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Hospital pagará indenização vitalícia após sequelas irreversíveis em menino de 2 anos

Cirurgia para retirada de membrana em testículo aconteceu em 2002. Arthur tinha dois anos na época e ficou com sequelas irreversíveis.

A Justiça condenou um hospital de Santos, no litoral de São Paulo, a pagar uma indenização vitalícia a uma família por erro médico, cometido contra um menino de dois anos. A decisão foi anunciada 12 anos depois da cirurgia que deixou sequelas irreversíveis na criança.

Arthur, que na época da operação tinha dois anos, precisou fazer uma cirurgia para a retirada de uma membrana que envolvia um de seus testículos. Segundo seu pai, Rodrigo Canduta, a expectativa era de que o filho fosse liberado rapidamente após o processo, mas a família foi informada de que a criança tivera uma parada cardiorrespiratória.

“A cirurgiã disse que ele tinha sido reanimado em menos de um minuto, sem nenhuma complicação, mas ele começou a apresentar sequelas nos braços, nos pés e na mandíbula, mordendo a língua. Os médicos disseram que era abstinência dos remédios”, recorda o pai.

Por conta do problema, a família decidiu entrar com uma ação na Justiça. Segundo o advogado Rodrigo Marsaioli, o perito constatou os erros cometidos nos procedimentos e na anestesia, e confirmou a ausência de acompanhamento por aparelhos e profissionais médicos. A sentença aponta ainda que o anestesista atuava em outros dois procedimentos no mesmo período e, por isso, não teria acompanhado a recuperação do garoto.

Por conta do erro, o Hospital Ana Costa foi condenado a pagar o tratamento médico para o resto da vida de Arthur. “Será tudo arcado pelo plano e pelo hospital, além dos pensionamentos para Arthur e a mãe dele e a compensação de danos morais e estéticos”, acrescenta o advogado.

O Hospital Ana Costa nega que tenha havido problema na cirurgia de Arthur e diz que o menino recebeu assistência da equipe médica durante o período que permaneceu na sala de recuperação. Já em relação à decisão judicial, o hospital informou que vai recorrer.

Fonte: http://g1.globo.com/
Foto: The U.S. Army, via Flickr