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Anadem marca presença no Conec 2023; programação destaca inovações no cenário nacional de seguros

Corretores de seguros de todo o País discutem tendências e desafios durante os três dias de evento na capital paulista

São Paulo, 6 de outubro de 2023 – Promovido pelo Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor-SP), o Conec 2023 contou com palestras e talk show para abordar as evoluções do setor de seguros nacional. O evento teve início ontem (5) e vai até amanhã (7), no Transamerica Expo Center, na capital paulista.

Especialistas da área falaram sobre temas como “O novo cenário de seguros no Brasil” e “Corretor digital”, além de contarem com a feira de negócios e o espaço inovação.

Representando a maior rede de blindagem profissional do Brasil, a Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética), participaram do Congresso o diretor Comercial da instituição, Alexandre Lemos; a vice-diretora, Viviani Sampaio; e o gerente Comercial Rodrigo Pinho.

Combate à tuberculose é um desafio para o Brasil, diz presidente de grupo de trabalho da OMS

À CNN Rádio, a epidemiologista Ethel Maciel, que é secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, lembrou que o Brasil está entre os 30 países com maior incidência da doença

Por CNN Brasil

O Brasil tem uma média de 5 mil mortes por tuberculose todos os anos e o combate à doença é um desafio para o País.

Esta é a avaliação de Ethel Maciel, que é a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, e agora assume a presidência de grupo de trabalho focado na tuberculose da OMS.

São 12 países que integram este grupo, que buscará soluções para a erradicação da doença no mundo.

À CNN Rádio, Ethel Maciel disse que recebeu o convite para o novo posto com alegria: “É fruto de muito trabalho e mostra a qualidade do que o Brasil vem fazendo.”

Ela lembra, porém, que o País está entre as 30 nações que mais concentram casos de tuberculose no mundo.

“A doença atinge de forma desproporcional as populações mais vulneráveis socialmente, que não tem acesso à moradia e alimentação, por exemplo”, explicou.

De acordo com a epidemiologista, os anos de pandemia de Covid-19 causaram um retrocesso no combate à doença.

“Estamos com os mesmos indicadores de mortalidade de 10 anos atrás, as pessoas têm chegado com quadros mais graves”, disse.

Dentro do Ministério da Saúde, um comitê interministerial atua desde o começo do ano para a eliminação da tuberculose e outras doenças de fator social.

“É prioridade a eliminação delas, temos planos até 2023, com uma série de ações, como pesquisa, melhorias no serviço e educação da população”, completou.

Ethel reforçou que pessoas que apresentam tosse há mais de duas semanas devem procurar serviços de saúde, já que pode ser tuberculose.

“O tratamento é todo gratuito pelo SUS”, completou.

Ela ainda disse que este tratamento demora 6 meses para eliminar a bactéria do organismo, e isto o torna desafiador, pelo acompanhamento do paciente durante todo esse tempo.

Foto: Walterson Rosa/MS

Empregos formais na cadeia produtiva da saúde superam a marca de 4,8 milhões

Por Medicina S/A

O Brasil segue crescendo quando se trata de oportunidades de empregos formais na cadeia produtiva da saúde. Em junho deste ano, o setor teve registro de 4 milhões e 806 mil vínculos, o maior número desde o início da série histórica do novo Caged (jan/20). As informações são do Relatório do Emprego na Cadeia Produtiva da Saúde nº 65, publicação do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

De acordo com o estudo, que considera os setores público, privado e empregos diretos e indiretos, houve crescimento de 0,9% no trimestre e de 1,3% no período de 12 meses. Do total de vínculos na cadeia, 3,9 milhões (81%) pertencem ao setor privado com carteira assinada.

Praticamente metade das oportunidades geradas no setor, 2,4 milhões, se concentra no Sudeste. As regiões que mais cresceram, no entanto, levando-se em conta a variação percentual do trimestre foram o Sul (2,4%), Norte (1,1%), seguidas pelo Sudeste (0,9%) e Nordeste (0,3%). O Centro-Oeste se manteve estável.

“Os indicadores do estudo mostram um ponto interessante em relação ao peso da cadeia da saúde no mercado de trabalho total. As regiões Norte e Nordeste, por exemplo, aparecem em destaque, pois os empregos gerados na saúde em ambas representam 13,2% do total. Vale lembrar que, no Brasil, essa proporção é, em média, de 11,1%” observa o superintendente executivo do IESS, José Cechin.

Já o saldo mensal de oportunidades, registrado em junho, foi de 12,3 mil empregos no setor. No acumulado do ano, considerando os subsetores, o que mais gerou empregos formais na cadeia foi o de prestadores (65,6 mil), seguido por fornecedores (16 mil). Já operadoras tiveram saldo negativo de 273 postos de trabalho. No total, o saldo do setor privado (81,4 mil) representa 8% do volume gerado pela economia (1 milhão).

Foto: Reprodução

Descoberta precoce do câncer de mama eleva chance de cura a 95%, diz CEO de ONG que oferece exame

À CNN Rádio, Andrea da Veiga Pereira destacou que trabalho da organização é intensificado durante o Outubro Rosa

Por CNN Brasil

A campanha Outubro Rosa, ao longo de todo mês, busca conscientizar a população sobre o câncer de mama.

A ONG Américas Amigas trabalha para que mulheres em situação de vulnerabilidade tenham acesso à mamografia e a exames complementares para o diagnóstico da doença.

Em entrevista à CNN Rádio, Andrea da Veiga Pereira, que é a CEO da organização, destacou que a mamografia é “fundamental para combater o câncer de mama.’

“Se o câncer for descoberto no início, a chance de cura é de 95%”, disse.

Quando o diagnóstico é precoce, “há chance de não passar por quimioterapia e o tratamento é facilitado.”

A ONG Américas Amigas oferece o exame para mulheres acima de 40 anos ou que sejam menores de 50 anos com histórico familiar de câncer de mama ou no ovário, com parentesco de primeiro grau.

O cadastro pode ser feito no site, que indica as localidades em que a ONG atua.

São 23 mamógrafos por várias cidades do Brasil, além de uma carreata que circula pelo país todo.

“Vamos completar 15 anos de atuação, com todos os mamógrafos distribuídos, já impactamos 1 milhão de mulheres, é significativo nessa luta muito dura para todos nós”, completou.

No ano passado foram mais de 24 mil exames realizados, com 770 casos positivos.

“Nossa previsão para este Outubro Rosa é de atendermos 5 mil mulheres somente em São Paulo, fora os exames que temos com parceiros em outros estados”, disse.

Foto: Danilo Henriques/Secom/PMU

Mulheres desconhecem as recomendações médicas para a mamografia

Por Medicina S/A

Embora as sociedades médicas recomendem a realização anual da mamografia a partir dos 40 anos de idade¹, grande parte das mulheres não está ciente dessa necessidade. Esse é um dos achados da pesquisa Câncer de Mama no Brasil: Desafios e Direitos, realizada pelo Ipec – Inteligência em Pesquisa e Consultoria com 1.400 mulheres, a pedido da Pfizer. Foram entrevistadas internautas de São Paulo (capital) e das regiões metropolitanas de Belém (PA), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Distrito Federal, com 20 anos ou mais de idade.

Uma em cada quatro mulheres (40%) entrevistadas pela pesquisa acredita que, em qualquer idade, a mamografia é necessária apenas quando outros tipos de exames (como o ultrassom) indicam alterações na mama, enquanto 17% não sabem avaliar se essa conduta seria ou não adequada. Além disso, quase metade da amostra (48%) tem a falsa percepção de que, caso nenhuma lesão seja identificada na mamografia, a mulher fica liberada, a partir daquele momento, para fazer apenas o autoexame em casa.

Erroneamente, 63% das mulheres ouvidas estão convictas de que o autoexame seria a principal medida para a detecção precoce do câncer de mama. Esse porcentual chega a 68% entre as entrevistadas mais velhas, com 60 anos ou mais de idade, justamente a faixa etária sob maior risco para a doença. “A mamografia pode detectar tumores menores que 1 cm, enquanto aqueles muito pequenos podem não ser perceptíveis ao toque. Além disso, quando a mulher faz a palpação e não encontra alterações, pode deixar de fazer avaliações de rotina que detectariam a doença precocemente, quando o prognóstico é muito melhor”, afirma a diretora médica da Pfizer Brasil, Adriana Ribeiro.

Uma a cada quatro entrevistadas (26%) também não sabe que mulheres sem histórico de câncer de mama na família devem fazer mamografia anualmente, a partir dos 40 anos. O mesmo porcentual de mulheres considera que a mamografia é necessária apenas a partir dos 55 anos ou a partir do momento em que a mulher entra na menopausa, uma taxa que chega a 35% entre as entrevistadas das regiões de Belém e do Recife, bem como também é maior entre aquelas que estudaram somente até o fundamental (43%), na comparação com o grupo do ensino superior (23%).

Exames atrasados

Perguntadas sobre os exames mamários de rotina realizados nos últimos 18 meses, apenas 47% das mulheres entre 40 e 49 anos entrevistadas pela pesquisa passaram pela mamografia. Mesmo entre as entrevistadas com 60 anos ou mais de idade esse porcentual é baixo, chegando a 54% neste segmento. Além disso, uma parcela importante das participantes afirma que não passou por nenhum exame médico focado nas mamas no período, como indica a tabela abaixo:

Exames mamários realizados nos últimos 18 meses

Os dados da pesquisa apontam também que os impactos da pandemia de covid-19 na saúde feminina ainda podem ser sentidos. Uma a cada 10 mulheres entrevistadas (13%) retomou seus cuidados médicos apenas neste ano de 2023, quando as autoridades decretaram o fim da emergência de saúde. Por outro lado, 22% voltaram a essa rotina já em 2021, após receberem a primeira dose da vacina contra a covid-19, enquanto 21% o fizeram no ano passado, quando receberam as doses de reforço indicadas para sua faixa etária (conforme indica o quadro abaixo).

“Se considerarmos que a pandemia começou no início de 2020, estamos falando de mulheres que ficaram anos longe do sistema de saúde. Isso significa que muitos diagnósticos de câncer de mama podem ter deixado de ser feitos de forma precoce”, complementa Adriana. Há, ainda, uma parcela considerável de respondentes que, até o momento, ainda não retomou seus cuidados médicos, especialmente entre as participantes da região metropolitana do Recife (PE), onde essa taxa chega a 9%,

Como ficaram os cuidados com a saúde durante a pandemia

Fatores de risco modificáveis são ignorados

Cerca de um terço (32%) das respondentes entende que o câncer de mama está relacionado a fatores de risco modificáveis, que dependem do estilo de vida. Porém, 7 a cada 10 participantes da pesquisa (71%) afirmam que a principal causa da doença seria a herança genética, ou seja, o diagnóstico de outros casos do tumor na família. Esse porcentual é sensivelmente maior na região metropolitana de Porto Alegre (RS), onde a taxa chega a 78%, embora a literatura médica aponte que apenas 5% a 10% do total de casos estão associados a esse fator².

Por outro lado, a maior parte das participantes ignora a relação entre o estilo de vida e a doença: 70% delas não identificam a associação com o consumo de bebidas alcoólicas, uma percepção que permeia todas as regiões e faixas etárias contempladas pela pesquisa. O impacto do excesso de peso, sobretudo após a menopausa, é outro fator de risco desconhecido pela maioria das mulheres contempladas pelo levantamento (58%).

“Estamos falando de uma doença multifatorial, em que hábitos de vida e até comportamentos sociais, como a redução no número de filhos, são considerados fatores de risco”, reforça a diretora médica da Pfizer. “Acreditar que a herança genética é o principal fator que determina o aparecimento da doença desencoraja a adoção de comportamentos que dependem da tomada de decisões e que realmente podem fazer a diferença nesse contexto, como a manutenção de um peso saudável, a partir de atividades físicas e alimentação adequada”, reforça Adriana.

Se de um lado fatores de risco importantes são ignorados, de outro mitos antigos ainda persistem. Mais de um terço das respondentes (37%) tem dúvidas sobre a relação entre o uso de sutiã com bojo (estruturado) e o risco de câncer de mama: na região metropolitana de Belém, apenas metade das mulheres entrevistadas está convicta de que essa associação é falsa. As diferenças de percepção também variam consideravelmente entre as faixas etárias, com as mais velhas mais bem informadas a esse respeito.

A falsa associação entre o surgimento do câncer de mama e fatores subjetivos, ligados às emoções ou à espiritualidade, é um mito que vem perdendo força entre as mulheres, mas ainda está presente em parte das entrevistadas: 8% delas atribuem a doença a esses aspectos, mas esse porcentual era de 14% na edição 2022 da pesquisa realizada pelo Ipec, quando essa mesma pergunta foi aplicada. Atualmente, a associação do tumor a esses elementos subjetivos (o surgimento do tumor em decorrência de mágoa e falta de perdão, ou por estar nos planos de Deus) é mais pronunciada entre as entrevistadas de menor escolaridade (com ensino fundamental), nas quais esse dado chega a 15%.

Direitos em saúde

O levantamento realizado pelo Ipec também abordou a percepção das mulheres sobre seus direitos na saúde, tanto em relação a exames e tratamentos para o câncer de mama quanto sobre a participação social nas decisões ligadas ao tema no País e dentro de sua própria família.

Quatro a cada 10 entrevistadas pela pesquisa do Ipec (45%) desconhecem que um paciente com câncer tem direito a iniciar seu tratamento na rede pública em até 60 dias contados após o diagnóstico do tumor e praticamente o mesmo porcentual (44%) também ignora que, caso exista uma suspeita de câncer, os exames feitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para confirmar o diagnóstico devem ser realizados em até 30 dias.

Além disso, menos da metade das respondentes (44%) sabe da existência da ferramenta de participação social Consulta Pública, que o governo pode usar para conhecer a opinião da sociedade sobre decisões ligadas às redes pública ou suplementar de saúde. O conhecimento sobre esse tema é ainda menor entre as mulheres mais velhas (38%), como indica a tabela abaixo:

Os dados da pesquisa indicam que em todas as faixas etárias e regiões há pouca familiaridade sobre as oportunidades de participação social nas decisões de saúde do País a partir de consultas públicas. Contudo, a região metropolitana de Belém é a única em que a maioria das respondentes (51%) afirma já ter participado de um processo desse tipo. Por outro lado, a participação é menor entre as entrevistadas de maior escolaridade (com ensino superior), entre as quais essa taxa é de 36% – esse porcentual sobe para 48% no grupo com menos anos de estudo (com ensino fundamental).

“Precisamos resgatar nas pessoas o senso de cidadania, o que se conecta com conhecer e exercitar direitos e deveres, em especial com relação à própria saúde. Conhecer não é privilégio, é oportunidade. E, se eu não me envolvo, alguém vai se envolver por mim”, comenta a presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz.

Cuidados paliativos e o fim da vida

“Cuidados paliativos são medidas adotadas visando a qualidade de vida do paciente oncológico e de sua família durante toda a jornada de enfrentamento da doença, inclusive quando há chance de cura, como forma de prevenir ou aliviar o sofrimento ao longo desse processo”, diz a oncologista Solange Sanches, coordenadora da Equipe Mama do Centro de Referência de Tumores de Mama do AC Camargo Câncer Center. Entre as mulheres que participaram do levantamento, contudo, menos da metade (47%) tem essa percepção adequada sobre o tema e existe uma variação importante conforme os anos de estudo da mulher: a taxa vai de 30% entre aquelas com ensino fundamental para 51% no grupo com ensino superior.

A pesquisa também investigou a percepção das mulheres sobre medidas e decisões relacionadas aos pacientes terminais, no que se refere às ações de médicos, familiares e amigos de um paciente quando a possibilidade de morte parece inevitável e previsível. A maioria delas (68%) afirma que não saberia como agir em uma situação como essa, taxa que alcança 75% entre as mais novas, de 20 a 29 anos de idade.

As participantes da pesquisa esperam que os médicos sejam sinceros sobre o tempo de vida esperado para um paciente oncológico, considerando que ele pode querer se preparar para esse momento ou se despedir de alguém. Essa é a percepção de 77% das entrevistadas. Para 30%, em contrapartida, esse tema não deveria ser abordado com o paciente pelos profissionais, para que ele não passe seus últimos momentos angustiado ou triste.

Ainda em relação aos pacientes terminais, embora 72% das mulheres ouvidas estejam de acordo com a ideia de que a família tem o dever de compartilhar com o paciente uma informação tão séria como o tempo de vida esperado, 41% dizem que os médicos deveriam revelar essa informação apenas aos familiares, ficando a cargo deles a decisão de compartilhar ou não a notícia. É forte a percepção, contudo, de que a família deve respeitar qualquer decisão de um paciente terminal, mesmo que ele decida não se tratar mais: 79% estão de acordo com essa conduta.

Percepções sobre como devem agir médicos, familiares e amigos de um paciente que tem câncer, quando a possibilidade de morte parece inevitável e previsível

A pesquisa aponta, ainda, que a maior parte das mulheres entrevistadas não tem conhecimento adequado sobre o testamento vital, que permite a toda pessoa a definição de quais tratamentos ela deseja receber caso enfrente uma doença terminal e incurável: apenas 27% da amostra tem essa percepção sobre o documento, enquanto 41% desconhecem a ferramenta. Entre as respondentes com 60 anos ou mais de idade, 12% acreditam que o testamento vital ainda não é permitido no Brasil.

Tratamento e acesso

Quando perguntadas sobre a evolução do tratamento do câncer de mama no Brasil nos últimos cinco anos, a principal percepção das mulheres é a de que “o tratamento está cada vez mais eficaz, com menos efeitos colaterais, proporcionando uma vida melhor e mais longa”: essa é a opinião de 36% das respondentes, mas a taxa sobe para 47% entre aquelas com 60 anos ou mais de idade. Uma pequena parte da amostra (13%), contudo, ainda não está convencida da possibilidade de tratar o tumor em fase metastática.

Ainda em relação à evolução do tratamento do câncer de mama no Brasil, 28% das entrevistadas apontam para o acesso desigual no País. Além disso, uma em cada 5 respondentes a partir de 60 anos de idade acredita que, embora o tratamento tenha avançado bastante no mundo, as brasileiras ainda não têm acesso a muitas medicações usadas fora do País.

Na opinião de 19% das mulheres entrevistadas, o tratamento avançou para quem tem plano de saúde, mas as pacientes da rede pública não têm acesso às medicações mais modernas: essa visão é sensivelmente maior na região metropolitana do Rio de Janeiro, onde 23% das participantes concordam com a afirmação. Vale destacar, ainda, que 23% das mulheres mais jovens ouvidas pelo levantamento, entre 20 e 29 anos de idade, não têm nenhuma informação sobre o tratamento do câncer de mama no Brasil, conforme o gráfico a seguir:

Percepções sobre a evolução dos tratamentos para o câncer de mama

Foto: Reprodução

Eventos científicos em Belém, Belo Horizonte e Balneário Camboriú contam com a presença da Anadem; cirurgia plástica, gestão na área da saúde e clínica médica são destaques

Congressos reúnem especialistas nacionais e internacionais para discutir inovações das respectivas áreas


Brasília (DF), 28 de setembro de 2023 – Promovida pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Pará (SBCP-PA), a 36ª Jornada Norte-Nordeste de Cirurgia Plástica tem programação voltada para o tema “Contorno corporal”. O evento acontece no Grand Mercure Hotel, em Belém (PA), de hoje a sábado (30).


Lipoabdominoplastia, lipoaspiração e questões relacionadas à cirurgia bariátrica são alguns dos assuntos discutidos pelos participantes em mesas redondas.


Estiveram no estande da Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética) a presidente da SBCP-PA, Dra. Alessandra Barros; o cirurgião plástico Dr. Clayton Sawada; e os representantes comerciais da maior rede de blindagem profissional do Brasil, Nelson Gurgel e Moisés Nunes, além do conselheiro Jurídico e Científico da Anadem Dr. Angelo Sampaio.

EXPO-HOSPITAL BRASIL
Realizado entre os dias 26 e 28 deste mês, na Expominas, em Belo Horizonte (MG), o Expo-Hospital Brasil reuniu diretores e gestores de hospitais e clínicas, secretários municipais de saúde e especificadores. Considerado o maior encontro da saúde em Minas Gerais, ele tem foco nas responsáveis decisão de compra e/ou especificação das aquisições das instituições de saúde.


Passaram pelo estande da Anadem o gerente Comercial do Cirurgia Segura, Sérgio Telles, e as representantes comerciais Isabella Fernandes e Juliana Souza.

17º CONGRESSO BRASILEIRO DE CLÍNICA MÉDICA
Promovido pela Sociedade Brasileira de Clínica Médica (SBCM) e pela Associação Brasileira de Medicina de Urgência e Emergência (Abramurgem), o 17º Congresso Brasileiro de Clínica Médica aborda relevantes temas da especialidade. O evento acontece entre os dias 27 e 30 deste mês, em Balneário Camboriú (SC).

Estão no estande da maior rede de blindagem profissional do Brasil, o conselheiro Jurídico e Científico Dr. Thiago Villa Real e os representantes comerciais Daniel Jacques e Tom Garcia.

Atendimento móvel para vacinas e exames cresce 135% no Brasil de 2019 a 2023

Por Medicina S/A

Apesar de amplamente utilizados, os serviços de delivery ainda têm muita oportunidade de crescimento no Brasil, incluindo a área da saúde. Dados divulgados pela Dasa apontam um crescimento de 135% nos atendimentos móveis em todo o país no período de 2019 a 2023, impulsionados pela pandemia de Covid-19.

Mas ainda há espaço para crescer. Uma pesquisa encomendada pela agência DM9, que atende a Dasa, revela que 28% dos entrevistados afirmaram não saber como funciona o serviço de atendimento móvel para a realização de exames clínicos e aplicação de vacinas. Uma fatia de mercado desejada pela Dasa, que está investindo na ampliação do serviço para suas 59 marcas de medicina diagnóstica em todo o território nacional, como Sérgio Franco, Bronstein, Lâmina, Delboni, Alta Diagnósticos e outras.

Segundo Rafael Bastos, diretor Regional da Dasa no Rio de Janeiro, a mudança de comportamento dos consumidores também contribui para o aumento da procura por serviços de saúde do tipo delivery.

“Antigamente, os serviços de atendimento domiciliar eram buscados, principalmente, por pessoas acamadas ou com dificuldade de mobilidade. Hoje em dia, notamos uma transformação, de modo que o público está mais variado: pessoas que querem cuidar da saúde, mas sem prejudicar a rotina, escolhem o lugar mais cômodo para fazer seus exames e ficar com as vacinas em dia”, comenta.

Com o atendimento móvel, é possível que o paciente escolha o local mais conveniente para realizar os mais de 1.700 tipos de exames de análises clínicas, incluindo testes genéticos ou pré-natais, ou vacinar-se com um amplo portfólio de imunizantes disponíveis atualmente. Segundo Bastos, a segurança e a qualidade das amostras coletadas são garantidas por uma logística especializada e resguardadas por laboratórios de referência, como o Sérgio Franco, no Rio de Janeiro.

“Todo exame feito por atendimento móvel é garantido e resguardado por uma cadeia de custódia segura e monitorada em todos os passos: desde a coleta do material, a identificação e o manuseio da amostra e a rastreabilidade no transporte até o nosso próprio Núcleo Técnico-Operacional (NTO), onde os testes serão processados. Tudo isso com certificações de segurança e auditorias que transmitem confiança e qualidade ao paciente. Realizar um exame nas unidades físicas do laboratório ou em casa, por exemplo, tem a mesma garantia e protocolos de segurança”, afirma Rafael Bastos.

Os serviços de atendimento móvel da Dasa são cobertos pelos planos de saúde, mas também podem ser contratados de maneira particular pelos pacientes.

Foto: Reprodução

SUS incorpora remédio que reduz em 70% tempo de tratamento da tuberculose resistente

Tratamento mais rápido para a tuberculose resistente, mais facilidade de adesão do paciente e economia de R$ 100 milhões em cinco anos para o Sistema Único de Saúde (SUS). A incorporação do medicamento pretomanida pelo Ministério da Saúde, publicada no Diário Oficial da União, considerou todos esses fatores. A estimativa é de redução de 18 para seis meses no tempo de tratamento das pessoas – uma queda de quase 70%. Entre os benefícios, também está a administração via oral, o que facilita a adesão dos pacientes e exige menos visitas de acompanhamento.

“A incorporação de medicamentos que facilitam a vida dos pacientes e atuam de forma substancial no tratamento da tuberculose fortalecem ainda mais o SUS, um sistema que é referência para o mundo inteiro”, ressalta a ministra da Saúde, Nísia Trindade, que participa até o final desta semana de agendas paralelas à Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Nesta sexta-feira, a ministra está entre autoridades e líderes internacionais na Reunião de Alto Nível sobre a Luta contra Tuberculose. O Brasil apresenta o plano para a erradicação da doença, detalhando medidas de impacto em múltiplas frentes. “Estamos atuando de forma vigorosa no combate à tuberculose e outras doenças com determinantes sociais e, para isso, traçando novas cooperações que apoiem o Brasil e outros países a erradicar esses males”.

A tuberculose é uma doença ainda considerada grave problema de saúde pública no Brasil. Os principais beneficiados com a incorporação da pretomanida, recomendada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), são pacientes com tuberculose resistente às opções terapêuticas até então disponibilizadas na rede pública de saúde. Ou seja, pessoas diagnosticadas com: tuberculose resistente à rifampicina (TB RR), tuberculose multidrogarresistente (TB MDR) e pré-extensivamente resistente a medicamentos (TB pré-XDR).

“Este é um passo importante para o Brasil alcançar o compromisso de eliminar a tuberculose como problema de saúde pública até 2030. Com o novo medicamento incorporado pelo SUS teremos uma melhor adesão dos pacientes, já que a duração do tratamento é menor e com menos efeitos colaterais. Assim teremos mais pessoas curadas”, ressalta a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel. Além de ser ministrado via oral, o medicamento apresenta menos efeitos colaterais.

A oferta de esquemas de tratamento com a pretomanida é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para enfretamento da tuberculose. Isso porque, além de mais caro, o tratamento com os outros medicamentos é mais longo e causa mais efeitos adversos. Em 2020, por exemplo, quase metade dos pacientes com tuberculose resistente não tiveram sucesso no tratamento. A recente inclusão visa melhorar esse cenário.

A recomendação da Conitec considerou, além dos ganhos para os pacientes, a redução dos custos que a disponibilização do medicamento trará para o sistema de saúde. A estimativa é de economia de quase R$ 14 milhões ainda no primeiro ano pós-incorporação. “A incorporação, após recomendação da Conitec, é exemplo de uma gestão compromissada com acesso à saúde e com a qualidade de vida das pessoas, com a ciência e as necessidades do SUS”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

A incorporação da pretomanida permitirá o uso de dois esquemas encurtados – o BPaL (bedaquilina, pretomanida e linezolida) e o BPaLM (bedaquilina, pretomanida, linezolida e moxifloxacino) –, que possibilitam encurtar o período do tratamento da tuberculose multirresistente (TB MDR).

Doença de determinante social

Por ano, a tuberculose afeta cerca de 80 mil pessoas no Brasil e a estimativa é de que ocorram mais de 5,5 mil mortes devido à doença. Em 2022, cerca de 770 novos casos de tuberculose resistente a medicamentos foram diagnosticados no SUS.

O Brasil faz parte dos países prioritários para enfrentamento da doença, elencados pela OMS, e está entre as 30 nações do mundo com maior índice de transmissão da doença. O compromisso do governo brasileiro é reduzir até 2030 a incidência de tuberculose para menos de 10 casos por 100 mil habitantes – no ano passado foi de 36 por 100 mil hab., e zerar o número de famílias afetadas pela doença, o que gera ainda mais vulnerabilidade e gastos com o tratamento.

Populações vulneráveis com maior risco de adoecimento são consideradas prioritárias pelo Ministério da Saúde. Pessoas em situação de rua, por exemplo, têm 54 vezes mais risco de adoecer do que a população geral. Já as pessoas privadas de liberdade, pessoas vivendo com HIV e povos indígenas têm, respectivamente, 23, 19 e três vezes mais risco de adoecer do que a população geral.

Ambientes fechados, mal ventilados, com ausência de luz solar e com aglomeração de pessoas são fatores que aumentam a chance de transmissão. Vale ressaltar, ainda, que a maioria dos óbitos por tuberculose registrados em 2021 – 64,6% – ocorreram em indivíduos pretos ou pardos.

O diagnóstico precoce é fundamental para o alcance dessas metas, pois permite o início do tratamento no tempo correto, ampliando as chances de cura, especialmente para a população mais vulnerável. Por isso, a partir de 2023, o Ministério da Saúde disponibilizou um novo teste de urina para o diagnóstico em pessoas vivendo com HIV com imunodepressão avançada.

Outra ação essencial para evitar casos graves é recuperar as altas coberturas da vacina BCG, que possui indicação de uma dose para recém-nascidos. Até 2018, esse índice se mantinha acima de 95%, meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. Entretanto, a partir de 2019, a cobertura não ultrapassou os 88%. Para reverter esse cenário, a nova gestão do governo federal lançou o Movimento Nacional pela Vacinação, com o objetivo de fortalecer as ações de vacinação e resgatar a confiança da população nas vacinas.

Outra ação essencial para evitar casos graves é recuperar as altas coberturas da vacina BCG, que possui indicação de uma dose para recém-nascidos. Até 2018, esse índice se mantinha acima de 95%, meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. Entretanto, a partir de 2019, a cobertura não ultrapassou os 88%. Para reverter esse cenário, a nova gestão do governo federal lançou o Movimento Nacional pela Vacinação, com o objetivo de fortalecer as ações de vacinação e resgatar a confiança da população nas vacinas.

Além dessa ação, de forma inédita, nove ministérios se reuniram para elaborar estratégias de eliminação de doenças que acometem de forma mais intensa as populações de vulnerabilidade social. O Comitê Interministerial para Eliminação da Tuberculose e Outras Doenças Determinadas Socialmente (CIEDS) foi instalado em junho deste ano. Coordenado pelo Ministério da Saúde, o grupo deve funcionar até janeiro de 2030. (Com informações do Ministério da Saúde)

Foto: Reprodução

Nota Técnica da Anadem destaca necessidade de aprovação do piso salarial dos médicos e cirurgiões-dentistas brasileiros e de adequação do valor

Documento enviado para Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal sugere o valor de R$ 18.709,99 como salário mínimo desses profissionais de saúde

Brasília (DF), 25 de setembro de 2023 – Como instituição de destaque em todo o País, com foco na saúde brasileira, a Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética) enviou para a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal a Nota Técnica n° 001/2023 sobre o Projeto de Lei (PL) n° 1.365/2022. O documento trata do piso remuneratório de médicos e cirurgiões-dentistas.

De acordo com o presidente da Anadem, Raul Canal, as sugestões feitas pela entidade têm como objetivo garantir a devida valorização desses trabalhadores e da saúde brasileira. “A luta por adequada remuneração aos profissionais de saúde é uma demanda antiga da maior rede de blindagem profissional do Brasil. Atuamos ativamente pelo piso da enfermagem e, agora, não mediremos esforços pelos médicos e cirurgiões-dentistas”, disse Canal.

Entre as propostas da Nota Técnica, está a fixação do salário mínimo no valor de R$ 18.709,99 para a jornada de trabalho de 20 horas semanais.

SOBRE O PL

O PL n° 1.365/2022, de iniciativa da senadora Daniela Ribeiro (PSD/PB), que aguarda audiência pública, prevê salário fixado em R$ 10.991,19. Além disso, a proposta aumenta em pelo menos 50% o valor do adicional de horas extras e adicional noturno.

ATUAÇÃO DA ANADEM PELO PL DA ENFERMAGEM

A Anadem acompanhou a proposta desde o início da tramitação, inclusive enviou ofício aos parlamentares pedindo a aprovação do texto. O PL n° 2564/2020 instituiu piso salarial para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras. A proposta definiu como valor mínimo inicial para enfermeiros R$ 4.750. Para os outros profissionais, 70% do piso dos enfermeiros para os técnicos de enfermagem; e 50% para os auxiliares de enfermagem e as parteiras.

Clique aqui e leia o documento na íntegra.

Anadem 25 anos: programação social e científica de eventos comemorativos relembra trajetória da instituição e traça metas para o futuro

Seminários reuniram profissionais de saúde associados, representantes comerciais e membros de escritórios de advocacia credenciados na AMBr (Associação Médica de Brasília)

Brasília (DF), 22 de setembro de 2023 – Com uma programação robusta, a Anadem (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética) finaliza a programação científica que marca as comemorações dos 25 anos da sua fundação. Palestras reuniram profissionais de saúde associados, escritórios de advocacia credenciados e representantes comerciais de todo o Brasil, na sede da Associação Médica de Brasília (AMBr). A festa de comemoração do aniversário acontece hoje à noite, no Espaço Alvorada.

26° SEMINÁRIO NACIONAL

A abertura do evento aconteceu ontem (21) com a exposição de gestores da maior rede de blindagem profissional do Brasil, com destaque às evoluções do trabalho da instituição e às expectativas para o futuro. Talk show sobre gerenciamento de crise de imagem e palestras com teor comercial fizeram parte da programação da tarde.

6° SEMINÁRIO NACIONAL DE CASUÍSTICAS ANADEM

Hoje, conselheiros Jurídicos e Científicos e membros de escritórios de advocacia credenciados participaram do 6º Seminário Nacional de Casuísticas Anadem. O encontro destacou tópicos da ginecologia e obstetrícia e da cirurgia plástica.

“Violência obstétrica: sequelas cerebrais por consequência do parto”, “Assistência ao parto da gestante em alto risco e o princípio da autonomia médica” e “Ação indenizatória decorrente de cirurgia ginecológica” foram alguns dos temas tratados.

4° SEMINÁRIO NACIONAL CIRURGIA SEGURA

A programação do 4º Seminário Nacional Cirurgia Segura envolveu temas de extrema importância para o setor da saúde. O evento contou com trilha de aprendizagem, novas abordagens do produto e troca de experiências entre os participantes.

ANADEM 25 ANOS

Criada em 1998, na cidade de Porto Alegre (RS), a Anadem se consolidou como a maior rede de blindagem profissional do Brasil. Durante esse tempo, a sede foi transferida para a capital federal e a instituição expandiu produtos e serviços que promovem o desenvolvimento dos profissionais de saúde brasileiros.

O presidente da Anadem, Raul Canal, reforçou a importância de todos os envolvidos desde a sua criação até o momento atual. “Hoje, celebramos um momento histórico. Com orgulho de todo o trabalho realizado até aqui, reafirmamos o compromisso de inovar para alcançarmos cada vez mais nos próximos 25 anos”, disse.

Cursos de especialização, por meio da Universidade Corporativa Anadem (UCA), plataforma de telemedicina, gerenciamento de crise de imagem e proteção para pessoa física e jurídica são alguns dos diferenciais que a instituição oferece aos associados.