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GO: família denuncia que grávida perdeu bebê por demora no atendimento

No 8º mês de gestação, Tatiane chegou a hospital com feto vivo, diz irmã. Unidade de saúde nega e diz que bebê já estava sem batimentos, em Goiás.

A família de Tatiane Braz de Pina Xavier, que estava no 8º mês de gestação, denuncia que o bebê da jovem morreu por demora no atendimento na Santa Casa de Anápolis, a 55 km de Goiânia. Segundo os parentes, o feto chegou com vida ao hospital, mas não resistiu.

“Fez a ultrassom para saber como estava, o primeiro médico disse que escutou o coração. Aí, duas horas depois, quando foi o próximo médico que fez, ele não deixou eu acompanhar a ultrassom e, quando eu abordei ele, ele me disse que não havia escutado o coração do neném”, diz a irmã da gestante, Carla Braz.

O hospital afirma que o feto já estava sem vida quando a paciente chegou à unidade de saúde, na manhã de domingo (15). “O outro plantonista a atendeu e ele não conseguiu achar o batimento cardíaco e informou a família. A paciente estava na sala, já estava internada, eu olhei, não vi o batimento cardíaco e informei à família: ‘Olha, não tem batimento cardíaco, nós precisamos de um laudo de um ultrassonografista, mas não tem o batimento cardíaco, o neném está em óbito’”, afirma o diretor de obstetrícia da Santa Casa de Anápolis, João Batista.

De acordo com a família, a gravidez de Tatiane era de risco. Inclusive, ela já havia perdido outro bebê anteriormente.

Após a notícia da morte da filha, Tatiane esperou nove horas até fazer o parto normal do feto morto. Segundo a Santa Casa, este é um procedimento padrão porque uma cesárea de um bebê morto pode trazer riscos para a mãe. A paciente segue internada no hospital.

O médico informou que ainda não sabe a causa da morte do feto. “Não sabemos a causa, se foi um quadro infeccioso, nós havíamos pedidos exames e eles não haviam chegado ainda”, informou João Batista.

Os familiares estão revoltados com a perda. Eles acreditam que, se o parto tivesse sido feito logo que Tatiane chegou à unidade de saúde, o bebê poderia estar vivo. “Ela está abalada, todo mundo abalado porque a gente estava esperando uma criança saudável, sadia, talvez se tivesse tirado a neném podia estar incubada, agora fazer o que, enterrar né”, lamenta.

Fonte: http://g1.globo.com/
Foto: SuSanA Secretariat, via Wikimedia Commons