Arthur Lira participa de almoço promovido pela Frente Parlamentar da Medicina em conjunto com a Anadem

Candidato do Progressistas à presidência da Câmara dos Deputados se reuniu com mais de 30 parlamentares apoiadores no NAU Frutos do Mar, em Brasília

ANDREW SIMEK

Brasília, 28 de janeiro de 2021 – Na próxima segunda-feira (1º), 513 parlamentares irão eleger o próximo presidente da Câmara dos Deputados. Arthur Lira (PP/AL), segundo informações de especialistas, é o mais cotado para assumir o cargo. Com o objetivo de pautar demandas dos profissionais da área da saúde, a Frente Parlamentar Mista da Medicina (FPMed) promoveu, com o patrocínio da Anadem, um almoço com o candidato nesta quinta-feira (28), no NAU Frutos do Mar.

Mais de 30 autoridades que apoiam a candidatura de Lira estavam no evento e falaram sobre as perspectivas do futuro e também sobre as necessidades de médicos, enfermeiros e técnicos que se mostraram urgentes nos últimos meses com o avanço da pandemia da covid-19.

Foto: Andrew Simek

“Ainda nos vemos em momentos de alerta total para o período pandêmico. Precisamos garantir rápida implementação do Plano Nacional de Vacinação que possibilite a imunização de todos os brasileiros. Juntos venceremos esse mal que nos assola”, disse o presidente da FPMed, deputado federal Hiran Gonçalves (PP/RR).

O presidente da Anadem, por sua vez, agradeceu a participação e o empenho de todos, principalmente do candidato à presidência, que mesmo com a agenda lotada, reservou um período do dia para dar atenção às demandas da classe médica. “Certamente, será um novo tempo para a medicina brasileira”, finalizou Raul Canal.

 

 

 

 

Pessoas com esquizofrenia têm 3 vezes mais risco de morrer por Covid-19

Estudo mostra que o distúrbio mental é o segundo fator de risco mais perigoso em casos de infecção pelo Sars-CoV-2, ficando atrás apenas da idade

Por Galileu

Um estudo liderado por pesquisadores da Escola de Medicina Grossman da Universidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, mostra que pessoas com esquizofrenia, um transtorno mental que afeta o humor e a percepção da realidade, têm quase três vezes mais risco de morrer por Covid-19 do que aquelas sem a distúrbio psiquiátrico.

Isso torna o problema o segundo fator de risco mais perigoso em casos de Covid-19, logo após a idade. Sexo masculino, doenças cardíacas e raça foram classificadas em seguida, depois da esquizofrenia. A pesquisa foi publicada na útlima quarta-feira (27) na revista JAMA Psychiatry.

“Com este novo entendimento, os provedores de saúde podem priorizar melhor a distribuição de vacinas, testes e cuidados médicos para este grupo”, afirma, em nota, Katlyn Nemani, que participou da pesquisa.

O estudo também mostrou que pessoas com outros problemas de saúde mental, como transtornos de humor ou ansiedade, não apresentam risco aumentado de morte por infecção por novo coronavírus. Todavia, ele levanta a possibilidade sobre haver algo na biologia da esquizofrenia que está tornando aqueles que a têm mais vulneráveis ​​à Covid-19 e outras infecções virais. Uma explicação provável é um distúrbio do sistema imunológico, possivelmente ligado à genética, diz Nemani.

Para a investigação, a equipe de pesquisa analisou 7.348 registros de pacientes que trataram a Covid-19 no auge da pandemia em alguns hospitais de Nova Iorque e Long Island entre 3 de março e 31 de maio de 2020. Desses casos, eles identificaram 14% com diagnóstico de esquizofrenia, transtornos de humor ou ansiedade. Em seguida, os pesquisadores calcularam as taxas de mortalidade de pacientes em até 45 dias após o teste positivo para o vírus.

“Agora que temos uma melhor compreensão da doença, podemos examinar mais profundamente quais, se houver, problemas do sistema imunológico podem contribuir para as altas taxas de mortalidade observadas nesses pacientes com esquizofrenia”, diz o autor sênior do estudo Donald Goff.

Foto: Two Dreamers/Pexels

Mortes por doenças cardiovasculares crescem até 132% na pandemia

De acordo com um estudo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Hospital Alberto Urquiza Wanderley e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o número de mortes por doenças cardiovasculares cresceu até 132% no Brasil durante a pandemia.

Por CNN Brasil

Sob o critério de avaliar algumas das cidades mais afetadas pela Covid-19 no início da pandemia, a pesquisa se concentrou em seis capitais: Manaus (AM), Belém (PA), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Recife (PE) e Fortaleza (CE).

Na comparação entre março e maio de 2019 e o mesmo período de 2020, as mortes por doenças cardiovasculares não especificadas, infartos e AVCs (Acidentes Vasculares Cerebrais) chegaram a aumentar em 132% em Manaus, 126% em Belém, 87% em Fortaleza, 71% em Recife, 38% no Rio de Janeiro e 31% em São Paulo.

As doenças do sistema cardiovascular já figuravam entre as principais causas de mortes em todo o mundo. De acordo com o relatório anual GBD (Global Burden of Desease — em português, Carga de Doenças Global), divulgado pela revista científica The Lancet, a hipertensão foi a enfermidade que mais matou no mundo em 2019, sendo a causa da morte de cerca de 10,8 milhões de pessoas.

Os cardiopatas, além de já terem um quadro sensível, também estão no grupo de maior risco da Covid-19. Formas graves da doença causada pelo novo coronavírus podem comprometer ainda mais o sistema cardiovascular.

“Houve momento em que 50% dos óbitos de vítimas da Covid-19 ocorriam por problemas cardiovasculares”, disse a cardiologista intensivista da Rede D’Or de hospitais e coordenadora da UTI Cardio-Covid do Instituto Central do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Ludmilla Hajjar em nota à imprensa da Rede D’Or.

Outro fator de preocupação é o agravamento de problemas como a diabetes e a hipertensão durante o isolamento social.

Segundo os autores do estudo, grande parte do problema surge também da diminuição da frequência do acompanhamento de doenças durante a pandemia. Muitos pacientes deixaram de procurar hospitais, fazer exames, consultas e até mesmo cirurgias por conta do medo do contágio pela Covid-19.

O estudo aponta um aumento de mortes por doenças cardiovasculares não especificadas, que pode ter raiz na falta de um diagnóstico preciso.

Os dados da pesquisa foram recolhidos em registros da Arpen (Associação Nacional de Registradores de Pessoas Naturais).

Longe dos hospitais
Os médicos e especialistas defendem que o afastamento de pacientes do acompanhamento médico é uma das consequências mais graves da pandemia.

“A Covid tem diferentes efeitos: tem o efeito dela em si e o efeito que ela gera naquelas condições que não estão sendo tratadas adequadamente, pois os tratamentos estão sendo postergados”, disse Ary Ribeiro, CEO do Sabará Hospital Infantil e editor do Observatório da Anaph (Associação Nacional de Hospitais Privados).

O medo do contágio pela Covid-19 tem tirado pacientes dos consultórios, hospitais e laboratórios, levando ao desenvolvimento e evolução de condições antes desconhecidas, que ultimamente podem levar ao óbito.

“Devemos ter em mente que, a despeito da pandemia, temos alta prevalência na população de doenças crônicas não transmissíveis (doenças cardiovasculares, respiratórias, câncer e diabetes) além de outras como ortopédicas e neurológicas, que necessitam de tratamento. O atraso no tratamento pode, por exemplo, mudar o estadiamento de um câncer e implicar em um tratamento mais agressivo, com mudança de prognóstico e qualidade de vida para o paciente”, explica Antonio da Silva Bastos Neto, diretor-executivo médico do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, ao comentar a diminuição da realização de cirurgias eletivas na pandemia.

Os especialistas afirmam que os hospitais e outros ambientes de cuidado médico criaram protocolos de segurança para evitar o contágio de pacientes pela Covid-19.

“É importante que os pacientes não posterguem os procedimentos que lhes forem recomendados e não deixem de procurar o atendimento quando precisam. O sistema precisa continuar funcionando e ele tem que se adaptar a essa convivência entre os fluxos da Covid e o restante. Os hospitais trabalharam muito nisso para garantir a segurança”, completou Ribeiro.

Foto: National Cancer Institute via UnSplash