Artigo apresentado em pós-graduação em Direito Médico da UCA é premiado em concurso do CFM
“Aspectos jurídicos aplicados às lesões neurológicas por posicionamento cirúrgico (LNPC): dano ‘IN RE IPSA’?”, de autoria do neurocirurgião Leandro Pretto Flores, destacou-se pela inovação na abordagem do tema
Brasília (DF), 4 de setembro de 2024 – Promovido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), o Concurso de Artigos e Banners do XI Congresso Brasileiro de Direito Médico premiou o neurocirurgião Leandro Pretto Flores, na categoria Artigos, pelo trabalho “Aspectos jurídicos aplicados às lesões neurológicas por posicionamento cirúrgico (lNPC): dano ‘IN RE IPSA’?”. Flores desenvolveu o artigo para a pós-graduação em Direito Médico e Odontológico da Universidade Corporativa Anadem (UCA). O texto focou na análise jurídica do tema e teve destaque pela inovação.
O Concurso recebeu trabalhos que abordaram temas relacionados aos direitos dos pacientes com autismo, saúde mental e novas medidas judiciais, uso de drogas e suas implicações legais, judicialização da saúde, ato médico, Biodireito, Bioética, saúde como direito de todos, carreira e ensino médico, doenças raras, ética geral e ética médica. Evento é voltado para médicos e advogados, nas áreas da medicina, saúde, direito e justiça.
PÓS-GRADUAÇÃO EM DIREITO MÉDICO E ODONTOLÓGICO
Aluno da UCA, o Dr. Leandro Pretto Flores reconheceu a importância do curso para a realização e a premiação do trabalho.
As aulas têm o objetivo de capacitar juristas e profissionais de saúde para atuarem na área do Direito Médico e Odontológico, tanto na defesa dos profissionais quanto na representação dos interesses dos pacientes; ou na representação dos interesses coletivos ou difusos (MP); ou no julgamento de processos administrativos, éticos e judiciais.
O curso é dividido em quatro núcleos de conhecimento: Fundamentos do Direito e Ética Médica e Odontológica; Aspectos Legais e Regulatórios na Prática Médica e Odontológica; Responsabilidade Civil e Penal Médica e Odontológica; e Inovação e Evoluções Legais na Área da Saúde.
Entre 2018 e 2023, a Universidade Corporativa Anadem contribuiu significativamente para o acervo técnico-científico da área jurídica, com a produção de 67 artigos científicos, por meio do curso.
“O recente prêmio recebido pelo Dr. Leandro Flores, um de nossos ilustres alunos, é um reconhecimento do comprometimento contínuo da UCA com a qualidade e a inovação. Além de enaltecer o trabalho excepcional na área do Direito Médico e Odontológico, reforça ainda mais o compromisso assumido com nossos clientes e associados da Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética), garantindo que estamos sempre à frente, oferecendo o melhor em formação e desenvolvimento profissional”, comenta José Antonio Ramalho, diretor Pedagógico da UCA.
UNIVERSIDADE CORPORATIVA ANADEM
A proposta pedagógica da UCA está em conformidade com os pilares da Unesco (Saber Conhecer, Saber Fazer, Saber Ser e Saber Conviver), refletindo seu compromisso com a educação de qualidade, a formação ética e a promoção do aprendizado ao longo da vida.
Estudo revela estratégia para matar células de câncer de mama
Segundo pesquisadores, abordagem foi bem-sucedida, matando células cancerígenas e reduzindo o tumor em camundongos e tecidos derivados de humanos
Por CNN Brasil
Pesquisadores descobriram como matar células causadoras do câncer de mama ao deixá-las sem nutriente essencial para sua sobrevivência. A descoberta foi publicada no final de agosto na revista científica Nature Metabolism e, segundo estudo, resultou no encolhimento dos tumores em camundongos e em tecidos derivados de pacientes humanos.
As células cancerígenas se alimentam de nutrientes fundamentais para sua sobrevivência e crescimento, como a glutamina, um aminoácido encontrado em alimentos como carne, peixe, ovos, leguminosas e alguns vegetais.
Estudos anteriores mostraram que privar essas células de glutamina ou impedir sua conversão em metabólitos pode interromper o crescimento das células em laboratório. No entanto, ensaios clínicos mais recentes, realizados em pacientes com câncer de mama que receberam um medicamento que interrompeu o fornecimento de glutaminas às células cancerígenas, descobriram que elas são capazes de se adaptar e encontrar uma nova maneira de viver sem o aminoácido.
Pesquisadores do Cold Spring Harbor Laboratory (CSHL), localizado em Nova York, nos Estados Unidos, observaram que as células cancerígenas se adaptam à privação de glutamina ao ativar um caminho que gera um metabólito chamado alfa-cetoglutarato, derivado da glutamina. Isso permitiu que elas continuassem produzindo energia e aumentando de tamanho.
“Isso nos fez pensar, poderíamos explorar isso para terapia de câncer?” Michael Lukey, professor assistente do CSHL, relembra, em comunicado à imprensa. “Poderíamos mirar o metabolismo da glutamina? Sabemos que as células se adaptam a isso. Então, poderíamos mirar simultaneamente sua resposta adaptativa inibindo a via?”
Foi, então, o que os pesquisadores fizeram. Ao invés de focar em interromper o fornecimento de glutamina às células, eles focaram em inibir as vias metabólicas que as ajudam a se adaptar à falta do aminoácido. Segundo o estudo, a abordagem foi bem-sucedida, matando células de câncer de mama em placas de laboratório, que continham tecidos derivados de pacientes humanos, e em camundongos.
De acordo com os pesquisadores, os tumores pararam de crescer e, até mesmo, encolheram a partir da nova abordagem. Os animais permaneceram saudáveis.
Agora, os inibidores de ambas as vias metabólicas — tanto da glutamina, quanto do processo de adaptação das células — estão sendo analisadas em estudos adicionais. Lukey observa que essas vias podem ser especialmente importantes para a metástase do câncer de mama para diferentes tecidos, incluindo alguns que são muito difíceis de tratar.
“Metástases cerebrais em particular não têm nenhuma terapia eficaz”, explica Lukey. O pesquisador espera que a terapia combinada desenvolvida em seu laboratório possa, em última análise, melhorar a eficácia dos inibidores do metabolismo de glutamina na clínica. Isso pode significar novos tratamentos eficazes que visem os vícios metabólicos do câncer.
Foto: Pixabay