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Obstetra é denunciada após bebê adquirir sequelas neurológicas em parto no DF

A médica, uma enfermeira e uma doula são acusadas de lesão corporal dolosa. Segundo o Ministério Público, elas teriam cometido uma série de erros que resultaram em sequelas neurológicas em um bebê durante um parto domiciliar.

A Justiça acatou denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra uma obstetra por conta de um parto domiciliar em que houve falhas no atendimento e o bebê ficou com sequelas neurológicas. De acordo com a ação penal, a obstetra, sua equipe, uma enfermeira e a doula cometeram uma série de erros que resultaram na lesão do neném, diagnosticado com atraso de desenvolvimento e epilepsia secundária a encefalopatia hipo-isquêmica. O procedimento foi realizado em 27 de junho do ano passado, no apartamento da família, em Águas Claras. O bebê estava sentado no útero da mãe e as contrações pararam no último momento. A cabeça da criança ficou presa.

A equipe é acusada de lesão corporal dolosa com dolo eventual. Caren e Melissa foram denunciadas também por falsidade ideológica, sob o fundamento de terem fornecido informação falsa a respeito do horário de nascimento da criança. O bebê nasceu por volta das 7h50, mas o horário registrado foi por volta das 15h, para tentar omitir a falha no atendimento. O promotor de Justiça Maurício Miranda, que atua na Promotoria de Defesa da Vida (Pró-vida), também acusou Caren de expor a “um perigo direto e iminente a saúde” da mãe, e recomendou que a obstetra pague indenização para a família de R$150 mil. Melissa e Joana deverão pagar R$50 mil cada se forem condenadas.

Consta da denúncia que os pais do bebê conversaram com a doula durante toda a madrugada por mensagens de celular. Joana não acionou a médica e ainda disse que a mãe não estaria ainda em trabalho de parto, apesar das dores e contrações. O promotor registrou na denúncia que somente na manhã seguinte, depois de saber que o bebê já começava a sair, Joana, enfim, decidiu ir à residência do casal. Segundo o MP, a médica chegou minutos depois, pediu auxílio da enfermeira por telefone e elas reanimaram a criança. Porém, não levaram o menino para o hospital. Na sequência, Caren saiu e só retornou no meio da tarde.

Fonte: http://www.correiobraziliense.com.br/
Foto: by Senado Federal, via Flickr