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O tipo raro de câncer que matou a cantora Aretha Franklin

O câncer de pâncreas neuroendócrino representa apenas 5% dos tumores malignos que afetam esse órgão e é difícil de ser diagnosticado

 
Por BBC

 

A cantora Aretha Franklin (1942-2018) morreu nesta quinta-feira (16) de um câncer de pâncreas neuroendócrino em estágio avançado, segundo informou sua família.

Esse é um tipo de tumor raro, que evolui lentamente, difícil de ser diagnosticado e que acometeu também outra pessoa pública famosa, Steve Jobs (1955-2011).

Aretha Franklin foi diagnosticada em 2010 e vinha desde então lutando contra a doença.

O câncer de pâncreas neuroendócrino surge em um dos principais tipos de células deste órgão, as ilhotas pancreáticas.

Elas são responsáveis pela produção de hormônios como insulina e glucagon, que atuam no metabolismo do açúcar no organismo e regulam seus níveis no sangue, e gastrina, que estimula a secreção de ácido clorídrico e enzimas pelo estômago.

É um câncer de pâncreas menos comum do que os tumores que afetam as células exócrinas do órgão, aquelas que formam glândulas e dutos responsáveis pelas enzimas liberadas no intestino e que ajudam na digestão dos alimentos.

Neste tipo, os chamados adenocarcinomas são os mais frequentes e respondem por 90% dos casos de câncer de pâncreas diagnosticados, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).

Os tumores neuroendócrinos representam apenas 5% dos casos de câncer de pâncreas, de acordo com a American Cancer Society, organização americana sem fins lucrativos dedicada ao combate do câncer, e acomete em média 1 a cada 100 mil pessoas por ano.

Sintomas variam com o tipo de tumor
Esse tumor pode ser classificado de duas formas. Os funcionantes fazem com que sejam produzidas quantidades anormais de hormônios, o que leva ao surgimento de sintomas como níveis baixos de açúcar no sangue, diabetes e úlceras.

Os não funcionantes não desregulam a produção hormonal, e os sintomas – diarreia, indigestão, protuberância e dor abdominal e icterícia na pele e nos olhos – surgem conforme o tumor cresce e se espalha.

Foto: AFP