Família pede apuração após morte de feto no Paraná
Suspeita de parentes é de falta de atenção a problema cardíaco do bebê. Grávida carregou por 12 dias o feto sem vida e o expeliu em casa.
A família de Kauane Carolina Sotana Lopes dos Santos, de 20 anos, que estava grávida de quatro meses e havia 12 dias carregava o filho morto, afirma que pedirá investigação para apurar se houve negligência no atendimento pela Unidade Básica de Saúde Orlando Cestari, no Jardim União da Vitória, zona sul de Londrina (PR).
A jovem expeliu o feto na manhã de domingo (28) e os parentes querem saber se era possível evitar a morte do bebê e se é aceitável fazer com que a mãe fique com o feto sem vida na barriga por um mês, já que a operação para retirada estava marcada para o próximo dia 16.
Kauane foi encaminhada ao Hospital Universitário (HU). O cunhado dela, Jeferson Xavier, acredita que houve descaso. “Imagina o quanto uma mãe fica abalada por ficar um mês com um bebê morto na barriga? Falei para o meu irmão pegar um laudo no hospital porque vamos entrar com uma ação. Não podem nos tratar assim, somos seres humanos”, disse. Ele completou que Kauane teve de levar o feto em um pote ao hospital.
Tia de Kauane, Cleonice de Oliveira afirmou que a jovem fez um ultrassom em uma clínica da cidade, depois de passar mal no início do mês. “Disseram que o coração do bebê estava fraquinho e mandaram um laudo para o médico do posto de saúde, que não tomou qualquer providência”, disse. No último dia 16, em novo ultrassom, a família descobriu que a criança estava morta há dois dias. “Mandaram para o HU e o HU mandou ela voltar para casa e esperar 30 dias, para fazer raspagem e tirar.”
Cleonice considerou que o principal problema foi a falta de atenção do médico do posto ao resultado do primeiro ultrassom. “O médico mandou por escrito para o médico do posto e ele não deve ter prestado atenção, porque disse que estava tudo bem e que era para ela voltar para casa. Depois, no dia 16, o bebê estava morto”, disse. O menino, que seria o segundo filho de Kauane, receberia o nome de Davi Emanoel. Segundo o cunhado da jovem, ela estava na sala de espera do HU e não tinha sido atendida até as 18h20 de ontem.
Outro lado
A reportagem tentou contato na UBS e no HU, mas atendentes disseram que somente diretores e assessores de imprensa poderiam dar informações sobre o caso. O secretário da Saúde de Londrina, Mohamad El Kadri, afirmou que não tinha informações sobre o episódio, mas que pretende analisar os laudos e ouvir as partes envolvidas antes de se posicionar.
El Kadri não quis opinar sobre a espera para a retirada do feto. A reportagem contatou um médico de Londrina, que não quis se identificar, e que informou que o procedimento não é incomum para casos em que não há contato do bebê com o meio externo.
Fonte: http://www.folhaweb.com.br/
Foto: Amy Entwistle, via Flickr
Presidente da ANADEM palestra no III Encontro Internacional de Financial Lines
O Presidente da ANADEM, Raul Canal, proferiu palestra para dezenas de empresários do mercado de seguros durante o III ENCONTRO INTERNACIONAL DE “FINANCIAL LINES”, promovido pela Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), dia 18 de junho, no hotel Renaissance em São Paulo (SP).
Com o objetivo de esclarecer o papel do seguro no gerenciamento de riscos das sociedades empresariais, o III Encontro Internacional de Linhas Financeiras reuniu especialistas e executivos de empresas do ramo em painéis de discussão que abrangeram os mais variados temas do mercado no Brasil e no mundo.
Dentre outros, os destaques da edição foram os produtos de Responsabilidade Civil Profissional (Erros e Omissões – E&O) – seguro que oferece proteção para profissionais liberais; “Responsabilidade Civil Profissional para a Área Médica” e “Soluções para Riscos Profissionais em Projetos Específicos”.
O evento foi realizado pela Federação Nacional de Seguros Gerais e contou com o apoio da Escola Nacional de Seguros (Funenseg) e da Associação Brasileira de Gerenciamento de Risco (ABGR).
Homem morre no aguardo de médico em unidade de saúde do MS
Um homem de 33 anos morreu enquanto esperava por atendimento no Centro Regional de Saúde (CRS) do bairro Tiradentes, em Campo Grande, na madrugada deste sábado (27).
De acordo com o registro policial, o homem deu entrada na unidade com tremores e desmaio na noite de quinta-feira (25).
Conforme a mãe da vítima, Eva Barbosa de Souza, o filho dela passou mal na madrugada do dia 27, foi atendido por enfermeiros e aguardava por atendimento médico. A diarista contou que o profissional demorou 15 minutos para chegar.
“Eles (enfermeiros) tentaram fazer ele voltar, mas ele faleceu quando o médico chegou”, disse em entrevista à TV Morena. O homem morreu por volta das 3h (de MS), de acordo com polícia.
O caso foi registrado como morte natural na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do bairro Piratininga.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) informou que realizou todo o atendimento necessário ao paciente desde a entrada dele na unidade de saúde.
Fonte: http://g1.globo.com/
Foto: Paulisson Miura, via Flickr
TJ-MT nega pedido de indenização para mãe que engravidou após suposta laqueadura
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) negou recurso que visava condenar médico ginecologista a indenizar e pagar pensão a uma paciente que supostamente teria feito um procedimento de laqueadura com ele e, mesmo assim, engravidado anos depois.
A decisão foi proferida de forma unânime pela 2ª Câmara Cível do tribunal, que entendeu não haver provas de que o profissional realizou tal procedimento. Também foi alvo da ação o Hospital Beneficente Santa Lara, local onde a laqueadura teria sido feita.
Na ação, a paciente A.R.A.L. alegou que durante o parto de sua terceira filha, em 2008, resolveu se submeter a uma cirurgia de laqueadura, uma vez que não teria condições financeiras de ter mais filhos.
A.R.A.L. afirmou que realizou a cesariana e a laqueadura com o médico, em julho daquele ano, porque cobrava um valor mais acessível que os demais médicos (R$ 1.500,00).
Porém, três anos depois, a paciente reclamou que ficou grávida novamente, “situação esta que lhe daria o direito a indenização já que não houve a efetivação do serviço contratado”.
Ela então entrou na Justiça e pediu que o hospital e o médico lhe indenizassem em R$ 30 mil, valor relativo ao período de gestação, atendimento médico, exames clínicos, parto, medicamentos, despesas com enxoval do nascituro, mobiliário para sua acomodação, etc.
Além disso, a paciente requereu a devolução do valor supostamente pago pela cirurgia e pelos exames de ultrassom, que totalizariam R$ 1.640,00, bem como danos materiais e morais e pensão alimentícia
em favor da criança.
Em sua defesa, o profissional assegurou que a paciente chegou a lhe procurar para se submeter à cirurgia, mas não fechou o negócio. Segundo ele, a situação teria ocorrido em 2005, sendo que ele só a teria reencontrado em 2009, ocasião em que foi realizada a cesariana.
“Desse modo, inexistindo provas que alcancem a comprovação de que houve a realização do serviço médico de prevenção da gravidez, não há qualquer ilícito passível de reparação”
Em primeira instância, a versão do médico foi acatada, no ano passado, pelo juiz Aristeu Vilella, que julgou improcedente a ação.
Sem provas
A falta de provas levou a paciente a sofrer nova derrota judicial em recurso interposto no TJ-MT. Conforme a relatora do caso, desembargadora Maria Helena Póvoas, a paciente não conseguiu sequer provar o pagamento dos R$ 1.500,00, muito menos que realizou a cirurgia de laqueadura com o médico.
“O mesmo se diz em relação à indenização por danos materiais, morais e pensão em virtude de gravidez indesejada, uma vez que diante da ausência de qualquer ato praticado pelo Apelado (quiçá ilícito), não há dever de indenizar, o que acaba por derrubar os argumentos expendidos pela Apelante”, explicou.
A magistrada também ressaltou que, mesmo que houvesse a comprovação da cirurgia, ainda assim não haveria necessariamente o direito de indenização.
Segundo Maria Helena Póvoas, para que o médico fosse condenado precisaria existir provas de que ele teria sido culpado pela gravidez indesejada, seja por negligência, imprudência ou imperícia.
“Desse modo, inexistindo provas que alcancem a comprovação de que houve a realização do serviço médico de prevenção da gravidez, não há qualquer ilícito passível de reparação”, votou.
O julgamento foi no dia 29 de abril.
Fonte: http://www.midianews.com.br/ e http://www.tjmt.jus.br/
Foto: Helder da Rocha, via Flickr
No sul de Goiás, jovem morre e família reclama de demora no diagnóstico
Familiares da jovem Jéssica de Paula, de 21 anos, denunciam que os médicos do Hospital Municipal Modesto de Carvalho, em Itumbiara, no sul de Goiás, demoraram a diagnosticar que ela estava com uma infecção, o que provocou a morte da paciente. A garota deu à luz duas semanas antes na mesma unidade de saúde. Ela morreu no domingo (21).
Segundo o marido da Jéssica, ela deu à luz por meio de cesariana realizada no hospital no dia 7 de junho e teve alta três dias depois. Ele conta que a esposa começou a sentir fortes dores na barriga quando estava em casa e, quatro dias depois de deixar a unidade de saúde, ser internada novamente.
“Ela estava com a barriga inchada e com muita dor. Ela teve algumas bolhas na barriga e colocaram uma bolsa de água quente que queimou a barriga dela. Depois disseram que ela estava com uma infecção gravíssima e precisava fazer uma cirurgia para tirar a bactéria”, contou o marido de Jéssica, Wanderson Ricardo de Oliveira.
O pai da jovem, Altair Evangelista de Paula, afirmou que acredita que o hospital demorou a diagnosticar o problema. “Disseram que tinha uma manchinha na barriga e que não achavam que era uma infecção tão grave e, infelizmente, aconteceu isso aí”, desabafou.
A avó de Jéssica, Selma das Graças, reclamou do atendimento do Hospital Municipal. “Nunca vi por bolsa de água quente em cima da barriga da menina que já estava inchada. Queimaram a barriga dela, criaram três bolhas”, contou.
Depois que a primeira cirurgia foi feita, ela foi internada na UTI de um outro hospital. Porém, o quadro de saúde dela se agravou, e foi necessário fazer uma nova cirurgia. Ela não resistiu à infecção e morreu na madrugada de domingo. Ela foi enterrada no mesmo dia em Centralina (MG), cidade natal da jovem.
Segundo o diretor técnico do Hospital Municipal Modesto de Carvalho, o médico Mac Arthur, a paciente foi diagnosticada com infecção grave logo que retornou ao hospital e ela foi medicada para tentar reverter o quadro clínico.
O médico informou ainda que as bolhas e manchas escuras na pele da paciente eram resultado da infecção, e não de uma queimadura causada pela compressa quente. “Bolhas e necroses eram consequências da ação da bactéria. A bolsa de água quente foi usada para aliviar a dor”, afirmou.
Ainda de acordo com o hospital, Jéssica foi submetida a uma cirurgia para remover a necrose causada pela infecção e encaminhada diretamente para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital conveniado à rede municipal de saúde.
Justiça
Jéssica deixou uma filha de 4 anos de idade e outra com duas semanas de vida. O avô das crianças, Altair de Paula, afirmou que procura justiça. “A justiça tem que ser feita, não por dinheiro, nem por nada, mas porque eu não quero que outra vida acabe igual à vida da minha filha”, disse.
“A gente tem que fazer alguma coisa, não pode ficar assim não. Se aconteceu conosco pode acontecer com outras pessoas”, reforçou o sogro de Jéssica, Nilton de Oliveira.
Para o diretor-técnico do Hospital Municipal Modesto de Carvalho não houve falha médica. “A paciente recebeu toda a assistência médica possível de obstetras, ifectologistas e cirurgiões”.
Fonte: http://g1.globo.com/
Foto: http://www.itumbiara.go.gov.br/
Jovem registra omissão de socorro após médico estar 'muito ocupado'
Um jovem de 27 anos, que terá a identidade preservada, procurou a polícia na manhã desta segunda-feira (22) para denunciar suposta omissão de socorro cometida por hospital público de Santa Rita do Pardo, distante 267 quilômetros da capital Campo Grande (MS).
Segundo o registro da ocorrência, o jovem procurou a unidade na tarde de ontem, por volta das 13h30, com fortes dores nas costas e dificuldade de respirar.
Uma enfermeira teria informado ao paciente que o médico do hospital não o atenderia por estar “muito ocupado”. O rapaz foi orientado a voltar ao hospital mais tarde ou no dia seguinte.
O caso foi registrado como omissão de socorro na delegacia de polícia de Santa Rita do Pardo e será investigado.
Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/
Foto: http://www.santaritadopardo.ms.gov.br/
Sem atendimento médico, mulher morre em frente a UPA em Curitiba
Na madrugada desta quarta-feira (24), imagens gravadas por um celular mostram o desespero para socorrer uma mulher em frente a uma UPA de Curitiba (PR). Passando muito mal, ela teve que ser colocada numa cadeira de rodas e depois levada até a unidade. Maria da Luz, de 39 anos, morreu logo em seguida. Esse foi o desfecho de uma história que, segundo testemunhas, começou horas antes.
A família de Maria da Luz diz que ela chegou a Unidade de Pronto Atendimento junto com o marido. A mulher se queixava de fortes dores no peito, na cabeça e sentia falta de ar. Passou por uma triagem e teria esperado por mais de três horas. Como ninguém apareceu para medicá-la, o marido decidiu levá-la até uma farmácia para tomar um remédio. No caminho, o estado dela se agravou e Maria desmaiou na calçada da farmácia.
A mulher que gravou as imagens no celular conta que o marido correu até a UPA em busca de socorro.
“Ele já correu para cá implorando ajuda. Ele falou com mais de três pessoas dentro do posto e todas as três negaram atendimento, dizendo que era procedimento deles não sair de dentro do posto. Que já que ela tinha saído de dentro do posto, ele que se virasse com ela do outro lado da rua”, conta Cristiane Nunes Pereira, comerciante.
O marido de Maria da Luz registrou boletim de ocorrência e afirmou que pediu ajuda para o motorista de uma ambulância e para funcionários da unidade de saúde. Segundo ele, o motorista “teria se negado a prestar socorro” e um dos médicos teria dito que “não era possível deslocar alguém para prestar auxílio”.
“O funcionário público tinha obrigação de socorrer, independentemente da situação da pessoa viver ou não, é obrigação do funcionário público, principalmente da área de saúde”. Destaca Francisco Caricati, delegado.
O secretário de Saúde de Curitiba disse que vai apurar as responsabilidades.
“Eu determinei a abertura de uma sindicância para apurar todos os fatos. Solicitar documentos, imagens, ouvir os profissionais, familiares para que a gente possa apurar com todo o rigor o que aconteceu”, disse Adriano Massuda, secretário municipal de Saúde.
Maria da Luz das Chagas vai ser enterrada nesta quinta (25). Ela deixou quatro filhos.
Fonte: http://g1.globo.com/
Foto: Leonardo da Silva, via Flickr
TJ-RS confirma condenação de cirurgião plástico pela morte de paciente
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul confirmou a condenação por homicídio culposo de um cirurgião plástico, de 73 anos, pela morte da promotora de eventos Lívia Ulguim Marcello, 29 anos, ocorrida em 24 de março de 2010, durante uma cirurgia plástica efetuada na antiga clínica do médico, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre.
Um erro médico teria provocado perfurações no fígado e choque hemorrágico, tirando a vida de Lívia.
Por unanimidade (três votos a zero), a 3ª Câmara Criminal sentenciou o médico a dois anos e um mês de detenção em regime aberto (convertidos em prestação de serviços comunitários) e ao pagamento de 50 salários mínimos nacionais (equivalentes a R$ 39,4 mil) para a mãe de Lívia.
Em um trecho da decisão, com 49 páginas, a desembargadora Osnilda Pisa, relatora do processo, escreveu: “A prova dos autos, reitero, é idônea e suficiente no sentido de que o apelante (…) causou, culposamente, mediante imperícias, negligência e com inobservância de regra técnica, a morte de Lívia”.
O fígado de Lívia sofreu quatro perfurações durante cirurgia de lipoaspiração e colocação de próteses mamárias. Conforme a desembargadora, ocorreu uma sequência de erros médicos, começando pela realização de procedimento invasivo sem as necessárias condições e equipamentos para atender complicações, cometimento de lesões hepáticas e terminando por deixar de adotar providências urgentes para estancar a volumosa perda de sangue.
Segundo o desembargador Sérgio Miguel Achutti Blattes, o médico também foi negligente e “ao descrumprir regra técnica da sua profissão, quando deixou de observar cautelas exigíveis para o atendimento de intercorrências graves, posto que não garantiu meio de transporte e convênio com hospital de referência para o enfrentamento dessas intercorrências.”
De acordo com o acórdão, durante uma hora, o profissional e assistentes tentaram reanimar a vítima para depois chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.
Conforme a acusação, baseada em laudos do Departamento Médico Legal, os ferimentos no fígado de Lívia teriam sido causados por falha no manuseio de cânula de lipoaspiração. Embora esse laudo tenha sido constestado por médicos que prestam serviços de perícia, o Tribunal não levou isso em consideração.
Segundo o médico, a paciente sofreu uma parada cardíaca e que o fígado dela foi atingido por um dreno, quando já estava sem batimentos. Procurado por Zero Hora, disse que a parada cardíaca foi provocada porque a vítima tinha usado cocaína e não comunicou a ele.
“Fui altamente prejudicado, condenado injustamente. Vou recorrer em Brasília”, afirmou o profissional, que segue trabalhando em uma nova clínica localizada no bairro Moinhos de Vento.
Resquícios da droga foram encontradas no corpo da paciente, mas conforme laudo pericial, não foi possível precisar quanto tempo antes da cirurgia a droga foi ingerida. Peritos também afirmaram que a droga não teria influência no resultado morte.
Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/
Foto: Eliezer Pedroso, via Flickr
Erro médico em parto é investigado pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul
A mãe do bebê de oito meses que nasceu com sequelas cerebrais após ser sufocado no parto com o cordão umbilical, no HR (Hospital Regional) de Campo Grande, foi ouvida na tarde dessa segunda-feira (22) pelo MPE-MS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), que abriu inquérito para investigar o caso.
Vanessa Cavalcante, 27, foi ouvida pela promotora Jacaguara Passos, ao lado do marido, o atendente de call center Heber da Silva Zárate, 28. O caso aconteceu no dia 21 de outubro de 2014, quando ela sentiu fortes dores de parto e foi para o HR.
Chegando ao local, às 14h, ela avisou que desde os seis meses de gestação sabia que o bebê não estava em posição adequada para o parto normal, e o procedimento a ser feito era a cesariana. Porém, a informação foi ignorada.
Durante as tentativas de parto normal, já a meia-noite, foi tomada a decisão pela cesariana. “Quando viram que não tinha condições de ser parto normal, o cordão já tinha sufocado ele”, explica Vanessa, que teve o diagnóstico da posição do bebê feito na UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família) do Jardim Antártica.
“Meu sentimento é de tristeza e agonia. Não sei como será o desenvolvimento do meu filho, que não se movimenta, não sorri”, lamenta Vanessa, que está desempregada e depende do marido, que ganha um salário mínimo e torna a situação financeira outro complicador, já que ela não pode trabalhar para cuidar do filho, hoje com oito meses.
Entre as despesas, está a compra de leite especial, no valor de R$ 300, e a parcela de aproximadamente R$ 400 de um carro usado para levar a criança para tratamento com fonoaudiólogo, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. Atualmente, o casal depende de doações de amigos e familiares para se manter.
“Quando ele nasceu, já me falaram que ele teria sequelas, e ainda disseram para eu ficar tranquila, pois existiam ótimos neurologistas para cuidar do meu filho”, revela Vanessa, que segundo a advogada que a acompanha, irá aguardar o fechamento do inquérito para entrar com pedido de indenização, diante da dificuldade financeira apresentada.
Fonte: http://www.oestadoonline.com.br/
Médicos chineses são presos por usarem pacientes falecidos em fraude de seguros
Um grupo de médicos chineses foi acusado de múltiplos crimes relacionados a fraude de seguros. Eles utilizavam cadáveres de pacientes com câncer recentemente falecidos para falsificar acidentes de trânsito, o que lhes permitia acumular milhões de yuan em compensação ilegítima.
O jornal estatal People’s Daily reportou que no dia 19 de maio vários médicos que trabalhavam no Hospital Popular do Distrito de Biling eram suspeitos de participar na operação criminosa.
Esse tipo de ato vem ocorrendo desde maio de 2011, quando um médico de sobrenome Yang começou a trabalhar no tratamento de pacientes com câncer em estado terminal a pedido de Wang, que na altura detinha o cargo de diretor do departamento de seguros do hospital.
Juntos, os dois encorajavam pacientes a comprar seguros de valor elevado. Quando o paciente morria, Yang simulava um acidente de automóvel em conluio com a família do paciente. Dois outros médicos de nome Ning e Li, apressavam-se para chegar ao “local do acidente” e fingiam administrar “cuidados intensivos” ao paciente falecido, cujo corpo era usado como um adereço.
Yang preenchia um certificado de óbito e tomava as medidas necessárias para reclamar compensação das companhias de seguro.
Ele e seus cúmplices encenaram 42 falsos acidentes usando pacientes já falecidos, de acordo com artigo do People’s Daily. Destes, 25 foram bem sucedidos, fazendo os médicos receberem cerca de 3 milhões de yuan (aproximadamente U$ 480 mil) em compensações das companhias de seguros.
O grupo foi exposto em janeiro quando a agência de segurança pública local recebeu vários relatos de suspeita de fraude vindos das companhias de seguros, incluindo 5 envolvendo Yang.
Investigações revelaram que Yang tinha estado em contato frequente com os condutores envolvidos em muitos dos acidentes, ou que todos eles eram seus parentes.
Sete suspeitos foram presos e colocados sobre detenção por crime, relatou o People’s Daily.
Fonte: https://www.epochtimes.com.br
Foto: sylvar, via Flickr