Arquivo de Notícias - Anadem

Outubro Rosa: Anadem promove palestra sobre saúde feminina para colaboradoras

Encontro contou com a participação da ginecologista Dra. Isabella Naves e abordou a importância da prevenção, do autocuidado e da atenção à saúde da mulher

Em celebração ao Outubro Rosa, a Anadem promoveu, na tarde desta sexta-feira (30), uma palestra de conscientização sobre a saúde feminina. O encontro foi direcionado às colaboradoras e contou com a palestra da médica ginecologista Dra. Isabella Naves.

Durante a palestra, foram abordados temas relacionados à prevenção de doenças, à importância dos exames periódicos e aos cuidados com a saúde da mulher. A iniciativa também proporcionou um espaço para esclarecimento de dúvidas e compartilhamento de informações sobre a atenção à saúde feminina.

A ação integra as atividades de conscientização promovidas pela Anadem e reforça a importância de ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos de prevenção e autocuidado, especialmente durante o Outubro Rosa, campanha nacional dedicada à conscientização sobre o câncer de mama e ao diagnóstico precoce.

Após o bate-papo, as colaboradoras participaram de um coffee break especial, preparado para complementar a programação.

Anadem conclui nova etapa de avaliação dos sistemas de gestão

Auditoria interna contemplou as certificações ISO 9001:2015, ISO 37001 e ISO 37301, com foco em qualidade, antissuborno e compliance; avaliação externa está prevista para 17 e 18 de novembro

A Anadem realizou, nesta quarta-feira (28), a reunião de encerramento da auditoria interna relacionada às normas ISO 9001:2015, voltada à gestão da qualidade; ISO 37001, direcionada ao sistema de gestão antissuborno; e ISO 37301, dedicada ao sistema de gestão de compliance. O encontro foi conduzido pelos auditores Rita Reche e Dhyeisson Tiago Rodrigues, responsáveis pela apresentação dos resultados e dos principais pontos observados ao longo do processo.

A avaliação contemplou diferentes setores da instituição e analisou aspectos relacionados aos processos internos, controles, gestão da qualidade, integridade e aplicação das diretrizes de compliance nas rotinas de trabalho.

Durante a reunião, também foram destacados o envolvimento das equipes e a importância da manutenção de práticas alinhadas aos procedimentos institucionais, como parte do processo contínuo de acompanhamento e aprimoramento dos sistemas de gestão.

Para a vice-presidente da Anadem, Paloma Furtado, o engajamento dos colaboradores é essencial para a consolidação dessas práticas. “A qualidade e o compliance dependem do envolvimento de toda a instituição. Quando cada equipe compreende seu papel e incorpora essas diretrizes à rotina, fortalecemos nossos processos, ampliamos a integração entre as áreas e avançamos de forma consistente na construção de uma cultura organizacional cada vez mais sólida”, afirma.

Próxima etapa

A auditoria interna integra a preparação da Anadem para a auditoria externa, prevista para os dias 17 e 18 de novembro. A avaliação dará continuidade ao acompanhamento dos sistemas de gestão da qualidade, antissuborno e de compliance adotados pela instituição.

A Anadem mantém um trabalho contínuo de aperfeiçoamento de processos, controles e mecanismos de governança, com foco na qualidade, na integridade e na melhoria contínua.

Como o prontuário médico pode ser um dos principais aliados na defesa jurídica

O prontuário médico como defesa jurídica é um tema essencial para profissionais de saúde que desejam documentar adequadamente sua atuação e reduzir vulnerabilidades legais. Mais do que reunir informações sobre a saúde do paciente, esse documento registra as decisões clínicas, a evolução do quadro e as orientações fornecidas durante o atendimento.

Em situações de questionamento sobre uma conduta médica, o prontuário pode ajudar a esclarecer o que aconteceu, quais informações estavam disponíveis e por que determinada decisão foi tomada. Por isso, a qualidade, a clareza e a consistência dos registros podem ser determinantes para a análise de uma possível reclamação ética ou ação judicial.

Neste artigo, você vai entender como elaborar registros mais consistentes, quais informações merecem atenção e quais cuidados ajudam a fortalecer a segurança jurídica no exercício da medicina.

Por que o prontuário médico é importante para a defesa jurídica?

O prontuário médico permite reconstruir o histórico do atendimento com base em informações clínicas documentadas. Ele reúne dados sobre sintomas, hipóteses diagnósticas, exames, tratamentos, orientações e respostas do paciente às intervenções realizadas.

Em uma eventual disputa judicial, esses registros podem auxiliar a análise da conduta profissional. A documentação permite avaliar se o médico investigou as queixas, considerou os elementos clínicos disponíveis e adotou medidas compatíveis com as circunstâncias do caso.

Além disso, o prontuário contribui para a continuidade da assistência. Outros profissionais podem consultar o histórico e compreender as decisões anteriores. Dessa forma, o documento beneficia tanto a segurança do paciente quanto a organização do trabalho médico.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) reconhece a importância desse registro no exercício profissional. O Código de Ética Médica (CEM) exige a elaboração de prontuário legível para cada paciente, com informações clínicas necessárias à condução do caso.

É importante lembrar que um prontuário bem elaborado não garante a ausência de responsabilização. Entretanto, ele oferece elementos concretos para avaliar a assistência prestada e esclarecer os fundamentos das decisões clínicas.

Quais informações devem constar no prontuário médico?

Um prontuário médico consistente precisa retratar o atendimento com clareza, coerência e precisão. Os registros devem permitir que outro profissional compreenda o quadro clínico e acompanhe a evolução do paciente.

O documento deve conter os dados clínicos necessários à boa condução do caso. Cada avaliação também precisa apresentar data, hora, assinatura e número de registro do médico no Conselho Regional de Medicina (CRM).

Na prática, o conteúdo varia conforme a especialidade e a situação clínica. Ainda assim, alguns elementos merecem atenção:

Essas informações devem refletir o atendimento real. Portanto, o médico não deve preencher lacunas com suposições nem incluir dados que não correspondam ao que ocorreu.

Como registrar decisões clínicas e orientações ao paciente

A documentação das decisões clínicas merece atenção especial porque permite compreender o raciocínio adotado durante o atendimento. Não basta registrar apenas o procedimento realizado ou a medicação prescrita. O prontuário deve apresentar informações suficientes para contextualizar a conduta.

Quando o médico opta por determinada abordagem, por exemplo, pode registrar os achados que sustentaram a decisão e os fatores relevantes para a escolha. Se houver mudança de tratamento, também é importante documentar a evolução clínica e os motivos da alteração.

A comunicação com o paciente exige cuidado semelhante. O profissional deve registrar as orientações relevantes, sobretudo quando envolvem riscos, alternativas terapêuticas, limitações do tratamento ou necessidade de acompanhamento.

Consentimento informado e recusa de tratamento

O consentimento informado depende de uma comunicação adequada entre médico e paciente. O profissional precisa explicar as informações relevantes para a decisão, considerando as circunstâncias clínicas e a capacidade de compreensão do paciente.

Quando a situação exigir um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), a assinatura deve integrar um processo de informação e diálogo. O documento, isoladamente, não comprova que todas as dúvidas foram esclarecidas.

Da mesma forma, se o paciente recusar um procedimento ou tratamento, o médico deve documentar a situação com precisão. Sempre que pertinente, o registro deve contemplar as informações fornecidas, os riscos e as alternativas discutidas, a manifestação do paciente e as medidas adotadas diante da recusa.

Essa documentação ajuda a demonstrar como o profissional conduziu a comunicação. Além disso, permite compreender as circunstâncias que influenciaram a decisão clínica.

Quais erros no prontuário podem aumentar o risco jurídico?

Falhas na documentação podem dificultar a reconstrução do atendimento e gerar dúvidas sobre a assistência prestada. Mesmo quando a conduta clínica foi adequada, registros incompletos podem limitar os elementos disponíveis para sua avaliação. Entre os problemas que merecem atenção, destacam-se:

Por isso, o médico deve priorizar uma linguagem técnica, respeitosa e compreensível. O registro precisa descrever fatos clínicos relevantes, e não servir para justificar retrospectivamente uma conduta.

Se identificar uma omissão, o profissional deve seguir os procedimentos adequados para complementar o registro, preservando o histórico e a rastreabilidade. Nunca deve inventar informações, alterar datas ou reconstruir fatos como se tivessem sido documentados durante o atendimento.

Como manter um prontuário médico organizado e seguro?

A qualidade da documentação depende de uma rotina consistente. Não basta preencher o prontuário apenas quando surge um problema ou quando o atendimento exige um procedimento complexo.

O primeiro cuidado é realizar os registros durante o atendimento ou logo após sua conclusão, conforme a dinâmica assistencial. Essa prática reduz o risco de esquecimentos e favorece a precisão das informações.

Também vale adotar padrões de documentação que facilitem a leitura. Modelos estruturados podem ajudar, desde que permitam registrar particularidades clínicas e não estimulem o preenchimento automático de informações que não foram verificadas.

Nos prontuários eletrônicos, a proteção dos dados exige atenção adicional. O médico e a instituição devem observar os controles de acesso, a confidencialidade e os mecanismos que preservam a integridade dos registros. O uso de sistemas digitais não elimina a responsabilidade pela qualidade da documentação.

Outro ponto importante é a guarda do prontuário. O médico ou a instituição responsável pela assistência deve observar as regras aplicáveis à conservação e à proteção desse documento, que contém informações protegidas por sigilo profissional.

Além disso, o médico deve respeitar o direito do paciente de acessar o prontuário e obter cópia, observadas as exceções éticas e legais aplicáveis. A segurança documental, portanto, precisa caminhar junto com a transparência e a proteção da privacidade.

Como a documentação médica contribui para a prevenção de conflitos?

A prevenção de conflitos começa na relação entre médico e paciente. Uma comunicação clara, respeitosa e individualizada pode reduzir expectativas incompatíveis e facilitar a compreensão das decisões clínicas.

O prontuário complementa esse processo ao registrar as informações relevantes da assistência. Quando o paciente recebe orientações compreensíveis e o profissional documenta adequadamente a comunicação, fica mais fácil reconstruir o histórico em caso de divergências.

Entretanto, a documentação não substitui uma boa prática clínica. Um registro detalhado não corrige uma conduta inadequada, assim como a ausência de uma anotação não demonstra, por si só, que determinada ação deixou de ocorrer.

A avaliação de eventual responsabilidade depende do conjunto de circunstâncias, das evidências disponíveis e dos critérios jurídicos aplicáveis. Por isso, o prontuário deve refletir a assistência efetivamente prestada, sem assumir o papel de instrumento de defesa elaborado apenas depois de uma reclamação.

Como a Anadem pode contribuir para a segurança jurídica do médico?

A prevenção de riscos jurídicos envolve diferentes medidas, desde a qualidade da documentação até a compreensão das responsabilidades profissionais. Nesse contexto, contar com orientação especializada pode ajudar o médico a identificar vulnerabilidades e aprimorar suas práticas de proteção profissional.

A Anadem atua na defesa e na proteção dos profissionais da medicina, contando com uma rede nacional de escritórios de advocacia credenciados. Sua atuação se relaciona à importância de compreender os riscos da atividade médica e de adotar medidas preventivas compatíveis com as exigências éticas e jurídicas da profissão.

Anadem reforça cultura de integridade com treinamento sobre compliance e ISO 37301

Capacitação reuniu colaboradores para discutir prevenção de riscos, controles internos, canal de denúncias e responsabilidades na promoção da conformidade institucional

A Anadem realizou, nesta segunda-feira (26), em seu Centro de Eventos, um treinamento interno voltado ao fortalecimento da cultura de integridade e à aplicação das diretrizes da ISO 37301, norma internacional dedicada aos sistemas de gestão de compliance.

A capacitação abordou os princípios da conformidade, a identificação e o gerenciamento de riscos, os controles internos e o papel de líderes e colaboradores na prevenção de situações que possam comprometer os padrões institucionais.

Também foram discutidos o funcionamento do canal de denúncias, o tratamento de relatos de possíveis irregularidades e os mecanismos de monitoramento e melhoria contínua, importantes para avaliar a efetividade das práticas adotadas e aprimorar os processos internos.

Ao promover a iniciativa, a Anadem reforça que o compliance faz parte da rotina de toda a organização e depende do envolvimento das equipes, da observância das normas e da adoção de condutas alinhadas aos princípios de ética, responsabilidade e integridade.

Anadem envia ao presidente reeleito 10 propostas para a saúde

A Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética) enviou, nesta segunda-feira (26), uma carta aberta ao presidente reeleito da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com dez pautas consideradas prioritárias para o fortalecimento da assistência à saúde e a valorização dos profissionais da área. O documento é assinado pelo presidente da instituição, Raul Canal, e pelo diretor médico-científico, Erickson Blun.

As propostas foram elaboradas com base na experiência institucional da Anadem e em dados de órgãos públicos, conselhos profissionais e instituições de pesquisa. Entre os principais pontos estão a criação de políticas nacionais de combate à violência e de atenção à saúde mental dos profissionais da área, além de medidas relacionadas à remuneração e à segurança no exercício profissional.

A carta também defende a atualização do piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas, o reajuste anual do piso da enfermagem, a instituição de um piso nacional para biomédicos e a recomposição das bolsas de residência médica.

Carreira, formação e pesquisa

Outro eixo trata da estrutura do sistema de saúde. A Anadem propõe a criação de uma carreira no Sistema Único de Saúde (SUS), com mecanismos de progressão e incentivos para atuação em regiões de difícil provimento, além de parâmetros que ampliem a segurança dos vínculos profissionais.

Na área de ensino, a entidade defende critérios rigorosos para a expansão dos cursos de medicina, com atenção à infraestrutura, aos campos de prática e à qualidade da formação. O documento também destaca o papel do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) no acompanhamento da qualidade do ensino médico.

A décima proposta é voltada ao incentivo ao ensino e à pesquisa em medicina regenerativa, com estímulo à produção científica, à formação de pesquisadores e ao desenvolvimento de novas terapias com base em evidências científicas e na segurança dos pacientes.

Para Raul Canal, a carta busca contribuir de forma propositiva para a formulação de políticas públicas. “Os desafios enfrentados por quem atua na saúde exigem respostas coordenadas e de longo prazo. Ao reunir essas pautas, queremos colocar a experiência técnica e institucional da Anadem à disposição do governo e contribuir para medidas que fortaleçam tanto os profissionais quanto a assistência prestada à população”, afirma.

Segundo Erickson Blun, a realidade enfrentada pelos trabalhadores da área repercute diretamente na qualidade do atendimento. “Formação adequada, saúde mental, segurança e valorização profissional são fatores diretamente relacionados ao atendimento e à proteção dos pacientes. Essas questões precisam ser tratadas de forma integrada nas políticas públicas”, destaca.

Clique aqui e baixe o documento.

Anadem promove treinamento sobre segurança da informação e conscientização digital

Capacitação orientou lideranças da instituição sobre prevenção de ameaças digitais, identificação de tentativas de phishing e boas práticas para proteção de dados

A Anadem realizou, nesta quinta-feira (22), um treinamento sobre segurança da informação e conscientização digital, em seu Centro de Eventos, em Brasília. Conduzida por Eduardo Macieski, diretor de Tecnologia da Informação (TI) da instituição, a atividade foi direcionada às lideranças e abordou ameaças digitais, tentativas de phishing e práticas voltadas à redução de riscos no uso de sistemas e no tratamento de informações.

Durante a capacitação, foram apresentadas orientações para a prevenção de incidentes e reforçada a importância da participação de todos os colaboradores na proteção de dados e recursos tecnológicos. Macieski destacou que a segurança da informação não depende apenas da equipe de TI, mas também de condutas preventivas adotadas no cotidiano profissional.

Entre as recomendações estão não compartilhar logins e senhas, mesmo com colegas de trabalho ou pessoas que se identifiquem como integrantes do suporte técnico; desconfiar de mensagens que utilizem senso de urgência para induzir ações; bloquear a tela do computador ao se ausentar; e instalar apenas programas autorizados pela área de TI.

O treinamento também orientou que sistemas e acessos sejam utilizados exclusivamente para atividades relacionadas às atribuições profissionais de cada colaborador. Em caso de suspeita de fraude, mensagem maliciosa ou comportamento incomum nos sistemas, a recomendação é acionar a equipe de Tecnologia da Informação por meio do portal de suporte.

Prevenção de incidentes digitais

A capacitação também abordou os impactos financeiros e operacionais que podem ser provocados por incidentes de segurança. Entre as práticas utilizadas por criminosos está o phishing, técnica que busca obter informações confidenciais ou induzir usuários a realizar ações capazes de comprometer sistemas e dados.

As tentativas podem ocorrer por e-mail e outros canais de comunicação, geralmente por meio de mensagens que simulam solicitações legítimas ou exploram o senso de urgência para estimular cliques em links maliciosos e o compartilhamento de informações sensíveis.

Com a iniciativa, a Anadem reforça a importância da adoção de procedimentos seguros no ambiente corporativo e do envolvimento das lideranças na orientação das equipes, ampliando a conscientização sobre riscos digitais e fortalecendo a proteção das informações institucionais.

Justiça do Acre afasta responsabilidade de cirurgião plástico em ação por suposto erro médico

Perícia judicial concluiu que procedimentos seguiram técnica reconhecida e que alterações apontadas pela paciente eram compatíveis com fatores individuais; defesa foi conduzida por escritório credenciado à Anadem

Mais um médico cliente da Anadem conquistou uma decisão favorável na Justiça. Desta vez, a 1ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco (AC) julgou improcedente uma ação de indenização movida contra um cirurgião plástico, ao concluir que não houve falha na condução dos procedimentos cirúrgicos realizados na paciente. A decisão teve como principal fundamento a perícia médica judicial, que afastou a existência de imperícia, imprudência ou negligência por parte do profissional.

A ação foi movida por uma paciente submetida, em 2021, a mastopexia com implantes mamários, abdominoplastia e lipoaspiração com lipoenxertia. No processo, ela alegou que permaneceu com assimetrias e outras imperfeições estéticas após os procedimentos, atribuindo os resultados à atuação do profissional. Com base nesses argumentos, solicitou indenização por danos materiais, morais e estéticos.

A perícia médica judicial concluiu que os procedimentos possuíam indicação clínica adequada e foram executados conforme técnicas reconhecidas pela literatura médica. O laudo, elaborado por especialista nomeado pelo juízo, também atestou que o cirurgião possuía Registro de Qualificação de Especialista (RQE) e não identificou qualquer conduta incompatível com os padrões técnicos da especialidade.

A análise pericial também apontou que as alterações observadas eram compatíveis com características próprias da paciente, como histórico de obesidade, perda de peso, qualidade da pele, anatomia individual e evolução natural dos tecidos após cirurgias desse porte. O laudo destacou ainda que assimetrias residuais e a possibilidade de procedimentos revisionais constituem eventos conhecidos da cirurgia plástica e que esses riscos haviam sido previamente esclarecidos à paciente por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

Outro aspecto considerado pela Justiça foi a interrupção do acompanhamento pós-operatório pela paciente. Conforme registrado na perícia, ela não deu prosseguimento ao seguimento clínico recomendado, circunstância que também foi levada em consideração na análise do nexo causal entre a conduta médica e os resultados alegados.

Ao proferir a sentença, a magistrada destacou que a responsabilização civil do médico depende da comprovação de culpa, dano e nexo de causalidade. Com base na prova pericial produzida nos autos, concluiu que não havia elementos capazes de demonstrar falha na prestação da assistência nem vínculo entre a atuação do profissional e os prejuízos alegados pela autora.

A defesa do cirurgião plástico foi conduzida por escritório de advocacia credenciado à Anadem, que prestou acompanhamento técnico e jurídico ao profissional durante toda a tramitação do processo. Ao final, a Justiça julgou improcedente todos os pedidos formulados pela autora.

A sentença também condenou a paciente ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, fixados em 10% sobre o valor atualizado da causa. A exigibilidade, no entanto, permaneceu suspensa em razão da concessão do benefício da justiça gratuita.

Inovação e tecnologia marcam debates da 3ª Jornada Brasiliense de Cirurgia Plástica

Promovido pela SBCP-DF, evento reuniu especialistas de todo o Brasil para discussões científicas e contou com o apoio e a participação da Anadem

A 3ª Jornada Brasiliense de Cirurgia Plástica reuniu especialistas de diferentes regiões do país para discutir avanços científicos, inovação e tecnologia na especialidade. Promovido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Distrito Federal (SBCP-DF), o encontro ocorreu de 8 a 10 de outubro, na Associação Médica de Brasília (AMBr), com o patrocínio da Anadem.

A programação contou com 20 mesas-redondas temáticas, além de apresentações de trabalhos científicos desenvolvidos por médicos residentes, um curso dedicado à cirurgia da face e um debate de encerramento sobre as perspectivas da cirurgia plástica.

A Anadem também participou do evento com um estande, que contou com a presença dos career protectors Rodrigo Pinho, Reinaldo Filho, Giselle Campos e Hiago Silva, além da advogada credenciada Joice Alves.

A participação integra a atuação da Anadem em eventos científicos promovidos por entidades médicas ao longo do ano, com apoio a iniciativas voltadas à atualização profissional, à inovação e à segurança na assistência à saúde.

Conselheiro jurídico e científico da Anadem lança livro sobre medicina defensável

Obra de Cassiano Oliveira apresenta cinco pilares para a gestão de riscos jurídicos e aborda documentação clínica, consentimento informado e prevenção de conflitos

O advogado Cassiano Oliveira, conselheiro jurídico e científico da Anadem, lançou recentemente o livro “Medicina Defensável: O sistema de gestão de risco jurídico para médicos e clínicas: os 5 pilares”. A publicação apresenta estratégias para a prevenção de conflitos na área da saúde, com orientações sobre documentação clínica, consentimento informado, conformidade regulatória e gestão de incidentes.

Especialista em Direito Médico e da Saúde, Cassiano analisa os impactos da judicialização sobre o exercício profissional e propõe uma distinção entre medicina defensiva e medicina defensável. Enquanto a primeira pode levar à solicitação excessiva de exames e procedimentos por receio de processos judiciais, a segunda prioriza a organização de registros e evidências capazes de demonstrar a adequação das condutas adotadas.

“É fundamental que o médico compreenda que a boa prática clínica precisa ser comprovável. A medicina defensável não pede ao profissional que altere suas condutas clínicas por receio de litígios, mas sim que organize seus registros, prontuários e termos de consentimento para demonstrar em juízo o cumprimento da sua obrigação de meio”, afirma Oliveira.

Direcionado a médicos, cirurgiões-dentistas, gestores hospitalares e profissionais do Direito da Saúde, o livro reúne orientações para incorporar a gestão de riscos à rotina assistencial, sem comprometer a autonomia técnica dos profissionais. A publicação está disponível para venda na Amazon.

Anadem promove integração entre setores com foco na excelência da experiência do cliente

Iniciativa promoveu troca de informações entre departamentos, revisão de processos e definição de ações conjuntas para os próximos três meses

Colaboradores da Anadem participaram, nesta terça-feira (6), de um encontro voltado ao alinhamento entre os diferentes setores da instituição e à melhoria da experiência do cliente. Realizada no Centro de Eventos da Anadem, a programação apresentou os processos de trabalho de cada departamento e os impactos dos fluxos internos ao longo da jornada de atendimento.

Dividido em blocos, o encontro contou com apresentações dos gestores sobre rotinas, responsabilidades, estratégias e indicadores de suas respectivas áreas. A partir das exposições, foram identificados os principais pontos de interface entre os departamentos e realizada uma oficina para analisar a jornada do cliente e possíveis falhas nos processos.

A programação resultou na definição de acordos de trabalho, prioridades comuns e ações práticas para os próximos três meses. O encontro também contou com uma mensagem do presidente da Anadem, Raul Canal, sobre a importância da qualidade no atendimento e foi encerrado com um happy hour em comemoração aos 28 anos da instituição.

Para Canal, conhecer o funcionamento das diferentes áreas contribui para que cada profissional compreenda seu papel no atendimento prestado pela Anadem. “Encontros como esse permitem que os colaboradores tenham uma visão completa de todo o trabalho que realizamos dentro da Anadem e entendam os impactos de suas atividades na experiência final do cliente. Essa colaboração também contribui para a motivação e a produtividade”, afirma.