Bom relacionamento com os pais ajuda a proteger a saúde

Uma conexão forte e amorosa com os pais pode ajudar a proteger a saúde das crianças por décadas, segundo estudo recente da Universidade de Baylor. Um lar com fartura de alimentos, recursos tecnológicos, educação, entre outros fatores, também ajuda, mas apenas se as crianças tiverem um relacionamento caloroso e saudável com os pais.

Estudos anteriores relacionavam status financeiro com melhor nutrição, sono e qualidade de vizinhança para as crianças, além de oportunidades de atividades físicas e desenvolvimento de habilidades sociais. Mas a pesquisa da universidade texana aponta que uma união forte entre pais e filhos é necessária para reforçar a alimentação, o sono e as atividades de rotina.

O estudo foi iniciado por um professor de Sociologia em 1995. Mais de 2,7 mil adultos entre 25 e 75 anos foram perguntados sobre como os pais os tratavam durante a infância. Um década depois, quase 1,7 mil desses participantes responderam a novas perguntas, ao mesmo tempo em que os pesquisadores examinavam suas condições de saúde.

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Fonte: R7.com

Os melhores aplicativos para cuidar da saúde

O uso da tecnologia, dos smartphones e dos aplicativos veio para ficar na área da saúde. As lojas de aplicativos para IOS e Android disponibilizam uma imensa variedade de opções que crescem a cada dia e vão desde apps fitness, que ajudam com a dieta e a prática de exercícios, até aqueles voltados para a saúde, como controladores de glicose, ritmo cardíaco e consultas médicas.

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Lançado há menos de um ano, o Docway, por exemplo permite chamar um médico até sua casa com a mesma facilidade de pedir um Uber ou comida por delivery. Segundo Fábio Tiepolo, CEO da Docway, a ideia surgiu da “necessidade de inserir a tecnologia na área de saúde, aliado à conveniência, rapidez e qualidade”. Além disso, é uma forma de resgatar o contato humano entre médicos e pacientes e renovar a tradição das visitas domiciliares. “Em Minas, onde essa prática ainda é bastante comum, o aplicativo foi muito bem recebido”, conta Tiepolo.

Outro aplicativo que veio para ajudar os pacientes a manter sua saúde em dia é o Einstein Vacinas. Desenvolvido pelo Hospital Albert Einstein, o app ajuda a manter a caderneta de vacinação em dia ao emitir alertas avisando quando as doses devem ser tomadas e indicar a Unidade Einstein ou Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de acordo com a geolocalização do paciente. Segundo Eduardo Cordioli, gerente médico da Unidade Ibirapuera e idealizador do aplicativo, a ideia surgiu após ele perceber que muitos pacientes deixam de tomar alguma vacina ou de voltar para a segunda ou terceira dose simplesmente porque não se lembram.

Entretanto, com a alta conectividade, vem o risco de ataques cibernéticos. Tanto que, um dos desafios da área de saúde em 2016, segundo a pesquisa, é justamente garantir a segurança desses dispositivos e sistemas. O uso dos dados gerados por estes aplicativos – fenômeno conhecido como big data – também gera controvérsia.

Ao mesmo tempo que estas informações podem ajudar os médicos a salvar vidas, a privacidade dos usuários é questionada. Um estudo publicado em março na revista científica JAMA, mostrou que dados de pacientes são vazados para anunciantes e outras bases de dados sem o devido consentimento. Entre os 211 aplicativos analisados, 81% não tinham políticas de privacidade estabelecidas e, nos 19% restantes, as políticas eram pouco transparentes.

Nos Estados Unidos, a agência reguladora de medicamentos (FDA, na sigla em inglês), regulamenta aplicativos usados para o diagnóstico, cura, mitigação, tratamento e prevenção de doenças ou que afetem a estrutura ou qualquer função do corpo. Ou seja, os aplicativos regulados são aqueles que transformam o celular em um dispositivo médico, como um medidor de pressão arterial, insulina, estetoscópio ou um leitor de glicose no sangue. Já aplicativos relacionados ao bem-estar como dieta, exercícios ou reguladores de sono não entram na lista.

Uma pesquisa da Top health industry issues of 2016, da network global PwC, mostra que o número de pacientes que fazem uso de aplicativos relacionados à saúde em seus smartphones dobrou em 2015 em relação a 2013, passando de 16% para 32%. Além disso, a maioria dos pacientes entrevistados (60%) se mostraram dispostos a realizar uma consulta médica por videoconferência e 81% dos médicos participantes disseram que o acesso a informações médicas por meio de dispositivos móveis ajuda no tratamento dos pacientes.

Essa tendência se reflete diretamente no lançamento de aplicativos relacionados ao bem-estar e aos cuidados de saúde. Entre as novidades neste ramo no Brasil estão os que ajudam os pacientes a manter a vacinação em dia e os que facilitam o  atendimento médico.

No Brasil, ainda não há uma regulamentação específica para aplicativos de saúde, mas o Docway, por exemplo, tem o aval do Conselho Regional de Medicina (CRM) do Paraná, onde foi inicialmente lançado e atua seguindo regras do Conselho Federal de Medicina (CFM) que, por exemplo, proíbe a divulgação da avaliação dos profissionais de saúde cadastrados.

Fonte: Revista Veja

Foto: Waylivve