Arquivo de planos de saúde - Anadem

Três em cada 10 planos de saúde não pagam nem 1% da dívida com SUS

Cerca de 30% das operadoras dos planos de saúde alvos de cobrança de ressarcimento por atendimentos feitos por seus usuários do SUS ainda não agarram nem 1% do valor que devem à rede pública.

Leia mais: Presidente da Anadem lança livro sobre erro médico na Bienal de São Paulo

Ouça o podcast: Relações humanas estão judicializadas, principalmente na saúde

Os dados referentes ao período entre 2001 e 2016 foram tabulados pelo jornal Folha de São Paulo a partir de planilhas da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), órgão regulador e responsável por exigir esse valor de volta ao SUS.

Para ler a matéria completa, clique aqui.

Foto: Jornal Correio do Brasil

Planos de saúde perdem clientes pelo 13º mês seguido em julho

Setor tinha 48,35 milhões de clientes no mês, ante 49,51 milhões em junho. Desde o fim de junho de 2015, foram perdidos 1,77 milhão de beneficiários.

Os planos de saúde perderam clientes pelo 13º mês seguido em julho, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (15) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O setor reuniu em julho no país 48,35 milhões de beneficiários no país, uma queda de 0,32% ante a um total de 48,51 milhões de pessoas no mês anterior.

Leia mais: Anadem reforça parcerias em Santa Catarina durante a 3ª Jornada de Odontologia

Ouça: Raul Canal convida para tarde de autógrafos na Bienal do Livro em São Paulo

Desde o final de junho do ano passado, foram perdidos 1,77 milhão de beneficiários – em junho de 2015, o país tinha 50 milhões de pessoas com planos de saúde médico-hospitalares.

O relatório da ANS destaca, porém, que oito estados registraram aumento do número de beneficiários em planos de assistência médica em relação a junho: Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Entre as grandes operadoras, apenas Notre Dame, Hapvida e Sul América registraram crescimento no número de clientes em julho, de 0,57%, 0,05% e 0,38%, respectivamente, na comparação com junho.

A perda de número de clientes nas operadoras de plano de saúde acontece em meio à recessão e aumento do desemprego no país, que ficou em 11,2% no trimestre encerrado em maio deste ano, segundo o IBGE. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2016, o Brasil perdeu 448 mil empregos formais, segundo o Ministério do Trabalho.

No dia 6 de junho, a ANS autorizou o reajuste de até 13,57% nos planos de saúde individuais e familiares.

A agência abriu uma discussão sobre a comercialização dos planos de saúde via internet. A ANS sugeriu um prazo de 10 dias para que interessados encaminhem propostas e indagações sobre o assunto.

Fonte: G1

 

Em crise, sistema suplementar de saúde está em mudança

A saúde suplementar vive a sua maior crise, desde que foi regulamentada pela Lei 9.656, em 1998. Em 12 meses, fechados em junho, 1,64 milhão de pessoas deixaram de ser usuários de planos de saúde. Segundo reportagem do jornal O Globo, o encolhimento do setor, certamente, reflete a crise econômica do país e seus 11 milhões de desempregados. Mas não é só isso. Há tempos usuários e operadoras travam um cabo de guerra em relação a amplitude da cobertura dos planos e os reajustes. O que resultou em judicialização e na quase extinção da oferta de planos individuais, que tem os aumentos anuais controlados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

47% dos processos por erro médico são improcedentes

35ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica

Este cenário, de insegurança econômica e jurídica para ambas as partes, consumidores e empresas, foi agravado pela a quebra da Unimed Paulistana e a crise financeira da Unimed Rio, ambas grandes comercializadoras de planos individuais. Atualmente, há 54 empresas em regime de direção fiscal e o mesmo número em liquidação extrajudicial pela reguladora.

Não há quem discorde que o momento é de repensar o sistema. No entanto, a questão é equalizar os interesses. Não à toa, a agenda da agência reguladora do setor se ocupa, neste momento, tanto de discutir novas formas de remunerar os serviços prestados pelas operadoras para promover saúde, quanto de novos modelos de planos para diversificar a oferta.

Segundo Ricardo Ramos, diretor da Abramge, associação de planos de saúde, de cada R$ 100 recebidos pelas empresas, R$ 85 são gastos com assistência médica. Descontados ainda custos como impostos e administrativos, diz Ramos, não sobra praticamente nada. A sustentabilidade é afetada ainda, diz, pelo envelhecimento da população.

— Todo mundo vai ter que mudar e ceder alguma coisa — acredita.

Para Elici Bueno, não há dúvida, que o setor público está em crise. Já sobre o setor privado, ela avalia que a questão não é falta de dinheiro:

— Se fosse tão deficitário como querem nos fazer acreditar, uma gigante americana do setor não teria entrado no Brasil há quatro anos. Tudo indica que esse setor, tem sérios problemas de gestão, de transparência e sofre fraca fiscalização.

Segundo fonte próxima ao debate sobre a nova regulamentação, o setor precisará trabalhar com mais transparência e ter mais atenção com a saúde básica dos usuários. Por outro lado, acrescenta, o consumidor terá que entender que a cobertura de cada plano é limitada e o custo que implica cada procedimento agregado. Será necessário, diz, mudar a forma de oferta e de consumo da saúde suplementar.

Fonte: http://oglobo.globo.com/economia/em-crise-sistema-suplementar-de-saude-esta-em-mudanca-19777942