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O que é o microRNA, cuja descoberta levou o Prêmio Nobel de Medicina 2024

Por BBC News Brasil

O Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina de 2024 foi concedido aos cientistas americanos Victor Ambros e Gary Ruvkun pelas pesquisas que eles fizeram sobre microRNA.

Ambros, de 70 anos, é biólogo e professor de Medicina Molecular na Universidade de Massachusetts (EUA).

Ruvkun, de 72 anos, é biólogo molecular e atua como professor de Genética da Escola de Medicina da Universidade Harvard.

O trabalho da dupla ajudou a explicar como nossos genes funcionam dentro do corpo humano — e como isso dá origem aos diferentes tecidos e sistemas do organismo.

Os vencedores, selecionados por uma assembleia do Instituto Karolinska da Suécia, dividem um prêmio no valor de 11 milhões de coroas suecas (R$ 5 milhões, na cotação atual).

Segundo os responsáveis pela premiação, “a descoberta inovadora revelou um princípio completamente novo de regulação genética que se mostrou essencial para organismos multicelulares, incluindo humanos”.

“Sabe-se agora que o genoma humano codifica mais de mil microRNAs”, detalha a nota.

O que é o microRNA?

Cada célula do corpo humano contém a mesma informação genética bruta, guardada em nosso DNA.

Mas células que constituem os ossos, o sistema nervoso, a pele, o coração, o sistema imunológico e outras partes do organismo usam esse código genético de maneiras diferentes e altamente especializadas.

E o trabalho da dupla americana ajuda a explicar em detalhes como isso acontece.

Os microRNAs influenciam como os genes — as instruções que tornam a vida viável — são controlados dentro de diversos organismos, incluindo o de seres humanos.

Os impulsos elétricos das células nervosas são distintos do batimento rítmico das células cardíacas. A potência metabólica necessária para uma célula do fígado se diferencia da missão de uma célula renal de filtrar o sangue. As habilidades de detectar a luz das células na retina não se parecem em nada com o conjunto de habilidades dos glóbulos brancos para produzir anticorpos e combater infecções.

E toda essa variedade surge do mesmo material inicial de DNA, justamente por causa da expressão genética e dos microRNAs.

Os cientistas dos Estados Unidos foram os primeiros a descobrir os microRNAs e como eles exercem controle sobre como os genes se expressam de forma diferente em tecidos diversos.

Sem essa capacidade de controlar a expressão genética, cada célula de um organismo seria idêntica. Então, os tais microRNAs foram um fator decisivo na evolução de formas de vida mais complexas.

A regulação anormal por microRNAs também pode contribuir para o desenvolvimento de um câncer e algumas outras condições, como perda auditiva congênita e distúrbios ósseos.

Um exemplo grave é a síndrome DICER1, que gera tumores em uma variedade de tecidos e é causada por mutações que afetam os microRNAs.

O microRNA é diferente do RNA mensageiro, ou mRNA. Enquanto o primeiro faz a regulação genética que diferencia a forma e a função de nossas células, o segundo é gerado pelo código genético para transmitir um “recado” para as células — como fabricar uma determinada enzima, por exemplo.

Vale lembrar que o princípio do mRNA foi usado para a construção de algumas vacinas contra a covid-19 — e os cientistas que fizeram essas pesquisas ganharam o prêmio Nobel de Medicina em 2023.

O anúncio do Nobel de Medicina de 2024

Foto: Reprodução


Nova tecnologia ajuda a diagnosticar condição silenciosa grave na gravidez

Por Medicina S/A

A insuficiência cardíaca durante a gravidez é uma condição perigosa e muitas vezes pouco detectada porque os sintomas comuns – falta de ar, fadiga extrema e dificuldade em respirar enquanto se está deitada – são facilmente confundidos com os desconfortos típicos da gravidez. Uma pesquisa apresentada no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia sobre um estudo, publicado na Nature Medicine, da Mayo Clinic mostrou que um estetoscópio digital habilitado para inteligência artificial (IA) ajudou os médicos a identificar o dobro de casos de insuficiência cardíaca em comparação ao grupo de controle que recebeu cuidados obstétricos e triagens habituais.

O estudo foi realizado na Nigéria, onde mais mulheres sofrem de insuficiência cardíaca relacionada à gravidez do que em qualquer lugar do mundo. Os resultados também indicam que a triagem, incluindo o estetoscópio digital habilitado para IA, apresenta uma probabilidade 12 vezes maior do que a triagem tradicional de identificar fraqueza na bomba cardíaca quando avaliada em um limite de fração de ejeção inferior a 45%, que é o ponto de corte de um tipo específico de insuficiência cardíaca denominado cardiomiopatia periparto.

“Reconhecer esse tipo de insuficiência cardíaca precocemente é importante para a saúde e o bem-estar da mãe”, explica Demilade Adedinsewo, cardiologista da Mayo Clinic e pesquisadora principal do estudo. “Os sintomas da cardiomiopatia periparto podem piorar progressivamente à medida que a gravidez avança, ou mais comumente após o parto, e podem colocar em risco a vida da mãe se seu coração ficar muito fraco. Os medicamentos podem ajudar quando a condição é identificada, mas os casos graves podem exigir cuidados intensivos, uma bomba cardíaca mecânica ou, ocasionalmente, um transplante de coração, se os sintomas não forem controlados com tratamento médico”.

O ensaio clínico randomizado, controlado e aberto incluiu quase 1.200 participantes que foram identificados com condições cardíacas através de cuidados obstétricos típicos ou de soluções aprimoradas com IA. Pesquisadores da Mayo Clinic desenvolveram anteriormente um algoritmo de eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações para identificar uma bomba cardíaca fraca, clinicamente conhecida como fração de ejeção reduzida. Uma versão deste algoritmo foi reforçada pela Eko Health para o seu estetoscópio digital point-of-care, aprovado pela Food and Drug Administration (FDA, sigla em inglês) dos EUA, para detectar insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida.

Pesquisadores descobriram que os médicos que realizaram a triagem baseada em IA com o estetoscópio digital e o ECG de 12 derivações detectaram a função cardíaca fraca com alta precisão. Dentro da coorte do estudo, o estetoscópio digital ajudou a identificar o dobro de casos de baixa fração de ejeção abaixo dos 50% e os médicos que o utilizavam tinham 12 vezes mais probabilidade de identificar uma fração de ejeção abaixo dos 45% em comparação aos tratamentos habituais.

As ferramentas apoiadas por IA foram avaliadas em três níveis diferentes de fração de ejeção utilizados no diagnóstico clínico. Menos de 45% é o ponto de corte para o diagnóstico de cardiomiopatia periparto. Menos de 40% indica insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida e apresenta fortes evidências a favor de medicamentos específicos para reduzir os sintomas e o risco de morte. Uma fração de ejeção inferior a 35% indica uma função da bomba cardíaca gravemente reduzida, o que requer um acompanhamento mais intenso constantemente, incluindo tratamentos avançados para a insuficiência cardíaca e um desfibrilador implantável se a função da bomba não se recuperar. Pacientes do grupo de intervenção realizaram um ecocardiograma na entrada do estudo para confirmar as previsões da IA.

“Este estudo fornece evidências de que podemos detectar melhor a cardiomiopatia periparto entre as mulheres na Nigéria. No entanto, há mais perguntas a serem respondidas”, diz Adedinsewo. “Nossos próximos passos seriam avaliar a usabilidade e a adoção dessa ferramenta pelos profissionais de saúde nigerianos (incluindo médicos e enfermeiros) e, mais importante, seu impacto no atendimento ao paciente. A cardiomiopatia periparto afeta aproximadamente 1 a cada 2.000 mulheres nos EUA e até 1 a cada 700 mulheres afro-americanas. Avaliar essa ferramenta de IA nos EUA permitirá testar ainda mais suas capacidades em populações e ambientes de saúde variados.

O financiamento para este ensaio clínico inclui os Centros De Saúde Digital, Pesquisa de Saúde e Engajamento Comunitário da Mayo Clinic, o Construindo Carreiras Interdisciplinares de Pesquisa em Saúde da Mulher (BIRCWH, sigla em inglês) da Mayo Clinic, programa financiado pelos Institutos Nacionais de saúde (NIH, sigla em inglês) e pelo Centro de Ciências Clínicas e Translacionais da Mayo Clinic (CCATS, sigla em inglês) financiado pelo NIH.

Foto: Reprodução

Anadem oferece jantar em homenagem a médicos paulistas com mais de 20 anos na empresa

Evento realizado em Ribeirão Preto (SP) recebeu profissionais de saúde que contam com a blindagem jurídica da Anadem há mais de duas décadas

Ribeirão Preto (SP), 4 de outubro de 2024 A Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética) ofereceu um jantar especial para médicos que completaram 20 anos ou mais de parceria com a instituição, inclusive profissionais de saúde da Sermed Saúde. O evento ocorreu no restaurante Bello Trattoria, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

Receberam os convidados o presidente Raul Canal, o CEO Marcelo Buz, e a diretora Administrativa Paloma Furtado. O conselheiro Jurídico e Científico da Anadem Dr. Helder Lucidos também esteve presente.

A ocasião celebrou a trajetória de sucesso entre a Anadem e esses profissionais de saúde, que desempenham papel fundamental para a saúde brasileira. “Esses médicos, hoje aqui homenageados, sempre acreditaram em nosso trabalho, contribuindo para o desenvolvimento da nossa empresa ao longo dos anos. Se somos, atualmente, a maior rede de blindagem profissional da área da saúde do mundo, é também pela confiança de clientes como eles”, disse Canal.

O impacto do diagnóstico precoce no tratamento do câncer de mama

Rastreamento da doença é estratégia fundamental, e ainda não existe nada que substitua a mamografia

Por CNN Brasil

Todos nós estamos suscetíveis a desenvolver células cancerígenas, mas o organismo possui elementos considerados “guardiões do DNA”, que, normalmente, eliminam essas células doentes. Acontece que esse sistema de segurança pode falhar — tanto por predisposição genética, como por interferência de aspectos ambientais, como má alimentação, sedentarismo, tabagismo ou consumo excessivo de álcool.

Nas últimas décadas, essa interação com fatores ambientais tornou-se ainda mais desfavorável, o que pode estar relacionado com o aumento da mortalidade pela doença.

O Sistema Único de Saúde (SUS) é uma conquista importante para o Brasil, mas é crucial reconhecer que a qualidade e o acesso aos serviços de saúde, principalmente quando se trata do tratamento de câncer em níveis avançados, costuma ser inferior quando comparado às redes particulares.

Além disso, os serviços também podem variar consideravelmente entre os diferentes estados brasileiros.

Essa discrepância vem diminuindo, mas, por causa dos custos das novas tecnologias, naturalmente há muitas diferenças entre os tipos de serviços ofertados. Em estágios iniciais do câncer de mama, como 1 e 2, elas são menos perceptíveis. No entanto, em estágios mais avançados, como 3 e 4, elas ficam mais evidentes.

Há diversas formas de prevenção do câncer de mama, como manter hábitos alimentares saudáveis, praticar exercícios físicos regularmente, evitar o uso de cigarros e moderar no consumo de álcool. No entanto, o rastreamento é uma estratégia fundamental. E, para isso, ainda não existe nada que substitua a mamografia, mesmo que, em alguns casos, o ultrassom e a ressonância magnética também sejam necessários.

Com relação ao autoexame, é importante ressaltar que, a paciente fazer o toque nas mamas sozinha pode trazer uma falsa tranquilidade e impedir o diagnóstico precoce. Ele deve ser associado aos exames de rastreio, mas não deixado de escanteio, porque representa uma importante forma de autoconhecimento em relação ao próprio corpo.

*Texto escrito pelo oncologista Luis Eduardo Werneck (CRM 9638 PA RQE 73414), diretor clínico do Grupo Oncológica do Brasil

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Vacina que protege contra VSR chega às clínicas; conheça o imunizante e a doença contra a qual ele age

O imunizante Abrysvo, desenvolvido pela Pfizer, é indicado para gestantes e idosos. Farmacêutica informou que pedido de incorporação ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) está em análise pelo Ministério da Saúde.

Por G1

Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril, a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável pelas infecções no trato respiratório como a bronquiolite infantil, começou a chegar aos centros e clínicas particulares do Brasil.

Desenvolvida pela Pfizer, a Abrysvo é indicada para os dois grupos mais vulneráveis às infecções provocadas pelo VSR: os idosos e os bebês. Para gerar a proteção nos pequenos, o imunizante é aplicado na gestante (entenda mais sobre a vacina no final da reportagem).

No momento, a vacina está disponível apenas na rede privada, mas a Pfizer diz que já solicitou a inclusão do imunizante no Programa Nacional de Imunizações (PNI) para aplicação nos postos de saúde. O pedido está sob análise do Ministério da Saúde.

Nas clínicas particulares, os valores do novo imunizante podem variar de R$ 1.650 a R$ R$ 1.760.

O VSR e a bronquiolite

O último boletim do InfoGripe, da Fiocruz, apontou que o VSR continua sendo a principal causa de internação e óbito entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. O VSR é responsável por 75% de todos os casos de bronquiolite, principalmente entre os menores de 2 anos. Nessa faixa etária, a mortalidade em decorrência da infecção é maior.

A bronquiolite é uma síndrome respiratória que acomete as vias aéreas. A doença dificulta a chegada do oxigênio aos pulmões. O vírus se multiplica nas células do aparelho respiratório superior (veja abaixo).

Foto: Reprodução

Os sintomas mais comuns nos primeiros dias são febre e coriza. Depois de 4 ou 5 dias, a doença evolui para sintomas nas vias aéreas inferiores, provocando chiado, tosse, cansaço, falta de ar.

Na criança, como a via aérea é menor, mais estreita, a passagem de ar prejudicada leva a uma maior quantidade de sintomas, como a tosse, que causa desidratação. Em alguns casos, a tosse pode ser tão intensa que é comum ocorrer vômito.

O VSR é MUITO contagioso e é transmitido pelo ar ou pelo toque de objetos contaminados. A melhor forma de prevenção é a lavagem das mãos, uso de álcool em gel e deixar os ambientes ventilados.

A vacina contra VSR

No estudo de fase 3 para indicação materno-fetal, o imunizante se mostrou capaz de prevenir 82% das formas graves de doenças respiratórias causadas pelo VSR em crianças de até três meses de idade e 69% para bebês até os seis meses. Em idosos, a eficácia foi de 85,7% contra quadros graves provocados pelo VSR.

O imunizante de dose única foi aprovado para dois grupos:

“Quando a mãe recebe a vacina, os anticorpos produzidos por ela atravessam a placenta, fortalecendo o organismo do bebê, cujo sistema imunológico ainda está em desenvolvimento”, explica Adriana Ribeiro, diretora médica da Pfizer Brasil.

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População subestima impacto da obesidade na saúde do coração

Por Medicina S/A

A Novo Nordisk divulga uma nova análise da pesquisa conduzida pelo Instituto Datafolha entre os dias 10 e 14 de junho de 2024. O levantamento, que entrevistou 2.012 brasileiros acima de 16 anos em todo o país, revelou que 18% dos brasileiros reconhecem possuir sobrepeso e/ou obesidade e 58% afirmam possuir ao menos uma condição de saúde, mas apenas 23% desse público se sentem com alto risco por tais condições, mesmo com dados mostrando que 27% têm pressão alta, 18% sofrem com problemas nos ossos ou nas articulações (como coluna, joelho etc.) e 15% têm colesterol alto. Esses índices são significativamente maiores quando comparados aos indivíduos sem sobrepeso, onde 10% possuem pressão alta e 9% têm colesterol alto.

Os números alertam para o risco de se subestimar os riscos à saúde, em especial os relacionados a condições cardiovasculares, como hipertensão e diabetes.

“Esses achados reforçam a urgência de se tratar a obesidade como uma questão central de saúde, não apenas pelos impactos diretos na qualidade de vida, mas também pelos riscos cardiovasculares elevados. A obesidade não é apenas uma questão estética, mas uma condição de saúde crônica que impacta profundamente o risco de desenvolver doenças graves, como a hipertensão, o diabetes e, principalmente, as doenças do coração, principal causa de morte no País”, afirma Priscilla Mattar, endocrinologista e vice-presidente da Área Médica da Novo Nordisk Brasil.

“Nos últimos anos, acompanhamos um avanço significativo no tratamento da obesidade, tanto que chegamos em uma nova era, com mais tecnologia e inovação, sendo possível garantir proteção cardiovascular a esses pacientes”, explica.

O estudo SELECT (Efeitos da Semaglutida nos Desfechos Cardiovasculares em Pessoas com Sobrepeso ou Obesidade) foi um ensaio multicêntrico, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, e orientado por eventos, projetado para avaliar a superioridade de semaglutida 2,4mg em comparação ao placebo, na redução do risco de eventos cardiovasculares adversos graves em pacientes com sobrepeso ou obesidade e doença cardiovascular estabelecida, sem histórico prévio de diabetes.

Em maio desse ano, foram apresentadas novas análises dos resultados que demonstraram que o tratamento com semaglutida 2,4mg em pessoas com doença cardiovascular estabelecida (DCV) e sobrepeso ou obesidade proporciona perda de peso robusta e sustentada por até 4 anos; reduz o risco de MACE (que consiste em morte cardiovascular, infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral não fatal) independentemente da perda de peso alcançada; e ainda garante a relação risco-benefício positiva geral do tratamento e demonstra um perfil de segurança consistente.

O programa de estudos STEP já havia comprovado que a semaglutida 2,4 mg apresenta redução média de 17% do peso, sendo que um terço dos pacientes apresentam redução superior a 20%. O estudo SELECT foi o primeiro estudo que comprovou redução de 20% no risco de eventos cardiovasculares adversos maiores (MACE, que consiste em morte cardiovascular, infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral não fatal) em pacientes com sobrepeso ou obesidade e doença cardiovascular estabelecida.

O ensaio, iniciado em 2018, recrutou 17.604 adultos e foi conduzido em 41 países em mais de 800 locais de investigação.

Impacto da Obesidade no Brasil

De acordo com um estudo da Fiocruz, até 2044 quase metade (48%) dos adultos brasileiros terá obesidade, e 27% estarão com sobrepeso. Hoje, 56% da população adulta já convive com essas condições (34% com obesidade e 22% com sobrepeso). O excesso de peso está diretamente relacionado a graves consequências para a saúde: nos próximos 20 anos, estima-se o surgimento de 10,9 milhões de novos casos de doenças crônicas associadas ao sobrepeso, como diabetes (5,57 milhões de casos), doenças cardiovasculares (2,12 milhões), além de câncer, cirrose e doença renal crônica. Estima-se ainda 1,2 milhão de mortes associadas ao excesso de peso, sendo que 57% delas serão causadas por doenças cardiovasculares. O diabetes representará mais de 51% dos novos casos de doenças crônicas ligadas à obesidade.

Estudos comprovaram que a obesidade aumenta em 49% o risco de doença coronariana, mesmo na ausência de outras anormalidades metabólicas. “Ou seja, aumenta o risco de o paciente sofrer um infarto, mesmo apresentando exames normais. Na Novo Nordisk, nosso compromisso é assegurar que o tratamento dessa doença crônica não aborde apenas o peso na balança, mas que também auxilie na preservação da saúde do coração, promovendo assim uma vida mais longa e saudável”, esclarece Mattar.

Sobre a pesquisa 

Em agosto, a pesquisa do Datafolha encomendada pela Novo Nordisk revelou que a maioria dos brasileiros (59%) está acima do peso (24% com obesidade e 35% com sobrepeso), mas apenas 11% possuem diagnóstico médico confirmado. Ainda entre este público, 61% afirmam que possuem boa saúde e 42% não apontam qualquer condição de saúde relacionada ao excesso de peso.

No total da amostra, 72% dos brasileiros dizem estar satisfeitos com o próprio peso, mas que 63% dizem que gostariam de mudá-lo – 17% querem ganhar e 46% perder peso.

A pesquisa, que teve abrangência nacional, entrevistou 2.012 brasileiros com idade média de 43 anos. A amostra foi desenhada de forma representativa em termos de gênero, classe social e região do país, e conduzida para explorar as percepções dos brasileiros em relação ao sobrepeso e obesidade.

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Consumo de produtos médico-hospitalares cresce 7% no Brasil

Por Medicina S/A

Dados do Boletim Econômico da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS) mostram um crescimento de 7,9% no consumo de produtos médico-hospitalares, no Brasil, nos seis primeiros meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2023. O setor também contratou mais. Foram abertas 3.511 vagas nas atividades industriais e comerciais, uma alta de 2,4%. Agora são 148.108 trabalhadores nesse mercado, número que não inclui os empregados em serviços de complementação diagnóstica e terapêutica.

O segmento com a alta mais significativa foi o de ‘reagentes e analisadores para diagnóstico in vitro’, 22%, seguido de ‘próteses e implantes – OPME’, 4,2%, e ‘materiais e equipamentos para a saúde’, 2,8%. “O resultado mostra que o setor de dispositivos médicos tem suprido prontamente o sistema de saúde com os produtos necessários à intensificação no atendimento à população, nas suas necessidades, principalmente no tocante a diagnósticos em laboratórios clínicos, realização de testes rápidos (como a dengue) e exames de imagem. Também tem dado suporte com os produtos, materiais e equipamentos para a expansão da rede de atendimento privada”, analisa o presidente executivo da ABIIS, José Márcio Cerqueira Gomes.

Apesar da demanda por dispositivos médicos ter aumentado, no primeiro semestre, a produção nacional recuou 0,7%. Quem supriu boa parte desta necessidade foram os produtos importados. O Brasil comprou 14,4% mais da indústria estrangeira do que nos seis primeiros meses do ano passado, totalizando US$ 3,9 bilhões. As exportações também cresceram: 11,6%, somando US$ 408 milhões.

Internações, cirurgias e exames

Entre janeiro e junho, foram realizadas 6,8 milhões de internações, no SUS, cerca de 4,5% acima do verificado no mesmo período de 2023. Houve um crescimento de 21,5% nas internações para ‘métodos de diagnósticos em especialidades’ e de 3,2% para ‘tratamentos clínico (outras especialidades)’, onde vale alertar para o aumento de 8,6% nas internações para ‘tratamentos de doenças bacterianas’.

As cirurgias também apresentaram alta de 7,9%, em relação ao mesmo período de 2023. Foram realizadas 2,98 milhões de procedimentos. ‘Cirurgia do aparelho da visão’ cresceu 23,9%, ‘pequena cirurgia e cirurgia de pele, tecido subcutâneo e mucosa’ teve aumento de 18,0% e ‘bucomaxilofacial’ incremento de 16,7%.

Também foram realizados 7,4% mais exames no SUS, no primeiro semestre, totalizando 655.403 milhões. Destaque para o aumento de 17,5% no ‘diagnóstico por tomografia’ e de 12,3% nas ‘ressonâncias magnéticas’.

O Boletim Econômico ABIIS é desenvolvido pela Websetorial Consultoria Econômica.

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Anadem comemora seus 26 anos com tradicionais eventos científicos e anuncia expansão de serviços e produtos para 2025

Após mudança do regime jurídico para Sociedade Anônima (S.A.), a maior rede de blindagem profissional do Brasil reafirma seu compromisso com a inovação e sustentabilidade

Brasília, 27 de setembro de 2024 – A Anadem finalizou hoje a programação científica que marca as comemorações dos 26 anos da sua fundação. Os eventos desta quinta e sexta-feira contaram com uma robusta gama de palestras, reunindo parceiros estratégicos, colaboradores internos, escritórios de advocacia credenciados e representantes comerciais de todo o Brasil, no auditório da Legião da Boa Vontade (LBV), em Brasília. A festa de comemoração do aniversário acontece hoje à noite, no Espaço da Corte.

27º SEMINÁRIO NACIONAL ANADEM

Nesta sexta, a programação teve início com a apresentação do Conselho de Administração da Anadem, que é formado por Raul Canal, presidente da instituição; Rodrigo Canal, vice-presidente; Marcelo Buz, CEO; Alexandre Lemos, diretor Comercial; e Danilo Gomes e Olnei Abdão, membros independentes.

Os membros do Conselho abordaram a expansão dos serviços e produtos que teve início com a mudança do regime jurídico para Sociedade Anônima (S.A.), além da projeção de crescimento da Anadem para os próximos anos.

O presidente Raul Canal reforçou a importância de todos os envolvidos para a consolidação da empresa como a maior rede de blindagem profissional do Brasil. “O comprometimento de vocês nos trouxe até aqui. Agora, reafirmamos o compromisso de inovar ainda mais para alcançarmos mais profissionais de saúde e cuidarmos da carreira e da reputação de cada um deles”, disse.

Já o CEO da empresa, Marcelo Buz, apresentou uma linha do tempo com a trajetória de 26 anos da Anadem, ressaltando seu crescimento acelerado nos últimos dez anos, e apontou as inúmeras possibilidades comerciais que surgem com a projeção de que mais de 1 milhão de médicos devem estar atuando no mercado brasileiro até 2035.

Além disso, o evento reuniu os convidados para debater temas como “Manual Seguro de Responsabilidade Civil para Profissionais da Saúde; “Panorama Comercial: campanhas, estratégias, metas e novidades”; “Gerenciamento de crise de imagem na imprensa: o que fazer e o que evitar”, além da apresentação “Quem sabe faz ao vivo!” e “Horizontes e perspectivas do mercado de RC Médico”.

7° SEMINÁRIO NACIONAL DE CASUÍSTICAS ANADEM

Na quinta-feira, conselheiros Jurídicos e Científicos e membros de escritórios de advocacia credenciados participaram do 7º Seminário Nacional de Casuísticas Anadem. Casos peculiares foram apresentados e questionamentos comuns dos representantes comerciais foram esclarecidos.

5° SEMINÁRIO NACIONAL CIRURGIA SEGURA

A programação do 5º Seminário Nacional Cirurgia Segura, que aconteceu na manhã de ontem (26), tratou de temas de extrema importância para a área da saúde. O evento contou com trilha de aprendizagem, novas abordagens do produto e troca de experiências entre os participantes.

Durante as exposições, foram apresentados os resultados históricos e os desafios para os próximos cinco anos e houve uma mesa de debates com a presença de médicos.

Foto: Ascom

Anvisa proíbe medidor de pressão e termômetro com coluna de mercúrio

Resolução publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (24)

Por CNN Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, em todo o território brasileiro, a fabricação, importação, comercialização e o uso em serviços de saúde de termômetros e esfigmomanômetros (medidores de pressão arterial) com coluna de mercúrio. A resolução foi publicada nesta terça-feira (24) no Diário Oficial da União.

Os equipamentos abrangidos pela resolução têm uma coluna transparente contendo mercúrio e finalidade de aferir valores de temperatura corporal e pressão arterial, indicados para uso em diagnóstico em saúde. A proibição não se aplica a produtos para pesquisa, calibração de instrumentos ou uso como padrão de referência.

Ainda de acordo com a resolução, termômetros e esfigmomanômetros com coluna de mercúrio que forem retirados de uso devem seguir as Boas Práticas de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, fixadas pela Anvisa em 2018.

O descumprimento da resolução, segundo a agência, constitui infração sanitária, sem prejuízo das responsabilidades civil, administrativa e penal cabíveis.

Entenda

Em 2022, a diretoria colegiada da Anvisa aprovou, em reunião pública, iniciativa regulatória sobre o tema, atendendo a uma demanda da Convenção de Minamata, ocorrida no Japão em 2013 e da qual o Brasil é signatário. Pela convenção, o mercúrio deveria ter seu uso reduzido em todo o mundo até 2020.

O metal pesado, segundo a agência, não representa perigo direto para usuários de termômetros ou de medidores de pressão, mas configura perigoso agente tóxico no meio ambiente quando descartado. A Anvisa destaca ainda que esses equipamentos já contam com alternativas de mercado que não utilizam coluna de mercúrio.

“Termômetros e esfigmomanômetros digitais são produtos para a saúde de uso difundido no Brasil e possuem as mesmas indicações clínicas que os que contém mercúrio. Esses dispositivos também possuem a sua precisão avaliada compulsoriamente pelo Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade e são ambientalmente mais sustentáveis.”

Foto: Reprodução

Presidente da Anadem recebe diretoria da SBCP-MG em jantar especial durante 28ª Jornada Mineira de Cirurgia Plástica

Jornada realizada em BH também contou com a presença do tradicional estande da maior rede de blindagem profissional do Brasil

Belo Horizonte (MG), 24 de setembro de 2024 – Durante a 28ª Jornada Mineira de Cirurgia Plástica, realizada de 19 a 21 deste mês no Sátira Lounge, a Anadem ofereceu um jantar especial para membros da diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – regional Minas Gerais (SBCP-MG), organizadora do evento científico.

O presidente da Anadem, Raul Canal, recebeu os convidados no dia 21, em um encontro que reforçou o clima de integração e cooperação entre os cirurgiões plásticos mineiros, além de destacar a importância da Jornada como um dos principais eventos de atualização científica na especialidade. No dia 20, Canal foi um dos moderadores da Mesa Redonda I – Jurídico, que abordou o tema “Medicina e Justiça – análise estatística da judicialização da medicina e da saúde no Brasil em 2024”.

O estande da maior rede de blindagem profissional do Brasil na Jornada teve a participação de Sergio Telles, gerente Comercial do Cirurgia Segura; de Olnei Abdão, do Anadem Cash e membro independente do Conselho de Administração da Anadem; das representantes comerciais Carolina Carvalhais e Deize Mara; e do conselheiro Jurídico e Científico da Anadem Renato Assis e equipe do seu escritório (Beatriz Ferreira, Luiza Gomes, Vitória Lichirgu e Letícia Carvalho).