Arquivo de Notícias - Página 431 de 451 - Anadem

Homem morre no aguardo de médico em unidade de saúde do MS

Um homem de 33 anos morreu enquanto esperava por atendimento no Centro Regional de Saúde (CRS) do bairro Tiradentes, em Campo Grande, na madrugada deste sábado (27).

De acordo com o registro policial, o homem deu entrada na unidade com tremores e desmaio na noite de quinta-feira (25).

Conforme a mãe da vítima, Eva Barbosa de Souza, o filho dela passou mal na madrugada do dia 27, foi atendido por enfermeiros e aguardava por atendimento médico. A diarista contou que o profissional demorou 15 minutos para chegar.

“Eles (enfermeiros) tentaram fazer ele voltar, mas ele faleceu quando o médico chegou”, disse em entrevista à TV Morena. O homem morreu por volta das 3h (de MS), de acordo com polícia.

O caso foi registrado como morte natural na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do bairro Piratininga.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) informou que realizou todo o atendimento necessário ao paciente desde a entrada dele na unidade de saúde.

Fonte: http://g1.globo.com/
Foto: Paulisson Miura, via Flickr

TJ-MT nega pedido de indenização para mãe que engravidou após suposta laqueadura

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) negou recurso que visava condenar médico ginecologista a indenizar e pagar pensão a uma paciente que supostamente teria feito um procedimento de laqueadura com ele e, mesmo assim, engravidado anos depois.

A decisão foi proferida de forma unânime pela 2ª Câmara Cível do tribunal, que entendeu não haver provas de que o profissional realizou tal procedimento. Também foi alvo da ação o Hospital Beneficente Santa Lara, local onde a laqueadura teria sido feita.

Na ação, a paciente A.R.A.L. alegou que durante o parto de sua terceira filha, em 2008, resolveu se submeter a uma cirurgia de laqueadura, uma vez que não teria condições financeiras de ter mais filhos.

A.R.A.L. afirmou que realizou a cesariana e a laqueadura com o médico, em julho daquele ano, porque cobrava um valor mais acessível que os demais médicos (R$ 1.500,00).

Porém, três anos depois, a paciente reclamou que ficou grávida novamente, “situação esta que lhe daria o direito a indenização já que não houve a efetivação do serviço contratado”.

Ela então entrou na Justiça e pediu que o hospital e o médico lhe indenizassem em R$ 30 mil, valor relativo ao período de gestação, atendimento médico, exames clínicos, parto, medicamentos, despesas com enxoval do nascituro, mobiliário para sua acomodação, etc.

Além disso, a paciente requereu a devolução do valor supostamente pago pela cirurgia e pelos exames de ultrassom, que totalizariam R$ 1.640,00, bem como danos materiais e morais e pensão alimentícia
em favor da criança.

Em sua defesa, o profissional assegurou que a paciente chegou a lhe procurar para se submeter à cirurgia, mas não fechou o negócio. Segundo ele, a situação teria ocorrido em 2005, sendo que ele só a teria reencontrado em 2009, ocasião em que foi realizada a cesariana.

“Desse modo, inexistindo provas que alcancem a comprovação de que houve a realização do serviço médico de prevenção da gravidez, não há qualquer ilícito passível de reparação”

Em primeira instância, a versão do médico foi acatada, no ano passado, pelo juiz Aristeu Vilella, que julgou improcedente a ação.

Sem provas
A falta de provas levou a paciente a sofrer nova derrota judicial em recurso interposto no TJ-MT. Conforme a relatora do caso, desembargadora Maria Helena Póvoas, a paciente não conseguiu sequer provar o pagamento dos R$ 1.500,00, muito menos que realizou a cirurgia de laqueadura com o médico.

“O mesmo se diz em relação à indenização por danos materiais, morais e pensão em virtude de gravidez indesejada, uma vez que diante da ausência de qualquer ato praticado pelo Apelado (quiçá ilícito), não há dever de indenizar, o que acaba por derrubar os argumentos expendidos pela Apelante”, explicou.

A magistrada também ressaltou que, mesmo que houvesse a comprovação da cirurgia, ainda assim não haveria necessariamente o direito de indenização.

Segundo Maria Helena Póvoas, para que o médico fosse condenado precisaria existir provas de que ele teria sido culpado pela gravidez indesejada, seja por negligência, imprudência ou imperícia.

“Desse modo, inexistindo provas que alcancem a comprovação de que houve a realização do serviço médico de prevenção da gravidez, não há qualquer ilícito passível de reparação”, votou.

O julgamento foi no dia 29 de abril.

Fonte: http://www.midianews.com.br/ e http://www.tjmt.jus.br/
Foto: Helder da Rocha, via Flickr

No sul de Goiás, jovem morre e família reclama de demora no diagnóstico

Familiares da jovem Jéssica de Paula, de 21 anos, denunciam que os médicos do Hospital Municipal Modesto de Carvalho, em Itumbiara, no sul de Goiás, demoraram a diagnosticar que ela estava com uma infecção, o que provocou a morte da paciente. A garota deu à luz duas semanas antes na mesma unidade de saúde. Ela morreu no domingo (21).

Segundo o marido da Jéssica, ela deu à luz por meio de cesariana realizada no hospital no dia 7 de junho e teve alta três dias depois. Ele conta que a esposa começou a sentir fortes dores na barriga quando estava em casa e, quatro dias depois de deixar a unidade de saúde, ser internada novamente.

“Ela estava com a barriga inchada e com muita dor. Ela teve algumas bolhas na barriga e colocaram uma bolsa de água quente que queimou a barriga dela. Depois disseram que ela estava com uma infecção gravíssima e precisava fazer uma cirurgia para tirar a bactéria”, contou o marido de Jéssica, Wanderson Ricardo de Oliveira.

O pai da jovem, Altair Evangelista de Paula, afirmou que acredita que o hospital demorou a diagnosticar o problema. “Disseram que tinha uma manchinha na barriga e que não achavam que era uma infecção tão grave e, infelizmente, aconteceu isso aí”, desabafou.

A avó de Jéssica, Selma das Graças, reclamou do atendimento do Hospital Municipal. “Nunca vi por bolsa de água quente em cima da barriga da menina que já estava inchada. Queimaram a barriga dela, criaram três bolhas”, contou.

Depois que a primeira cirurgia foi feita, ela foi internada na UTI de um outro hospital. Porém, o quadro de saúde dela se agravou, e foi necessário fazer uma nova cirurgia. Ela não resistiu à infecção e morreu na madrugada de domingo. Ela foi enterrada no mesmo dia em Centralina (MG), cidade natal da jovem.

Segundo o diretor técnico do Hospital Municipal Modesto de Carvalho, o médico Mac Arthur, a paciente foi diagnosticada com infecção grave logo que retornou ao hospital e ela foi medicada para tentar reverter o quadro clínico.

O médico informou ainda que as bolhas e manchas escuras na pele da paciente eram resultado da infecção, e não de uma queimadura causada pela compressa quente. “Bolhas e necroses eram consequências da ação da bactéria. A bolsa de água quente foi usada para aliviar a dor”, afirmou.

Ainda de acordo com o hospital, Jéssica foi submetida a uma cirurgia para remover a necrose causada pela infecção e encaminhada diretamente para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um hospital conveniado à rede municipal de saúde.

Justiça
Jéssica deixou uma filha de 4 anos de idade e outra com duas semanas de vida. O avô das crianças, Altair de Paula, afirmou que procura justiça. “A justiça tem que ser feita, não por dinheiro, nem por nada, mas porque eu não quero que outra vida acabe igual à vida da minha filha”, disse.

“A gente tem que fazer alguma coisa, não pode ficar assim não. Se aconteceu conosco pode acontecer com outras pessoas”, reforçou o sogro de Jéssica, Nilton de Oliveira.

Para o diretor-técnico do Hospital Municipal Modesto de Carvalho não houve falha médica. “A paciente recebeu toda a assistência médica possível de obstetras, ifectologistas e cirurgiões”.

Fonte: http://g1.globo.com/
Foto: http://www.itumbiara.go.gov.br/

Jovem registra omissão de socorro após médico estar 'muito ocupado'

Um jovem de 27 anos, que terá a identidade preservada, procurou a polícia na manhã desta segunda-feira (22) para denunciar suposta omissão de socorro cometida por hospital público de Santa Rita do Pardo, distante 267 quilômetros da capital Campo Grande (MS).

Segundo o registro da ocorrência, o jovem procurou a unidade na tarde de ontem, por volta das 13h30, com fortes dores nas costas e dificuldade de respirar.

Uma enfermeira teria informado ao paciente que o médico do hospital não o atenderia por estar “muito ocupado”. O rapaz foi orientado a voltar ao hospital mais tarde ou no dia seguinte.

O caso foi registrado como omissão de socorro na delegacia de polícia de Santa Rita do Pardo e será investigado.

Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/
Foto: http://www.santaritadopardo.ms.gov.br/

Sem atendimento médico, mulher morre em frente a UPA em Curitiba

Na madrugada desta quarta-feira (24), imagens gravadas por um celular mostram o desespero para socorrer uma mulher em frente a uma UPA de Curitiba (PR). Passando muito mal, ela teve que ser colocada numa cadeira de rodas e depois levada até a unidade. Maria da Luz, de 39 anos, morreu logo em seguida. Esse foi o desfecho de uma história que, segundo testemunhas, começou horas antes.

A família de Maria da Luz diz que ela chegou a Unidade de Pronto Atendimento junto com o marido. A mulher se queixava de fortes dores no peito, na cabeça e sentia falta de ar. Passou por uma triagem e teria esperado por mais de três horas. Como ninguém apareceu para medicá-la, o marido decidiu levá-la até uma farmácia para tomar um remédio. No caminho, o estado dela se agravou e Maria desmaiou na calçada da farmácia.

A mulher que gravou as imagens no celular conta que o marido correu até a UPA em busca de socorro.

“Ele já correu para cá implorando ajuda. Ele falou com mais de três pessoas dentro do posto e todas as três negaram atendimento, dizendo que era procedimento deles não sair de dentro do posto. Que já que ela tinha saído de dentro do posto, ele que se virasse com ela do outro lado da rua”, conta Cristiane Nunes Pereira, comerciante.

O marido de Maria da Luz registrou boletim de ocorrência e afirmou que pediu ajuda para o motorista de uma ambulância e para funcionários da unidade de saúde. Segundo ele, o motorista “teria se negado a prestar socorro” e um dos médicos teria dito que “não era possível deslocar alguém para prestar auxílio”.

“O funcionário público tinha obrigação de socorrer, independentemente da situação da pessoa viver ou não, é obrigação do funcionário público, principalmente da área de saúde”. Destaca Francisco Caricati, delegado.

O secretário de Saúde de Curitiba disse que vai apurar as responsabilidades.

“Eu determinei a abertura de uma sindicância para apurar todos os fatos. Solicitar documentos, imagens, ouvir os profissionais, familiares para que a gente possa apurar com todo o rigor o que aconteceu”, disse Adriano Massuda, secretário municipal de Saúde.

Maria da Luz das Chagas vai ser enterrada nesta quinta (25). Ela deixou quatro filhos.

Fonte: http://g1.globo.com/
Foto: Leonardo da Silva, via Flickr

TJ-RS confirma condenação de cirurgião plástico pela morte de paciente

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul confirmou a condenação por homicídio culposo de um cirurgião plástico, de 73 anos, pela morte da promotora de eventos Lívia Ulguim Marcello, 29 anos, ocorrida em 24 de março de 2010, durante uma cirurgia plástica efetuada na antiga clínica do médico, no bairro Menino Deus, em Porto Alegre.

Um erro médico teria provocado perfurações no fígado e choque hemorrágico, tirando a vida de Lívia.

Por unanimidade (três votos a zero), a 3ª Câmara Criminal sentenciou o médico a dois anos e um mês de detenção em regime aberto (convertidos em prestação de serviços comunitários) e ao pagamento de 50 salários mínimos nacionais (equivalentes a R$ 39,4 mil) para a mãe de Lívia.

Em um trecho da decisão, com 49 páginas, a desembargadora Osnilda Pisa, relatora do processo, escreveu: “A prova dos autos, reitero, é idônea e suficiente no sentido de que o apelante (…) causou, culposamente, mediante imperícias, negligência e com inobservância de regra técnica, a morte de Lívia”.

O fígado de Lívia sofreu quatro perfurações durante cirurgia de lipoaspiração e colocação de próteses mamárias. Conforme a desembargadora, ocorreu uma sequência de erros médicos, começando pela realização de procedimento invasivo sem as necessárias condições e equipamentos para atender complicações, cometimento de lesões hepáticas e terminando por deixar de adotar providências urgentes para estancar a volumosa perda de sangue.

Segundo o desembargador Sérgio Miguel Achutti Blattes, o médico também foi negligente e “ao descrumprir regra técnica da sua profissão, quando deixou de observar cautelas exigíveis para o atendimento de intercorrências graves, posto que não garantiu meio de transporte e convênio com hospital de referência para o enfrentamento dessas intercorrências.”

De acordo com o acórdão, durante uma hora, o profissional e assistentes tentaram reanimar a vítima para depois chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

Conforme a acusação, baseada em laudos do Departamento Médico Legal, os ferimentos no fígado de Lívia teriam sido causados por falha no manuseio de cânula de lipoaspiração. Embora esse laudo tenha sido constestado por médicos que prestam serviços de perícia, o Tribunal não levou isso em consideração.

Segundo o médico, a paciente sofreu uma parada cardíaca e que o fígado dela foi atingido por um dreno, quando já estava sem batimentos. Procurado por Zero Hora, disse que a parada cardíaca foi provocada porque a vítima tinha usado cocaína e não comunicou a ele.

“Fui altamente prejudicado, condenado injustamente. Vou recorrer em Brasília”, afirmou o profissional, que segue trabalhando em uma nova clínica localizada no bairro Moinhos de Vento.

Resquícios da droga foram encontradas no corpo da paciente, mas conforme laudo pericial, não foi possível precisar quanto tempo antes da cirurgia a droga foi ingerida. Peritos também afirmaram que a droga não teria influência no resultado morte.

Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/
Foto: Eliezer Pedroso, via Flickr

Erro médico em parto é investigado pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul

A mãe do bebê de oito meses que nasceu com sequelas cerebrais após ser sufocado no parto com o cordão umbilical, no HR (Hospital Regional) de Campo Grande, foi ouvida na tarde dessa segunda-feira (22) pelo MPE-MS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), que abriu inquérito para investigar o caso.

Vanessa Cavalcante, 27, foi ouvida pela promotora Jacaguara Passos, ao lado do marido, o atendente de call center Heber da Silva Zárate, 28. O caso aconteceu no dia 21 de outubro de 2014, quando ela sentiu fortes dores de parto e foi para o HR.

Chegando ao local, às 14h, ela avisou que desde os seis meses de gestação sabia que o bebê não estava em posição adequada para o parto normal, e o procedimento a ser feito era a cesariana. Porém, a informação foi ignorada.

Durante as tentativas de parto normal, já a meia-noite, foi tomada a decisão pela cesariana. “Quando viram que não tinha condições de ser parto normal, o cordão já tinha sufocado ele”, explica Vanessa, que teve o diagnóstico da posição do bebê feito na UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família) do Jardim Antártica.

“Meu sentimento é de tristeza e agonia. Não sei como será o desenvolvimento do meu filho, que não se movimenta, não sorri”, lamenta Vanessa, que está desempregada e depende do marido, que ganha um salário mínimo e torna a situação financeira outro complicador, já que ela não pode trabalhar para cuidar do filho, hoje com oito meses.

Entre as despesas, está a compra de leite especial, no valor de R$ 300, e a parcela de aproximadamente R$ 400 de um carro usado para levar a criança para tratamento com fonoaudiólogo, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional. Atualmente, o casal depende de doações de amigos e familiares para se manter.

“Quando ele nasceu, já me falaram que ele teria sequelas, e ainda disseram para eu ficar tranquila, pois existiam ótimos neurologistas para cuidar do meu filho”, revela Vanessa, que segundo a advogada que a acompanha, irá aguardar o fechamento do inquérito para entrar com pedido de indenização, diante da dificuldade financeira apresentada.

Fonte: http://www.oestadoonline.com.br/

Médicos chineses são presos por usarem pacientes falecidos em fraude de seguros

Um grupo de médicos chineses foi acusado de múltiplos crimes relacionados a fraude de seguros. Eles utilizavam cadáveres de pacientes com câncer recentemente falecidos para falsificar acidentes de trânsito, o que lhes permitia acumular milhões de yuan em compensação ilegítima.

O jornal estatal People’s Daily reportou que no dia 19 de maio vários médicos que trabalhavam no Hospital Popular do Distrito de Biling eram suspeitos de participar na operação criminosa.

Esse tipo de ato vem ocorrendo desde maio de 2011, quando um médico de sobrenome Yang começou a trabalhar no tratamento de pacientes com câncer em estado terminal a pedido de Wang, que na altura detinha o cargo de diretor do departamento de seguros do hospital.

Juntos, os dois encorajavam pacientes a comprar seguros de valor elevado. Quando o paciente morria, Yang simulava um acidente de automóvel em conluio com a família do paciente. Dois outros médicos de nome Ning e Li, apressavam-se para chegar ao “local do acidente” e fingiam administrar “cuidados intensivos” ao paciente falecido, cujo corpo era usado como um adereço.

Yang preenchia um certificado de óbito e tomava as medidas necessárias para reclamar compensação das companhias de seguro.

Ele e seus cúmplices encenaram 42 falsos acidentes usando pacientes já falecidos, de acordo com artigo do People’s Daily. Destes, 25 foram bem sucedidos, fazendo os médicos receberem cerca de 3 milhões de yuan (aproximadamente U$ 480 mil) em compensações das companhias de seguros.

O grupo foi exposto em janeiro quando a agência de segurança pública local recebeu vários relatos de suspeita de fraude vindos das companhias de seguros, incluindo 5 envolvendo Yang.

Investigações revelaram que Yang tinha estado em contato frequente com os condutores envolvidos em muitos dos acidentes, ou que todos eles eram seus parentes.

Sete suspeitos foram presos e colocados sobre detenção por crime, relatou o People’s Daily.

Fonte: https://www.epochtimes.com.br
Foto: sylvar, via Flickr

Idosa morre após esperar 50 dias por cirurgia de fêmur em hospital do DF

Paciente tinha 88 anos de idade; cirurgia chegou a ser adiada quatro vezes. Família fala em descaso; GDF diz que cuidados necessários foram dados.

A aposentada Maria Abadia, de 88 anos, morreu neste sábado (20) após esperar por uma cirurgia no fêmur por 50 dias no Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal. O risco de morte caso ela não fosse operada com urgência constava no relatório médico da paciente.

As cirurgias foram adiadas quatro vezes, a última no dia 14 deste mês. Na época, os médicos alegaram que o estado de saúde dela havia piorado e que, por causa da idade, os riscos seriam maiores. A família afirma que houve descaso.

A Secretaria de Saúde informou que a morte ocorreu por infecção no pulmão e insuficiência cardíaca, não em decorrência da fratura. A pasta disse que Maria recebeu todos os cuidados necessários e que não havia indicação médica para uma internação na UTI. O governo também afirmou que a prioridade no atendimento “não é avaliada por idade e, sim, por quadro clínico”.

Maria Abadia caiu em casa e quebrou o fêmur. Assim que chegou no hospital, aparentava estar bem e até posou para uma foto. No final de maio, estava debilitada e com dores. Segundo uma das filhas da Maria, Rosana Martins, ela nunca precisou de remédios apesar de ter a doença de Chagas.

Para Rosana, a demora pela operação é um dos motivos para a morte da mãe. “Uma vez ela chegou a ficar cinco horas no centro cirúrgico. A gente pensando que ela estava sendo operada, nos chamaram e falaram que a cirurgia tinha sido cancelada novamente. É desumano, negligência médica.”

O atestado de óbito mostra que a causa da morte foi infecção generalizada, pneumonia, fratura da perna e o problema no coração causado pela doença de Chagas. A família afirma que pediu prioridade no tratamento várias vezes para os médicos, sempre negada, segundo uma filha dela.

“Eu falei: ‘Doutor, ela não está precisando de uma UTI?’ Ele disse assim: ‘Olha, outra vez eu vou ser bem franco com a senhora. Aqui é o seguinte, ela tem 88 anos, você vê que o quadro dela está bem avançado. A gente não vai deixar de dar uma vaga de UTI para um cara, por exemplo, que tem 50 anos para a frente de vida para dar para uma pessoa na idade dela, no estado dela, que não tem mais 90 dias de vida, digamos. Aqui funciona assim’. A gente não entende nada, é leigo e fica nas mãos deles”, relatou outra filha, Maria José Bueno.

Fonte: http://g1.globo.com/
Foto: Tim Samoff, via Flickr

Bebê recebe diagnóstico errado em Peruíbe (SP) e é internada em estado grave

Criança com bronquiolite foi internada com urgência em Cubatão (SP). Prefeitura diz que paciente recebeu todos os procedimentos necessários.

Uma menina de apenas cinco meses recebeu cinco diagnósticos diferentes durante atendimentos, desde o dia 2 de junho, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Peruíbe, no litoral de São Paulo. Depois de ser levada a um pediatra, a família de Kimberlly de Fátima Moura Passos descobriu que a criança estava com bronquiolite e precisava ser internada com urgência.

Segundo a mãe, Karen de Fátima Moura, de 22 anos, desde o primeiro dia em que levou Kimberlly à UPA, a menina foi diagnosticada com várias doenças. “A gente acaba acreditando, porque os médicos conseguem nos convencer. Mas eu fiquei desconfiada desde o começo da doença da minha filha, não era normal ela ter febre tão alta”, comenta Karen.

No dia 9 de junho, Karen já estava desesperada, sem saber qual remédio dar para a filha. Ela a levou na pediatra que já a atendia, na Casa Mulher da cidade, onde foi orientada a interná-la imediatamente, pois estava com bronquiolite grave.

Na sequência, Karen levou a filha para o Hospital Modelo de Cubatão (SP), onde moram familiares. O diagnóstico de bronquiolite foi confirmado pelo médico da unidade de saúde, que orientou que a criança tivesse o acompanhamento de dois especialistas, um pneumologista e um alergista. “Lembro que, no dia em que cheguei, o médico disse que minha filha poderia não ter sobrevivido, caso eu não tivesse buscado ajuda”, relata.

Kimberlly continua internada no hopsital, mas, segundo a mãe, o caso se agravou e ela precisou ser transferida à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de alta. “Minha filha está internada, tendo acompanhamento e usando bombinha. Não vejo a hora dela melhorar e sair daqui. Preciso voltar para casa, tenho outra filha, que também depende de mim”, conta.

Karen espera que casos como esse não voltem a acontecer com crianças da cidade. “Eu só queria que os médicos prestassem mais atenção. Eles negaram o exame de raio-X para a minha filha, e a médica dela, no posto, conseguiu saber o que ela tinha sem fazer exame algum”, desabafa.

Em nota, a Prefeitura de Peruíbe contradiz o relatado pela mãe, e esclarece que, na verdade, não houve cinco diagnósticos distintos em relação à paciente. A administração municipal afirma que, de fato, o diagnóstico da mesma patologia pode ser denominado de várias formas, conforme o critério de cada profissional de saúde, e informa que a paciente recebeu todos os procedimentos necessários para o diagnóstico e tratamento da doença dentro da UPA.

Fonte: http://g1.globo.com/
Foto: Diane Wellman, via Flickr