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Família denuncia médico por ferir recém-nascida durante parto

Uma família de agricultores do distrito de Tauapiranga, em Serra Talhada (PE), passou por momentos de aflição. A primeira filha de um casal teve o rosto ferido durante o parto no Hospital Agamenon Magalhães (Hospam).

Na noite desse sábado (13), a jovem mãe, de 20 anos, chegou no hospital para dar a luz. No momento do parto o médico teria feito um procedimento arriscado, que ocasionou um corte no rosto da recém-nascida e por pouco não atingiu o olho do bebê.

O pai da criança, Juvenal Sebastião, 37 anos, relatou o sofrimento da sua esposa, Maria Gabriela. “Nós chegamos sábado à noite no hospital para ter o bebê, era caso de fazer uma cesariana. Mas ficou sofrendo eu nem sei por quantas horas, (…) daí minha mulher se manifestou: ‘vão deixar eu morrer aqui? Não vão fazer nada?’. Daí ele veio com a maior cara de pau e arrancou a criança. Ele puxou com ferro, quer dizer, colocou aquele ferro sem nem saber onde estava, se estava tocando o rosto da menina”, relatou o agricultor, com indignação.

O pai acusa o médico de ter ferido a criança em um procedimento que chamam de “parto fórceps”, onde é utilizado um instrumento, parecido com uma colher, para finalizar a retirada da criança do canal vaginal. Segundo os familiares, o médico e a direção do Hospam conversaram com a gestante e o pai do bebê, porém o caso gerou certa conturbação entre os pacientes e funcionários do hospital.

“A direção do hospital me chamou para conversar ontem, muito bem educadas elas, gostei delas. A psicóloga e a assistente social, mas elas não querem falar a verdade direitinho, mas na pele delas a gente conhece. O médico falou para a gente parar com ameaça de denúncia se não ele iria nos processar”.

O outro lado
A reportagem do FAROL conversou com a direção do Hospam. A Dra. Mauriciana Pereira informou que conversou com o médico e acompanhou o caso. Ela alegou que não houve negligência médica. “O parto evoluiu normalmente e o procedimento é padrão em casos de necessidade, utilizado apenas para desprender a cabecinha da criança. Podem acontecer complicações e em algumas crianças ficam leves sequelas, mas nesse caso foi um cortezinho. Todo mundo se sensibiliza em ver um bebezinho com o rosto cortado, mas o médico não responderá nenhum processo ético profissional. Toda essa confusão só aconteceu 12 horas depois da criança nascida”, explicou.

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Juvenal Sebastião cedeu ao FAROL uma foto do
rosto da criança com pontos no corte, inchaço e marcas roxas.

Fonte: http://www.faroldenoticias.com.br/
Foto: Allan Patrick, via Flickr