Arquivo de obesidade infantil - Anadem

Brasil deve aumentar impostos sobre bebidas açucaradas para combater a obesidade?

Por Mariana Della Barba, da BBC Brasil
Via Portal G1

Um copo de refrigerante ou de suco artificial é mais prejudicial à saúde que um cupcake, ao ponto de merecer ser alvo de mais impostos na luta contra a obesidade? Para a população de algumas cidades americanas, a resposta é sim. Em referendos na última eleição, eles aprovaram a criação de um imposto sobre bebidas açucaradas, como refrigerantes e sucos artificiais.

Isso porque, diferentemente de bolinhos de chocolate vistosos, essas bebidas não são automaticamente vistas como uma ameaça à saúde.
Ou seja, quando uma pessoa come bolo ou bombons, ela costuma ter a consciência de que está ingerindo algo que pode ser prejudicial, o que geralmente não ocorre com uma caixinha de suco de pêssego ou uma bebida à base de café com caramelo ou outras misturas açucaradas.

Em San Francisco, Oakland, Albany (Califórnia) e Boulder (Colorado), haverá um aumento de até 20% no preço de diversos tipos dessas bebidas doces – apontadas como um dos principais vilões para os altos índices de obesidade, especialmente em crianças e jovens.
A criação do imposto está alinhada com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que tem promovido uma verdadeira cruzada contra essas bebidas e recomendou, no mês passado, que os países criem impostos sobre elas.

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OMS diz que marketing digital deixa mais crianças obesas

Da agência Deutsche Welle

As crianças europeias estão sendo “bombardeadas” com anúncios e marketing digital que promovem o consumo de alimentos prejudiciais à saúde e que aumentam o risco de obesidade infantil, alertou nesta sexta-feira (04/11) a Organização Mundial da Saúde. Em relatório, pesquisadores da OMS pedem que políticos ajam para proteger as crianças dos anúncios desses alimentos em portais de internet, jogos – os chamados advergames – e mídias sociais.

“Notamos com frequência que as crianças estão expostas a incontáveis técnicas ocultas de marketing digital, que promovem alimentos ricos em gordura, açúcar e sal”, disse Zsuzsanna Jakab, diretora regional da OMS para a Europa. Segundo Jakab, na ausência de mecanismos reguladores eficientes nas mídias digitais, as crianças acabam expostas a técnicas de marketing persuasivas e personalizadas. “Com frequência, os pais não veem os mesmos anúncios ou não observam as atividades online de suas crianças, e acabam muitas vezes subestimando as dimensões do problema”, diz a OMS. Como falta regulamentação efetiva e controle sobre o marketing digital, as crianças ficam expostas a poderosas campanhas de marketing online por meio de plataformas digitais que coletam dados pessoais de usuários.

O relatório descreve ainda como empresas tiram proveito do uso de smartphones pelas crianças. Muitas vezes, as companhias utilizam dados da localização geográfica dos aparelhos para divulgar anúncios e “ofertas especiais” em tempo real, quando os usuários se encontram em áreas onde determinados produtos são comercializados.

Pesquisas apontam que cerca de dois terços das crianças que se tornam obesas antes da adolescência se tornarão adultos obesos. Estima-se que 25% das crianças em idade escolar na Europa já estejam acima do peso ideal ou obesas, segundo o estudo da OMS. Essas crianças estão mais aptas a desenvolver doenças crônicas, como o diabetes, câncer e problemas cardíacos.