Congresso de Ginecologia e Obstetrícia destaca inovações da especialidade e conta com presença da Anadem
49º Congresso da SGORJ apresentou palestras e conferências, além de cursos teóricos e práticos, na capital fluminense
Rio de Janeiro (RJ), 15 de setembro de 2025 – Promovido pela Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio de Janeiro (SGORJ), o 49º congresso da especialidade reuniu, até o último sábado (13), profissionais de todo o país para debater novidades e tendências. O evento teve início na quinta-feira (11) e aconteceu no Hotel Windsor Barra, na Barra da Tijuca.
“Ginecologia endócrina na prática”, “Papel da Inteligência Artificial (IA) na medicina” e “A mastologia nas diferentes fases hormonais” foram alguns dos temas tratados em cursos teóricos e práticos e palestras nos primeiros dois dias do encontro. No sábado, foram realizadas mesas redondas e conferências com palestrantes e debatedores de São Paulo e do Paraná.
Estiveram presentes no estande da Anadem o gerente Comercial Rodrigo Pinho, os representantes comerciais Luiz Fernando Ceglia, Jonatas Rodrigues, Thiago Del Guerso e Felipe Salles, além do conselheiro Jurídico e Científico Dr. Emanuel Alves.
Alto consumo de ultraprocessados pode aumentar em 41% o risco de câncer de pulmão
Pesquisa com mais de 100 mil pessoas indica associação entre o consumo desses alimentos e maior incidência de tumores, mesmo entre não fumantes
Por Veja/Agência Einstein
Uma dieta com grande presença de alimentos ultraprocessados pode estar diretamente ligada ao aumento do risco de câncer de pulmão. E o que aponta uma pesquisa da Universidade de Chongqing, na China, publicada na revista científica Thorax. O estudo acompanhou mais de 100 mil adultos nos Estados Unidos por 12 anos e revelou que, entre os participantes que mais consumiam esses produtos, a incidência da doença foi até 41% maior em comparação com os que ingeriam menos.
Para investigar a relação entre dieta e o surgimento de tumores, os pesquisadores recorreram aos dados do Prostate, Lung, Colorectal and Ovarian Cancer Screening Trial. Ao longo do estudo, foram registrados 1.700 casos de câncer de pulmão – 1.473 de carcinoma de não pequenas células e 233 de pequenas células. Mesmo após ajustes estatísticos para fatores como tabagismo e exposição a contaminantes, a associação entre alto consumo de ultraprocessados e risco da doença continuou significativa.
Entre os 25% de participantes que mais consumiam esse tipo de alimento, a probabilidade de desenvolver câncer de pulmão foi 41% maior em relação ao grupo que menos ingeria. O risco foi ainda mais elevado nos subtipos raros da doença: a incidência de carcinoma de pequenas células, normalmente ligado ao tabagismo, aumentou 44%, enquanto no carcinoma de não pequenas células a elevação foi de 37%.
“Embora o câncer de pulmão seja de fato muito associado ao tabagismo, não é apenas o uso de cigarro que leva ao aparecimento de tumores. Já sabemos que outros fatores como a exposição a poluentes e o histórico familiar levam a um grande risco, além de riscos associados aos hábitos de vida, como qs observados na qualidade da dieta”, explica o oncologista-clínico Gustavo Schvartsman, do Einstein Hospital Israelita.
O médico destaca que vários fatores podem explicar a relação encontrada no estudo. Alguns ingredientes dos ultraprocessados podem levar a inflamações sistêmicas crônicas que facilitam a formação de tumores. O estresse oxidativo e as alterações da microbiota intestinal também afetam o sistema imune, prejudicando as defesas do corpo mesmo em órgãos fora do trato digestivo, como o pulmão.
Schvartsman indica que algumas das substâncias presentes em alimentos ultraprocessados podem estar envolvidas neste processo tumoral. “Temos os nitratos e nitritos, especialmente nas carnes processadas, que podem causar cânceres no pulmão e o trato urinário. A acrilamida, presente nas batatas fritas de pacotinho, também pode causar cânceres diversos, incluindo o de pulmão, então não é a primeira vez que nos deparamos com a relação de ultraprocessados e câncer”, completa o oncologista.
Como os ultraprocessados causam câncer?
Os ultraprocessados são uma categoria de alimentos produzidos industrialmente com conservantes e aromatizantes e, muitas vezes, sem qualquer ingrediente de origem vegetal ou animal. O grupo inclui refrigerantes, embutidos, biscoitos, sopas prontas, salgadinhos, pratos congelados e outros.
Para o nutrólogo e nefrologista Rodrigo Costa Gonçalves, coq denador da terapia nutricional do Einstein Hospital Israelita de Goiânia, o estudo recente é mais uma associação consistente que reforça o alerta sobre os efeitos prejudiciais dos ultraprocessados.
“Há muitos fatores de risco diferentes quando pensamos em ultraprocessados e as relações com a formação de cânceres. Os aditivos alimentares podem levar a inflamações sistêmicas, além da presença de contaminantes, que podem se formar no aquecimento industrial ou na própria embalagem, usualmente plástica”, afirma.
Gonçalves complementa, porém, que as relações de risco devem ser averiguadas mais a fundo. “Nem todos os ultraprocessados são iguais. As carnes processadas, por exemplo, bacon, salsicha, presunto, estão mais associadas a câncer do que bebidas açucaradas, embora ambas tenham impacto negativo. Então, dentro desse grupo, precisamos entender quais podem ser os fatores de risco. Um aumento de risco de 41% é muito considerável, mas o estudo não nos permite afirmar uma causa e efeito de forma direta.
Gonçalves complementa, porém, que as relações de risco devem ser averiguadas mais a fundo. “Nem todos os ultraprocessados são iguais. As carnes processadas, por exemplo, bacon, salsicha, presunto, estão mais associadas a câncer do que bebidas açucaradas, embora ambas tenham impacto negativo. Então, dentro desse grupo, precisamos entender quais podem ser os fatores de risco. Um aumento de risco de 41% é muito considerável, mas o estudo não nos permite afirmar uma causa e efeito de forma direta. Ele mostra essa correlação perigosa que deve ser averiguada por novas pesquisas”, indica.
Para o médico, a pesquisa divulgada na Thorax reforça os alertas já feitos sobre o papel desses produtos em obesidade, doenças cardiovasculares e outros tipos de câncer. Assim como os autores da pesquisa, o nutrólogo defende que diminuir a presença de ultraprocessados no dia a dia pode ser uma medida de proteção contra o câncer, o que é reforçado pelos médicos.
O especialista diz que é possível reduzir de forma consistente o consumo de ultraprocessados no Brasil. “Isso deve ser encarado como uma questão de saúde pública, mas também individual e a melhor forma de fazer isso é com organização. Precisamos planejar nossas refeições para ter acesso a alimentos de qualidade também de forma prática, não só o almoço pré-pronto de micro-ondas”, afirma. Ele diz que é importante que a sociedade aprenda a cozinhar para descobrir sabores e texturas, o que ajuda a melhorar a alimentação. “Por Sim, é preciso estar de olho nos preços para comprar alimentos in natura de forma acessível”, conclui Gonçalves.
Foto: SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images
Brasileira desenvolve medicamento para reverter lesão medular
Proteína extraída da placenta é capaz de modular o comportamento das células e a organização tecidual
Por Correio Braziliense
Pesquisa conduzida por 25 anos pela professora Tatiana Coelho de Sampaio, chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular, do Instituto de Ciências Biomédicas, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), demonstrou que a proteína laminina, extraída da placenta, é capaz de modular o comportamento das células e a organização tecidual durante o desenvolvimento e a regeneração do sistema nervoso.
Durante a fase experimental do estudo, pacientes lesionados que receberam o medicamento inédito, chamado de polilaminina, recuperaram os movimentos, total ou parcialmente. A pesquisa agora aguarda a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a realização do estudo clínico regulatório mais amplo.
Tratamentos experimentais foram realizados em 10 pacientes. Entre os participantes da pesquisa estão um jovem de 31 anos (lesão por acidente de trânsito), uma mulher de 27 anos (lesão por queda), e um homem de 33 anos (lesão por arma de fogo).
O laboratório Cristália, que desenvolveu o medicamento junto com a professora Tatiana, aguarda agora autorização da Anvisa para iniciar a fase 1 dos estudos, que envolverá mais 5 pacientes. Essa etapa é necessária para o tratamento estar disponível nos hospitais brasileiros.
As lesões medulares interrompem a comunicação entre o cérebro e o corpo. A polilaminina, por sua vez, é uma proteína capaz de regenerar as células da medula, devolvendo parcial ou totalmente a mobilidade. Os efeitos mais expressivos são observados quando a aplicação ocorre em até 24 horas após o trauma, mas há benefícios também em lesões antigas. O tratamento exige apenas uma dose, seguida de fisioterapia para reabilitação.
Essa proteína é produzida naturalmente pel ocorpo no desenvolvimento do sistema nervoso e, conforme descoberto pela equipe da UFRJ, pode ser obtida da placenta humana. “É umaalternativa mais acessível e segura do que as células-tronco. Nossos estudos estão em estágio mais avançado, pois as células-tronco têm imprevisibilidade após a aplicação”, explica Tatiana.
Foto: Divulgação/Cristália
Justiça acolhe recurso em face de sentença que condenava cirurgião plástico cliente da Anadem
Brasília (DF), 11 de setembro de 2025 – O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) julgou improcedente uma ação que buscava a condenação de um cirurgião plástico cliente da Anadem. A autora do processo pediu indenização de R$ 124.958,07 por danos morais, estéticos e materiais após ter sido submetida a procedimentos estéticos de mastoplastia, abdominoplastia com lipoaspiração e blefaroplastia em 2018.
A paciente alegou que o resultado da cirurgia foi um fracasso e resultou em deformidades nos seios, cicatrizes infeccionadas e pálpebras caídas. Além disso, também afirmou que o médico não havia informado adequadamente sobre os riscos do procedimento.
A defesa do profissional de saúde, feita por um escritório credenciado à Anadem, alegou que ele informou a autora sobre os riscos da cirurgia e que ela assinou um “Termo de Autorização de Tratamento” na data do procedimento. Foi realizada, ainda, uma adequada cirurgia reparadora. Outro argumento apresentado foi que a paciente não seguiu corretamente as recomendações para o pós-operatório e que abandonou o tratamento ao realizar um terceiro procedimento com outro profissional em Brasília.
Em primeira instância, a Justiça julgou procedente a ação em favor da paciente e condenou o réu ao pagamento das indenizações e das custas processuais. Foi interposto recurso de apelação, sustentando que a sentença desconsiderou a prova pericial com conclusão de ausência de falha técnica.
Em sede de recurso, foi considerado o laudo que afirmou que o réu agiu de acordo com a literatura médica. Foi também reforçado que a autora realizou terceira cirurgia reparadora com outro profissional, o que configurou excludente de responsabilidade, visto que o réu prestou assistência e teria condições de solucionar as intercorrências, também de acordo com o laudo.
O relator reformou a sentença e julgou improcedentes os pedidos iniciais condenando a autora ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios.
Pela primeira vez, há mais crianças e jovens obesos do que desnutridos no mundo, aponta estudo da Unicef
A desnutrição e a obesidade são duas doenças distintas e graves. O relatório do Unicef, no entanto, destaca o Brasil como uma referência, e cita medidas inovadoras que servem de inspiração para outros países.
Por g1 Saúde
Pela primeira vez, há mais crianças e jovens obesos do que desnutridos no mundo, aponta um estudo lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) nesta quarta-feira (10). Em 2015, houve um ponto de virada e a obesidade passou a atingir 9,4% de crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos, enquanto a desnutrição afeta 9,2% desta população.
O relatório “Alimentando o Lucro: como os Ambientes Alimentares Estão Falhando com as Crianças” é baseado em informações fornecidas por mais de 190 países.
A desnutrição e a obesidade são duas doenças distintas e graves:
- A desnutrição atrasa o crescimento das crianças, compromete o desenvolvimento do cérebro, enfraquece a imunidade e, nos primeiros 1.000 dias de vida pode deixar marcas irreversíveis, segundo o relatório.
- E a obesidade infantil aumenta o risco de doenças crônicas, como diabetes, prejudica o bem-estar, afeta a autoestima e pode se estender para a vida adulta, com graves impactos na saúde e nos custos do sistema público.
A oficial de saúde nutrição do UNICEF no Brasil, Stephanie Amaral, vê um duplo desafio: vencer a fome e conter o avanço do excesso de peso. Ela destaca que o Brasil ter saído do mapa da fome recentemente foi uma notícia maravilhosa, mas não se deve sair da fome para comer qualquer coisa.
“Se a gente sai da fome e come qualquer coisa, e principalmente esses alimentos chamados de ultraprocessados, que são alimentos pobres em nutrientes, ricos em sódio, em gordura, em açúcares, a gente está saindo da fome, mas para um quadro de excesso de peso, de obesidade, de doenças crônicas não transmissíveis”, alerta.
No Brasil, o percentual de crianças e adolescentes obesos triplicou desde 2000 e o avanço está ligado à facilidade de acesso aos produtos ultraprocessados.
“São alimentos de baixo custo, praticidade, de alta durabilidade e que tem uma publicidade inclusive direcionada para a criança e adolescente muito importante. E isso define o que a população vai comer”, afirma Maria Edna de Melo, coordenadora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica.
O relatório do Unicef, no entanto, destaca o Brasil como uma referência. Entre as medidas inovadoras que servem de inspiração para outros países, estão:
- A rotulagem dos alimentos, que ajuda a identificar excesso de açúcar, gordura e sódio nos ultraprocessados
- A isenção fiscal de produtos in natura
- E o Programa Nacional de Alimentação Escolar
“Isso é muito importante, porque as crianças e adolescentes passam a maior parte do tempo nas escolas. E lá elas precisam ter acesso a uma alimentação saudável”, acrescenta Amaral.
Veja outros destaques do relatório:
- 5% das crianças com menos de 5 anos e 20% das crianças e jovens de 5 a 19 anos vivem com excesso de peso.
- Desde 2000, o número de crianças e adolescentes acima do peso dobrou (de 194 mi para 391 mi).
- Países de baixa e média renda já concentram 81% do excesso de peso global (eram 66% em 2000).
Alimentação não saudável:
- Mais da metade das crianças pequenas em países de baixa e média renda consome doces ou refrigerantes diariamente.
- Entre adolescentes, 60% consomem mais de um alimento ou bebida açucarada por dia.
Confira algumas recomendações do relatório:
- Proteger e incentivar a amamentação e alimentação complementar adequada.
- Restringir ultraprocessados (limitar marketing, rotulagem clara, impostos, reformulação).
- Ampliar a oferta de alimentos nutritivos locais e água potável.
- Criar barreiras contra a interferência da indústria em políticas públicas.
- Educação e mobilização social sobre riscos das dietas não saudáveis.
- Reforçar proteção social (transferência de renda, merenda escolar saudável).
- Incluir jovens na formulação de políticas.
- Fortalecer monitoramento e dados sobre nutrição e ambientes alimentares
Melo afirma ainda que não existe uma receita mágica e nem fácil para mudar essa tendência mundial de obesidade, inclusive nessa faixa etária.
“São medidas regulatórias que vão disponibilizar para a população aqueles alimentos que são mais saudáveis e que precisam ser consumidos e reduzir o acesso daqueles alimentos que não contribuem ou, pelo contrário, que levam prejuízos à saúde da população”, diz Melo.
Foto: Adobe Stock
Segunda edição do Fórum Brasileiro de Doenças Raras tem participação da Anadem
O diretor de Projetos Especiais, José Mauro, foi convidado para compor a mesa do evento realizado na Câmara dos Deputados
Brasília (DF), 10 de setembro de 2025 – A Anadem esteve presente, na terça-feira (9) e quarta-feira (10), no 2º Fórum Brasileiro de Doenças Raras e Negligenciadas, que ocorreu na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). O evento foi realizado pelo iDNA Saúde e teve apoio da Frente Parlamentar Mista da Inovação e Tecnologias em Saúde para Doenças Raras.
Na ocasião, a instituição foi representada pelo diretor de Projetos Especiais, José Mauro, que compôs a mesa do Fórum e acompanha as discussões técnicas. O encontro debateu os desafios e as soluções que estão sendo implementadas para os pacientes com doenças raras e negligenciadas no Brasil e no mundo.
Nesse sentido, o Fórum busca promover políticas para a implementação de medidas eficazes de prevenção, diagnóstico e tratamento. “Este evento pode identificar lacunas existentes no sistema de saúde, mobilizar recursos financeiros e humanos e desenvolver estratégias coordenadas para enfrentar o desafio das doenças raras e negligenciadas”, afirma a organização.
Participaram do evento empresas farmacêuticas e de biotecnologia, líderes, autoridades governamentais e reguladoras, grupos de defesa de pacientes, de investidores e de fornecedores.
Programação
Durante os dois dias de encontro, os participantes discutiram diversos temas relacionados à área, como integração federativa, protocolos e diretrizes terapêuticas, medicamentos incorporados e cuidado integral.
Houve, ainda, debate sobre boas práticas estaduais e perspectivas para políticas integradas, processos de avaliação de tecnologias em saúde, impactos de doenças não tratadas e pós-incorporação de tecnologias.


Anadem participa de encontros científicos em São Paulo e Belo Horizonte
Representantes comerciais e conselheiros jurídicos e científicos da maior rede de blindagem profissional do Brasil estiveram presentes em congressos de ortopedia regenerativa e cirurgia plástica
Brasília (DF), 8 de setembro de 2025 – A Anadem, maior rede de blindagem profissional do Brasil, esteve presente no 1° Congresso de Ortopedia Regenerativa e Terapia Celular, realizado nos últimos dias 5 e 6 pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT-SP). O objetivo do encontro, que ocorreu na capital paulista, foi debater temas da área e estratégias clínicas mais promissoras.
Na ocasião, representaram a Anadem, o Dr. Lucas Zanata (conselheiro Jurídico e Científico) e Carlos Tadeu Pagano (representante comercial), que conversaram sobre a blindagem profissional com os participantes do evento.
O congresso abordou os avanços, as aplicações clínicas e o impacto da medicina regenerativa na especialidade, assim como terapias celulares, biomateriais, engenharia tecidual e estratégias biotecnológicas como a associação de produtos.
29ª Jornada Mineira de Cirurgia Plástica
A maior rede de blindagem profissional do Brasil também marcou presença na 29ª Jornada Mineira de Cirurgia Plástica, realizada entre os dias 27 e 30 de agosto. O evento aconteceu em Belo Horizonte (MG).
Promovida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Minas (SBCP-MG), a Jornada reuniu médicos, residentes, acadêmicos e especialistas de diversas áreas, que debateram atualizações científicas, promovendo um intercâmbio de experiências e uma integração multidisciplinar.
Juliana Souza (representante comercial), André Rocha (colaborador interno do departamento Comercial), além do conselheiro Jurídico e Científico Dr. Cassiano Oliveira, estiveram presentes no estande da Anadem, informando os cirurgiões plásticos sobre a importância da proteção da carreira e de sua reputação.


A pista escondida no DNA que pode dar tempo a quem enfrenta um câncer cerebral
Anéis fora dos cromossomos surgem cedo e aceleram o glioblastoma; captá-los antes pode antecipar diagnóstico e orientar terapias personalizadas.
Por g1 Saúde
Um consórcio internacional de cientistas revelou que anéis de DNA que ficam fora dos cromossomos — conhecidos como DNA extracromossômico (ecDNA) — podem estar entre os primeiros motores do crescimento do glioblastoma, o tipo mais comum e agressivo de câncer cerebral em adultos.
O estudo, publicado nesta segunda-feira (8) na revista Cancer Discovery, indica que esses fragmentos de DNA “fora do lugar” aparecem já nas fases iniciais da doença e, em alguns casos, até antes da formação completa do tumor. A descoberta abre a possibilidade de desenvolver métodos de diagnóstico precoce e estratégias terapêuticas mais eficazes para um câncer que, hoje, tem sobrevida média de apenas 14 meses após o diagnóstico.
Câncer difícil de tratar
O glioblastoma é um dos maiores desafios da oncologia: cresce rapidamente, é altamente resistente a tratamentos e, apesar de décadas de pesquisa, pouco avançou em termos de cura ou aumento significativo da sobrevida dos pacientes.
Os anéis de ecDNA já vinham sendo associados a diversos tipos de câncer, mas seu papel exato ainda era um mistério. Por isso, em 2022, o Cancer Grand Challenges — iniciativa financiada pelo Cancer Research UK e pelo National Cancer Institute dos Estados Unidos — investiu R$ 130 milhões (US$ 25 milhões) no grupo internacional eDyNAmiC, que reúne especialistas em biologia do câncer, medicina, matemática e ciência da computação.
‘Escavação’ do tumor
Na nova pesquisa, a equipe analisou amostras de tumores de pacientes com glioblastoma combinando técnicas de sequenciamento genético, imagens avançadas e modelos computacionais de evolução celular.
“Estudamos os tumores como um arqueólogo: em vez de olhar para uma única amostra, investigamos diferentes áreas e simulamos milhões de cenários para entender como esses anéis de DNA surgem e se espalham”, explica Benjamin Werner, do Barts Cancer Institute, instituição da Queen Mary University de Londres.
O resultado mostrou que a maioria dos ecDNAs carregava o gene EGFR, um dos principais motores do câncer. Esse gene, quando presente nesses anéis, surgia muito cedo na evolução do tumor e, em seguida, acumulava mutações adicionais que o tornavam ainda mais agressivo e resistente a tratamentos.
Janela de oportunidade
Para os cientistas, esse momento inicial pode ser crucial. “Há uma janela de oportunidade entre o surgimento do ecDNA com EGFR e o aparecimento das variantes mais agressivas”, diz Magnus Haughey, pesquisador da Queen Mary e um dos autores do artigo.
Isso significa que, se houver um exame capaz de detectar esses anéis no sangue ou em outro fluido corporal, seria possível intervir antes que o glioblastoma atinja sua forma mais letal.
O estudo também mostrou que os anéis de ecDNA podem carregar mais de um gene cancerígeno ao mesmo tempo, influenciando de diferentes formas a evolução da doença e a resposta aos tratamentos. Isso reforça a ideia de terapias personalizadas, adaptadas ao perfil genético de cada tumor.
Próximos passos
A equipe pretende investigar agora como diferentes tratamentos afetam a quantidade e o tipo de ecDNA nos tumores, além de ampliar o estudo para outros tipos de câncer.
Segundo Charlie Swanton, do Francis Crick Institute, os resultados sugerem que o ecDNA não é apenas um “passageiro”, mas um condutor poderoso da doença.
“Entender quando e como esses anéis aparecem pode abrir caminho para um diagnóstico muito mais precoce e para intervenções antes que o câncer se torne resistente”, afirma.
Para Paul Mischel, professor de Patologia em Stanford, a descoberta pode mudar a forma de abordar o glioblastoma: “Se conseguirmos identificar esses anéis cedo, talvez seja possível tratar o tumor antes que ele se torne intratável.”
Diretor do programa Cancer Grand Challenges, David Scott destaca o caráter pioneiro do trabalho: “Essa é a ciência de fronteira que mostra o poder da colaboração internacional para enfrentar os maiores enigmas do câncer.”
Foto: Adobestock
Menos de 1% da população com indicação médica consegue realizar bariátrica
Por Medicina S/A
A obesidade é um problema de saúde pública no Brasil, com números alarmantes de adultos com excesso de peso e obesidade, incluindo casos de obesidade mórbida. Um relatório recente da World Obesity Federation aponta que 68% da população brasileira tem excesso de peso, 31% vive com obesidade e 37% com sobrepeso.
Para o tratamento da obesidade grave e doenças associadas a ela como hipertensão, diabetes, problemas nas articulações, apneia e outras, a cirurgia bariátrica é – comprovadamente – o procedimento mais eficaz e duradouro, disponível no SUS e cobertura dos planos de saúde.
No entanto, menos de 1% da população brasileira com indicação para o procedimento consegue ter acesso a cirurgia no país.
A SBCBM realizou levantamentos referentes ao número de pacientes operados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pelos planos de saúde – com dados da Agência Nacional de Saúde (ANS) – e sobre obesidade com o que consta no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN). O intuito é mapear a obesidade e sinalizar que é preciso celeridade no acesso à cirurgia bariátrica.
Segundo levantamento da SBCBM, entre 2020 e 2024, o Brasil realizou 291.731 mil cirurgias bariátricas, sendo 260.380 cirurgias, segundo dados da Agência Nacional de Saúde (ANS), através dos planos de saúde; e 31.351 procedimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 6.393 cirurgias bariátricas no Brasil de janeiro a junho, de acordo com as informações do Datasus. Pelos planos de saúde, a ANS informou que até 2024 foram 260.380 cirurgias bariátricas, em em 2025 foram realizados entre janeiro e maio 13.964 procedimentos ambulatoriais e hospitalares.
Os dados recentes mais completos, de 2024, analisados pelo SISVAN, monitoraram o estado nutricional de 27.417.074 pessoas. O levantamento de 2024 concluiu que o número de pessoas com obesidade mórbida ou índice de massa corporal (IMC) grau III, acima de 40 kg/m², atingiu 1.161.831 milhões de pessoas ou 4.63%; o número de pessoas com obesidade grau II somou 2.176.071 de pessoas ou 8.67% da população e com obesidade grau I atingiu 5.348.439, representando 21.31% da população.
A SBCBM também levantou os dados do Sisvan, mapeados de janeiro a maio de 2025 relacionados a distribuição da obesidade no Brasil e verificou que 60,7% da população tem obesidade leve (Grau I), 25,5% obesidade moderada (Grau II), 13,8% obesidade grave ou mórbida (Grau III), totalizando mais de 5 milhões de pessoas.
Novas regras para realizar a cirurgia e acesso
A SBCBM tem se reunido com o Ministério da Saúde para discutir alternativas para melhorar o cenário da cirurgia bariátrica no país. Recentemente o presidente da instituição, Juliano Canavarros, esteve na Câmara dos Deputados para esclarecer os políticos sobre o assunto.
A mobilização em torno do tratamento da obesidade também é um dos focos do Conselho Federal de Medicina (CFM), que estabeleceu a norma nº 2.429/25 com novas regras e parâmetros para a cirurgia bariátrica e metabólica em adultos e adolescentes. Com as novas regras, pacientes com Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 40, tendo ou não comorbidades, e pacientes com IMC acima de 35 e inferior a 40 com doenças associadas continuam sob os mesmos critérios para submissão à cirurgia.
Além do tratamento via SUS, a cirurgia bariátrica é coberta por planos de saúde, desde que o beneficiário atenda aos critérios estabelecidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A ANS define que a cirurgia bariátrica, assim como outros procedimentos listados em seu rol, deve ser coberta pelos planos de saúde após um período de carência de 180 dias. A ANS possui um mapeamento completo de 2025 e anos anteriores.
A cirurgia bariátrica é uma intervenção eficaz e segura – com índices de complicações menores do que uma cirurgia de vesícula , menos de 1% – para o tratamento da obesidade e suas comorbidades. Os benefícios incluem perda de peso de 20% a 40% de forma sustentada, remissão de doenças associadas e redução da mortalidade.
Campanhas de conscientização
A SBCBM lançou a campanha “Cirurgia Bariátrica: A Melhor Escolha” com o objetivo de informar e conscientizar sobre a cirurgia bariátrica como tratamento eficaz para a obesidade e suas comorbidades. A campanha destaca que a cirurgia é o tratamento mais eficaz e duradouro para pacientes com obesidade grave e doenças associadas, como diabetes e hipertensão, e que ela está disponível no SUS e coberta por planos de saúde.
Foto: reprodução – Medicina S/A
Anadem reúne representantes comerciais de todo o Brasil em segundo dia de seminários
O 28º Seminário Nacional contou com palestras sobre vendas e gerenciamento de crise de imagem, além da apresentação da nova marca da Anadem e de novos produtos
Brasília (DF), 4 de setembro de 2025 – A abertura do segundo dia do evento científico anual da Anadem foi realizada pelo CEO Marcelo Buz e pelo diretor Comercial Alexandre Lemos. Durante toda a tarde, representantes comerciais assistiram palestras do 28º Seminário Nacional, que, neste ano, aconteceu no Auditório do Brasília Imperial Hotel.
Ciclo da performance comercial, objeções que impulsionam o vendedor de alta performance, resultados do serviço de gerenciamento de crise de imagem da Anadem como forma de gerar valor de venda e marco legal dos seguros foram alguns assuntos abordados na primeira parte do seminário.
Após o coffee break, a palestra debateu o papel do advogado como aliado estratégico do crescimento comercial. Por fim, foram apresentados os novos produtos da maior rede de blindagem profissional do país, como o Anadem Prime (um banco exclusivo para profissionais de saúde), além da nova identidade visual da empresa, que se torna mais leve, moderna e focada em evolução.
O presidente da Anadem, Dr. Raul Canal, encerrou o 28º Seminário Nacional reforçando a importância do evento para o alinhamento de estratégias e para a troca de conhecimento, principalmente em um ano em que a empresa expandiu seu portfólio de produtos e de serviços.
“Estamos caminhando para o último dia do nosso encontro anual muito contentes com os resultados, que permitirão ainda mais sinergia entre colaboradores e parceiros, sempre visando a entregar a melhor blindagem de carreira, de patrimônio e de reputação aos profissionais de saúde brasileiros”, disse Canal.
Programação Cirurgia Segura
Amanhã (5), a semana de debates e palestras será concluída com o 6º Seminário Nacional Cirurgia Segura, ocasião em que serão apresentados o panorama atual das intercorrências cirúrgicas e os avanços na proteção cirúrgica no Brasil. Também serão discutidos casos reais, além do potencial do Cirurgia Segura, produto exclusivo criado pela Anadem há quase 10 anos.
27 anos da Anadem
Durante a noite de sexta-feira, será realizada a festa em comemoração aos 27 anos da maior rede de blindagem profissional do país, com premiações e entrega de medalhas a personalidades das áreas da saúde e do Direito Médico e Odontológico, além da posse do novo Conselho Jurídico e Científico da Anadem.


