do grupo de aconselhamento, afirmou que “há uma indicação de que há uma maior propensão para a infecção de crianças”.

“Ainda não estabelecemos qualquer tipo de causalidade sobre isso, mas podemos enxergar isso nos dados”, disse Ferguson. “Vamos precisar reunir mais dados para ver como essa nova cepa se comporta daqui em diante”.

O surgimento da nova variante mutada de Sars-CoV-2, que segundo os cientistas é até 70% mais transmissível do que cepas anteriores detectadas no Reino Unido, levou alguns países a fecharem suas fronteiras com o Reino Unido e colocou grandes áreas do território britânico sob restrições severas durante o período natalino.

 

Foto: Reuters