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DF é condenado a indenizar danos morais decorrentes de erro em tratamento

A 3ª Turma Cível do TJDFT, por unanimidade manteve a sentença que condenou o Distrito Federal a indenizar um paciente pelos danos morais causados por tratamento inadequado recebido em hospital da rede pública.

O autor ajuizou ação judicial no intuito de ser ressarcido pelos danos morais que teriam sido causados pela negligência do hospital, que não deu importância às suas queixas e ignorou seu relatos de dores nos braços.

Segundo o autor, o mesmo teria dado entrada na emergência do Hospital de Samambaia, em razão de intoxicação por medicamentos, tendo sido removido para a Unidade de Pronto Atendimento do Recanto das Emas, onde permaneceu internado. Após ter passado seis dias na UTI, foi para a clínica médica, momento em que se queixou de dor no braço direito, sensibilidade nos dedos e existência de uma bolha em seu antebraço, mas suas queixas não teria sido anotadas em seu prontuário.

Mesmo com as dores o autor recebeu alta, tendo retornado ao hospital no dia seguinte, onde recebeu o diagnóstico de que havia uma lesão, identificada como infecção bacteriana disseminada na pele, que evoluiu, ocasionando edema em seu braço direito.

O Distrito Federal, em sua defesa, alegou que foram adotados todos os procedimentos médicos necessários ao resguardo da vida do autor, e que não haveria prova de negligência. Afirmou que a situação de saúde do autor decorreu de tentativa de suicídio, que seria causa excludente de responsabilidade consistente em culpa exclusiva da vítima, e negou a ocorrência de danos morais.

A sentença proferida pelo Juízo da 2ª Vara de Fazenda Publica do DF julgou parcialmente procedente o pedido e condenou o réu a pagar, a título de indenização por danos morais, R$ 12 mil.

Apesar dos recursos apresentados pelas partes, os desembargadores entenderam que a sentença deveria ser totalmente mantida, pois o dano moral foi devidamente comprovado: “O dano, por sua vez, revela-se evidente, pois o comprovado comprometimento crônico, permanente e irreversível dos movimentos do membro superior direito do autor, aliado à impossibilidade de realização de atividade laborativa, ocasiona inegável e presumível sofrimento de ordem moral à sua personalidade.”

Fonte: http://www.tjdft.jus.br/
Foto: Hector Alejandro, via Flickr