Arquivo de Notícias - Página 12 de 451 - Anadem

Justiça julga improcedente ação contra clientes da Anadem que reivindicava indenização superior a R$ 180 mil

Defesa realizada por escritório credenciado à Anadem destacou correta execução das cirurgias e compatibilidade dos resultados com as técnicas utilizadas por meio de laudo pericial

Brasília (DF), 14 de agosto de 2025 – A Justiça do Paraná julgou improcedente a ação de responsabilidade civil movida por uma paciente contra dois médicos clientes da Anadem e uma clínica de cirurgia plástica em Curitiba (esta última não é cliente da Anadem). A autora alegava insatisfação com os resultados de três procedimentos estéticos realizados entre 2017 e 2019 e pedia indenização superior a R$ 180 mil.

A paciente foi submetida a uma cirurgia de lipoaspiração, de colocação de prótese mamária, de dermolipectomia abdominal e de enxerto glúteo. Ela pediu indenizações por danos morais, materiais e estéticos.

A defesa dos médicos, realizada por escritório credenciado à Anadem, negou qualquer falha e apresentou Termos de Consentimento Livre e Esclarecido assinados pela autora, o que comprovou a orientação adequada sobre os riscos e que a boa técnica e a conduta foram excludentes de responsabilidade. O laudo pericial confirmou que as técnicas empregadas foram corretas, os resultados estavam dentro do esperado e não houve erro médico.

A juíza da 19ª Vara Cível de Curitiba julgou improcedente a ação e concluiu que não houve falha na prestação dos serviços, nem culpa dos profissionais. A autora foi condenada ao pagamento das custas e honorários advocatícios, com base no valor da causa, de R$ 186.845,00.

Anadem: the largest professional shielding network in Brazil

With 26 years of experience, Anadem S.A. has established itself as a national reference in professional shielding, offering comprehensive solutions for legal — through a network of accredited law firms across Brazil — patrimonial, and reputational protection to healthcare professionals. As a pioneer in integrating legal strategies with crisis management, Anadem combines expertise, technology, and nationwide reach to ensure safety and peace of mind for its clients.

The company holds the certifications ABNT NBR ISO 9001:2015, which attests to its Quality Management System; ABNT NBR ISO 37001:2017, which establishes the guidelines for its Anti-Bribery Management System; and ABNT NBR ISO 27001:2013, which guarantees information security in its processes, in addition to the Great Place To Work (GPTW) seal, recognizing its commitment to excellence, ethics, and the development of a healthy work environment.

Specialized legal protection ensures swift and effective assistance in cases involving investigations or complaints related to alleged medical or dental malpractice.

Clients also benefit from a collective professional civil liability insurance policy contracted with CHUBB Seguros Brasil S.A., with coverage limits up to R$1 million, enhancing protection in litigation situations. Moreover, Anadem offers a permanent legal on-call service, strategic support for image crisis management, remuneration for experts and technical assistants, and injunctions whenever necessary.

The company maintains partnerships and agreements with regional councils, medical societies, and specialty associations throughout the country, strengthening its presence and service capacity.

International Partnerships and Promotion of Science

Beyond its operations in Brazil, Anadem maintains strategic alliances with international institutions, supporting initiatives in scientific education and innovation. Highlights include its participation in programs coordinated by the International Space Academy and the Brazilian laboratory R-Crio Stem Cells, which connect students and researchers from various countries in biotechnology and regenerative medicine projects. Experiments are conducted at the Kennedy Space Center, Nasa’s facility in Florida, including studies with stem cells in zero gravity, reinforcing Anadem’s commitment to scientific advancement and the global development of the healthcare sector.

Anadem: a maior rede de blindagem profissional do Brasil

Com 26 anos de atuação, a Anadem S.A. consolidou-se como referência nacional em blindagem profissional, oferecendo soluções completas de proteção jurídica – por meio de escritórios de advocacia credenciados em todo o Brasil –, patrimonial e reputacional para profissionais da saúde. Pioneira na integração de estratégias jurídicas e gerenciamento de crises, a Anadem combina experiência, tecnologia e capilaridade nacional para garantir segurança e tranquilidade aos seus clientes.

A empresa possui as certificações ABNT NBR ISO 9001:2015, que atesta seu Sistema de Gestão de Qualidade; ABNT NBR ISO 37001:2017, que estabelece as diretrizes do Sistema de Gestão Antissuborno; e ABNT NBR ISO 27001:2013, que garante a segurança da informação em seus processos, além do selo GPTW (Great Place To Work), reconhecendo seu compromisso com a excelência, a ética e o desenvolvimento de um ambiente de trabalho saudável.

A proteção jurídica especializada garante atendimento rápido e eficaz em casos de investigações ou de denúncias relacionadas a supostos erros médicos ou odontológicos.

Os clientes também contam com apólice coletiva de responsabilidade civil profissional, contratada junto à CHUBB Seguros Brasil S.A., com limite de até R$ 1 milhão, ampliando a proteção em situações de demandas judiciais. Além disso, disponibiliza plantão jurídico permanente, suporte estratégico de gerenciamento de crises de imagem, remuneração de peritos e assistentes técnicos e antecipação de tutela sempre que necessário.

A empresa mantém parcerias e convênios com conselhos regionais, sociedades médicas e associações de especialidades em todo o país, fortalecendo sua presença e capacidade de atendimento.

PARCERIAS INTERNACIONAIS E FOMENTO À CIÊNCIA

Além da atuação no Brasil, a Anadem mantém alianças estratégicas com instituições internacionais, apoiando iniciativas de educação científica e inovação. Entre os destaques está sua participação em programas coordenados pela International Space Academy e pelo laboratório brasileiro R-Crio Células-Tronco, que conectam estudantes e pesquisadores de diversos países em projetos de biotecnologia e Medicina Regenerativa. Os experimentos são realizados no Kennedy Space Center, centro da Nasa na Flórida, incluindo estudos com células-tronco em gravidade zero, reforçando o compromisso da Anadem com o avanço científico e o desenvolvimento global do setor de saúde.

Avanços em oncologia no Brasil esbarram em prevenção e diagnóstico, diz professor da USP

Para ele, medidas eficientes para o diagnóstico precoce devem ser prioridade na saúde pública

Por Jornal de Brasília

Professor titular da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e diretor do Centro de Investigação Translacional em Oncologia do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), o oncologista Roger Chammas afirma que, sem prevenção e diagnóstico precoce, nem as terapias mais avançadas conseguem mudar o cenário do câncer no Brasil.

Presidente da 16ª edição do Prêmio Octavio Frias de Oliveira, que acontece nesta terça-feira (12), Chammas aponta que os entraves para que avanços científicos em oncologia cheguem ao SUS (Sistema Único de Saúde) envolvem custos, necessidade de alinhar a pesquisa às demandas da saúde pública, falta de articulação da rede para diagnóstico e início de tratamento rápidos, além do tempo que leva para as descobertas serem aplicadas na prática.

Para ele, medidas eficientes para o diagnóstico precoce devem ser prioridade na saúde pública. É fundamental conscientizar a população e educar os profissionais de saúde para identificar o câncer rapidamente e iniciar o tratamento sem demora.

O atraso no diagnóstico e início do tratamento tem aumentado a taxa de tumores em estágios avançados, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados em 2023 pelo Instituto Oncoguia. Em 2008, 53% dos pacientes iniciavam quimioterapia ou radioterapia com tumores localmente avançados; em 2021, esse número subiu para 62%.

“Conscientizar sobre prevenção sensibiliza para diagnósticos mais precoces. Para isso, precisamos capacitar mais profissionais e ampliar o olhar sobre o câncer. Por exemplo, na área de câncer de cabeça e pescoço, a formação do dentista para observar a mucosa oral permite o diagnóstico precoce de lesões”, explica.

O câncer de cabeça e pescoço, que inclui tumores na cavidade oral, faringe, laringe, cavidade nasal e tireoide, tem alta incidência no Brasil, um dos países com maior número de casos no mundo, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer). A detecção tardia pode comprometer as chances de tratamento e cura.

Um estudo do Inca, publicado em fevereiro na revista The Lancet Regional Health Americas, revelou que cerca de 80% desses tumores diagnosticados entre 2000 e 2017 foram detectados em estágios avançados. Chammas destaca que importantes iniciativas para diagnóstico precoce já são realizadas no Brasil, como o trabalho de profissionais que atuam em epidemiologia, área que investiga como, onde e por que os tumores surgem.

Campanhas nacionais de conscientização, como Outubro Rosa e Novembro Azul, que estimulam a população a buscar exames preventivos, além de programas de rastreamento do câncer de colo do útero por meio do exame papanicolau, são exemplos de ações que visam prevenir e diagnosticar precocemente o câncer na saúde pública.

Apesar dos esforços para melhorar o diagnóstico precoce e ampliar a prevenção, muitos pacientes ainda buscam tratamentos inovadores no exterior, especialmente imunoterapia e terapias-alvo. O diretor do Icesp explica que essas pessoas buscam terapias ainda experimentais, que não têm eficácia comprovada.

“O câncer é uma doença que evolui, e muito do tratamento pode ser feito no Brasil. A questão é que é uma corrida entre a evolução da doença e a do conhecimento. Por muito tempo, conseguimos controlar bastante bem, isso no mundo todo. Agora, quando a doença progride, as alternativas terapêuticas diminuem”, afirma.

A partir dos trabalhos de pesquisa clínica feitos fora do país, que são alvo de busca por pacientes brasileiros, e estudos desenvolvidos no Brasil, o país poderá pensar em incorporar novos tratamentos.

“É assim que se promove a evolução dos tratamentos. Mas o que vai melhorar o tratamento da doença é o diagnóstico cada vez mais precoce, quando a evolução ainda é controlável. A partir do momento em que se perde o controle, não existe tratamento, e é por isso que as pessoas vão para fora, para centros que pesquisam novas abordagens. A certeza de resultado diminui à medida que a doença progride.”

Chammas lembra que a saúde responde por parte significativa dos investimentos em pesquisa no Brasil, com financiamento de agências como Fapesp, CNPQ e Ministério da Saúde. No entanto, destaca que deveria haver melhor organização para articular esforços e transferir o conhecimento para a população, o que exige mudança cultural já trabalhada por meio da educação e capacitação.

A pesquisa clínica focada diretamente no problema do paciente traz melhorias nos procedimentos e no manejo do tratamento, afirma. “O país faz muita pesquisa clínica, muito patrocinada pela indústria farmacêutica, que beneficia os pacientes. O gargalo é a incorporação dos resultados, por diferentes razões, na saúde pública.”

Embora alguns tratamentos demonstrem benefícios, não se sabe se todos os pacientes terão o mesmo resultado. “É fundamental informar os gestores sobre o impacto real dessas terapias para a população, tarefa da Conitec [Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS].”

Para ele, o Prêmio Octavio Frias de Oliveira ajuda a dar visibilidade às pesquisas brasileiras e facilita a captação de recursos, embora a definição de políticas públicas seja responsabilidade do Ministério da Saúde, com apoio técnico da academia e especialistas.

Foto: Sandro Araújo/SES-DF

Nova estratégia terapêutica é testada para controle de condições como a sepse

Por Medicina S/A

Estudo realizado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP descobriu que a inibição da enzima PAD4, envolvida nos processos inflamatórios, pode reduzir os sintomas da covid-19. Os testes, feitos em modelo animal, mostram ainda consequências na resposta imunológica do organismo e apontam para uma possível estratégia terapêutica para o controle de casos graves da doença, com potencial para outras situações em que há resposta inflamatória desregulada. Os resultados, porém, também chamam atenção para os riscos associados à diminuição da chamada resposta imune adaptativa, responsável por reconhecer e combater o vírus em novas exposições.

Conduzida por pesquisadores do Laboratório de Imunorregulação e Doenças (LID) da FMRP, a pesquisa avaliou os efeitos de uma substância que inibe essa enzima PAD4 e verificou que a inibição é comparável à ação da DNase recombinante, droga que degrada estruturas chamadas NETs (armadilhas extracelulares de neutrófilos) que se formam durante as infecções para conter agentes infecciosos. Quando essas NETs se acumulam, podem causar inflamação intensa e danificar os tecidos, especialmente os pulmões.

Segundo Caio Santos Bonilha, responsável pelo estudo, a inibição da PAD4 impede a formação das NETs, o que contribui para reduzir o processo inflamatório. “Entendemos que o efeito clínico observado se deve à redução das NETs no microambiente pulmonar, as quais induzem dano tecidual e, em casos graves, podem levar à insuficiência respiratória”, afirma o pesquisador que atua sob supervisão do professor Fernando Queiroz Cunha do Departamento de Farmacologia da FMRP.

Embora o foco do estudo tenha sido o coronavírus, a PAD4 está envolvida em outras doenças inflamatórias e autoimunes. A inibição dessa enzima pode ser investigada em situações em que a formação excessiva de NETs contribui para o agravamento dos sintomas, como em doenças pulmonares crônicas, sepse ou distúrbios autoimunes.

Melhora clínica com impacto na imunidade

Ao comparar a ação da inibição da PAD4 com a da DNase, os pesquisadores observaram que ambos os tratamentos levaram à melhora dos sintomas clínicos nos animais. No entanto, apenas o inibidor de PAD4 interferiu na imunidade. A substância comprometeu a ativação dos linfócitos T, células fundamentais para a defesa contra o vírus e para a formação de memória imunológica. Esse efeito ocorreu, entre outros motivos, pela redução na apresentação de antígenos pelas células dendríticas e pela diminuição da produção de interleucina-2 (IL-2) pelos próprios linfócitos T, substância essencial para a multiplicação dessas células de defesa.

“Essa descoberta não era esperada e nos levou a investigar mais a fundo. Verificamos que o inibidor da PAD4 afeta a produção de IL-2, citocina fundamental para a expansão dos linfócitos T”, comenta Bonilha. Na prática, embora o medicamento reduza a inflamação, também pode enfraquecer a capacidade do organismo de reagir a novas infecções pelo mesmo vírus.

Caminhos futuros: riscos, possibilidades e precauções

Os autores reconhecem que a utilização do inibidor de PAD4 deve ser cuidadosamente avaliada. Uma das hipóteses discutidas é seu uso em casos graves da covid-19, quando a inflamação descontrolada causa mais prejuízos do que a presença do vírus. No entanto, essa abordagem pode ser inadequada em pacientes com o sistema imunológico comprometido ou quando se deseja estimular uma resposta imune duradoura.

“É razoável supor que a primeira escolha em uma terapia visando às NETs em doenças infecciosas seja com o uso de DNase, por ter efeito similar ao inibidor de PAD4 na neutralização do dano tecidual, mas mantendo a formação de memória imunológica”, afirma o cientista.

Segundo Bonilha, há também a possibilidade de utilizar o inibidor da PAD4 em combinação com outros medicamentos, como agentes que estimulem a imunidade. Estudos semelhantes já são realizados com corticoides, outro tipo de anti-inflamatório que também reduz a resposta imune.

Para ele, o avanço dessa linha de pesquisa depende de novos estudos pré-clínicos, especialmente em modelos de covid longa, além da avaliação de segurança e eficácia da substância antes de qualquer tentativa de aplicação em humanos. Se esses estudos tiverem resultados positivos, os primeiros testes clínicos podem ocorrer nos próximos anos.

Na avaliação do pesquisador, os resultados também reforçam a importância da continuidade dos investimentos em ciência no Brasil. “É fundamental que pesquisas como essa continuem sendo desenvolvidas no País. O Brasil tem pleno potencial para liderar descobertas com impacto global desde que haja valorização contínua da ciência nacional”, conclui Bonilha. (Com informações do Jornal da USP)

Foto: Reprodução

Fiocruz fecha acordo para produzir canetas emagrecedoras no Brasil

Parceria permitirá produção de liraglutida e semaglutida pela Fiocruz

Por Agência Brasil

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a farmacêutica EMS firmaram dois acordos de parceria para a produção de liraglutida e de semaglutida, princípios ativos de medicamentos agonistas GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

Em nota conjunta, a Fiocruz e a EMS informaram que os acordos estabelecem a transferência de tecnologia da síntese do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) e do medicamento final para Farmanguinhos, unidade técnico-científica da Fiocruz.

Inicialmente, a produção dos medicamentos será realizada na fábrica da EMS em Hortolândia (SP) até que toda a tecnologia de produção seja transferida para o Complexo Tecnológico de Medicamentos de Farmanguinhos, no Rio de Janeiro.

Alta eficácia

“As injeções subcutâneas oferecem uma abordagem de alta eficácia e são consideradas inovadoras para o tratamento de diabetes e obesidade, marcando mais um avanço significativo da indústria nacional no desenvolvimento de soluções de alta complexidade”, destacou o comunicado.

Para a EMS, os acordos representam um marco histórico para a indústria farmacêutica brasileira. A Fiocruz destacou que unir forças com parceiros públicos e privados permite somar excelência e inovação e ampliar seu portfólio de produção.

A Farmanguinhos citou que a produção inaugura a estratégia da Fiocruz de se preparar também para a produção de medicamentos injetáveis, com a possibilidade de incorporação de uma nova forma farmacêutica, além de fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

Controle

Desde junho, farmácias e drogarias começaram a reter receitas de canetas emagrecedoras.  Além da semaglutida e da liraglutida, a categoria inclui ainda a dulaglutida, a exenatida, a tirzepatida e a lixisenatida.

A decisão por um controle mais rigoroso na prescrição e na dispensação desse tipo de medicamento foi tomada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril e entrou em vigor 60 dias após a publicação no Diário Oficial da União.

Em nota, a agência informou que a medida tem como objetivo proteger a saúde da população brasileira, “especialmente porque foi observado um número elevado de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas pela Anvisa”.

Uso indiscriminado

A retenção do receituário de canetas emagrecedoras era defendida por entidades como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

Em nota aberta, elas citam que o uso indiscriminado desse tipo de medicamento gera preocupações quanto à saúde da população e ao acesso de pacientes que realmente necessitam desse tipo de tratamento.

“A venda de agonistas de GLP-1 sem receita médica, apesar de irregular, é frequente. A legislação vigente exige receita médica para a dispensação destes medicamentos, porém, não a retenção da mesma [receita] pelas farmácias. Essa lacuna facilita o acesso indiscriminado e a automedicação, expondo indivíduos a riscos desnecessários”, destacou o documento.

Sistema Único de Saúde

Em junho, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) abriu consulta pública para receber opiniões da população a respeito da inclusão da semaglutida nos serviços públicos de saúde. Manifestações sobre o tema foram recebidas até o dia 30 de junho.  

As contribuições vão ajudar a embasar um parecer da comissão, recomendando ou não que o medicamento seja incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A avaliação da Conitec foi solicitada pela Novo Nordisk, farmacêutica fabricante do Wegovy. Em parecer dado em maio, a comissão recomendou a não incorporação do medicamento devido aos custos elevados para a compra, avaliados em até R$ 7 bilhões em cinco anos.

Foto: Arquivo/Agência Brasil

44ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica conta com painel voltado para marketing e business com presença da Anadem

Presidente da maior rede de blindagem profissional do Brasil palestrou sobre marketing de reputação na saúde e crise de imagem; evento reúne especialistas nacionais e internacionais

Rio de Janeiro (RJ), 7 de agosto de 2025 – Promovida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ), a 44ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica é realizada no Hotel Fairmont, em Copacabana, Zona Sul da capital fluminense. O evento começou ontem e vai até sábado (9).

A Jornada contou com o painel “Marketing e Jurídico”, apresentado na manhã do primeiro dia de evento. Nele, o presidente da Anadem, Raul Canal, palestrou sobre “Marketing de reputação na saúde: quando o paciente vira o centro da estratégia e da crise”, momento em que destacou a importância de contar com um suporte especializado para gestão de crises de imagem, entre outras temáticas.

“Alta performance em vendas na cirurgia plástica”, “Microbactérias: uma ameaça invisível. Como prevenir, diagnosticar e tratar” e “ARGO Plasma e Radiofrequência: entendendo as tecnologias” foram outras palestras apresentadas durante a manhã. Painéis e mesas redondas sobre procedimentos relacionados ao nariz, face e mama serão apresentados ao longo da programação por especialistas nacionais e internacionais.

Estiveram presentes no estande da maior rede de blindagem profissional do Brasil, o CEO da instituição, Marcelo Buz, a vice-diretora Comercial, Viviani Sampaio, os representantes comerciais Matheus Ferreira, Yohan Wallace, Renato Duarte, Jonatas Rodrigues e Vanessa Oliveira, além do conselheiro Jurídico e Científico Dr. Alessandro Marcus.

Zika: Butantan desenvolve anticorpo monoclonal que pode proteger gestantes

Medicamento será produzido e testado em fábrica própria do Instituto

Por CNN Brasil

O Instituto Butantan vai desenvolver e testar um medicamento contra o vírus Zika, com base em anticorpos monoclonais — uma proteína produzida em laboratório para atacar um alvo específico. O objetivo é usar uma linhagem celular para produzir anticorpos que serão usados para proteger grávidas da doença, mas que também possam ser utilizados por qualquer pessoa sob risco de contrair o vírus.

“O Butantan está trabalhando no desenvolvimento de anticorpos monoclonais em escala farmacêutica, o que permitirá começarmos os estudos clínicos”, afirma o diretor do Instituto, Esper Kallás, em comunicado.

O anticorpo monoclonal (mAB) foi licenciado para o Butantan pela Universidade Rockefeller, nos Estados Unidos. O licenciamento foi realizado após resultados promissores de testes feitos com esse anticorpo nos EUA e após a testagem dos anticorpos produzidos a partir de uma linhagem celular experimental na fábrica própria do Instituto.

O pesquisador e imunologista Michel Nussenzweig, líder do estudo que descobriu o anticorpo capaz de neutralizar o vírus Zika, isolou vários anticorpos contra o Zika e selecionou dois que mostraram boa atividade neutralizante contra o vírus. A partir disso, os desenvolveu em escala para estudos laboratoriais e experimentos em modelos animais, demonstrando que eles tinham uma capacidade de neutralização considerável, inclusive nos testes in vivo.

Para o Butantan, produzir e desenvolver o medicamento é uma forma de se preparar caso haja um novo surto de Zika no Brasil. Em 2015, foram registrados 51.806 casos prováveis de Zika; em 2016, foram 213.350. De acordo com o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), entre 2015 e 2017, período que durou a Emergência em Saúde Pública, 4.595 crianças nasceram no Brasil com microcefalia – para efeito de comparação, o número de casos da malformação congênita foi de 6.267 na década inteira, de 2010 a 2019.

Se os estudos clínicos feitos pelo Butantan demonstrarem boa eficácia e segurança do anticorpo monoclonal na neutralização do vírus Zika em humanos, o foco será testá-lo e oferecê-lo às gestantes que residem em áreas de surto.

“O anticorpo monoclonal anti-Zika seria um medicamento preventivo, uma imunoterapia passiva onde a mulher receberia um anticorpo pronto. Seria uma das formas de proteger mulheres em idade reprodutiva, e principalmente as grávidas, de se infectarem pelo vírus durante a gestação”, afirma Kallás.

A pesquisa ainda está em estágio preliminar, o que significa que testes clínicos ainda vão demorar para serem feitos. E, levando em conta que medicamentos não costumam ser testados em gestantes, uma série de escalonamentos de dose e estudos de segurança deverão ser realizados. Após isso, o primeiro passo será aplicar o mAb em voluntários saudáveis, e depois, em adultos infectados, para avaliar se a administração traz propriedades que demonstrem a proteção contra o vírus.

Apesar de ser considerado um avanço, o anticorpo não substitui uma possível vacina contra o Zika, que também é estudada pelo Butantan.

“O anticorpo monoclonal é indicado para complementar o efeito da vacina, já que nenhum imunizante confere proteção de 100% contra um patógeno. Em uma região onde mulheres estão suscetíveis a determinada doença e não tomaram a vacina, ou se algumas delas tomaram o imunizante há muito tempo e não se sabe ao certo se continuam protegidas, o mAb pode servir, complementando o efeito do imunizante”, conclui Kallás.

*Com informações de Camila Neumam, do Instituto Butantan

Foto: FotoshopTofs/Pixabay

Judicialização na saúde suplementar cresce 8% no primeiro semestre

Por Medicina S/A

De acordo com dados do painel Estatísticas Processuais de Direito à Saúde do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), durante o primeiro semestre de 2025 foram abertos 156.482 novos processos relacionados à saúde suplementar. Um crescimento de 8,2%, se comparado ao mesmo período de 2024, quando o número chegou a 144.542.

As principais queixas são relacionadas a negativas de cobertura para tratamentos médico-hospitalares, reajustes contratuais e ao fornecimento de medicamentos. Em relação aos processos baixados (encerrados), no primeiro semestre do ano passado, foram 94.057. Neste ano, 135.497.

Para o presidente da Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética), Raul Canal, “a crescente judicialização do sistema suplementar de saúde revela fragilidades estruturais graves, especialmente em relação à transparência na regulação e à previsibilidade das coberturas. Esse cenário gera insegurança tanto para os profissionais de saúde quanto para os usuários, que veem na Justiça o único caminho para salvaguardar seus direitos”.

Canal também destaca que a combinação de crescimento de custos médicos, envelhecimento populacional e expectativas elevadas de atendimento impõem novos desafios à saúde suplementar brasileira.

“É preciso promover um diálogo mais transparente entre operadoras, Judiciário e órgãos reguladores, buscando soluções que garantam o equilíbrio do sistema e o acesso justo aos tratamentos pelos usuários”, completou o especialista em Direito Médico.

Em abril deste ano, a Anadem analisou o recorde de lucros do sistema suplementar de saúde em 2024 e reforçou que o crescimento do valor dos planos não necessariamente impacta positivamente a prestação dos serviços aos usuários e as condições de trabalho dos profissionais de saúde.

Em maio, dados divulgados pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), por meio da Nota de Acompanhamento de Beneficiários 104 (NAB 104), mostram que, em fevereiro deste ano, o número de beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares chegou a 52,1 milhões.

Foto: Reprodução

Responsabilidade técnica de coordenadores de curso de medicina

Por Medicina S/A

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou norma inédita para a regulamentação dos locais de estágios curriculares oferecidos no País, onde as competências práticas são apreendidas pelos estudantes de medicina. A Resolução CFM nº 2.434/2025 torna coordenadores dos cursos responsáveis técnicos e éticos pelos campos de estágio durante a graduação, assim como o diretor técnico é responsável pelo hospital.

A norma traz segurança tanto para os estudantes e coordenadores, que terão garantida infraestrutura e condição adequada de estágio, quanto para pacientes, uma vez que graduandos terão atuação obrigatoriamente supervisionada. A medida abrange o estágio obrigatório de formação em serviço (internato) ou em quaisquer outras atividades que envolvam interações entre graduandos de medicina, preceptores ou professores e médicos com pacientes e/ou familiares.

Se os fiscais médicos dos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) constatarem algum tipo de problema nas condições de infraestrutura, recursos humanos, responsabilidade técnica, segurança do paciente, entre outros, eles poderão determinar a interdição ética, total ou parcial, temporária ou definitiva das atividades médicas de ensino no campo de estágio irregular. Para o relator, conselheiro Alcindo Cerci Neto, a resolução é um marco essencial para aprimorar a governança da formação médica no Brasil.

Foto: Reprodução