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Estudo sobre hábitos alimentares das crianças visitará 590 casas no DF

Realizado pelo Ministério da Saúde, a pesquisa busca traçar um retrato inédito sobre a nutrição infantil no país. A participação das famílias é voluntária e os dados colhidos, sigilosos

Por Correio Braziliense

Até o fim de maio, 590 domicílios no Distrito Federal serão visitados como parte do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), levantamento pelo qual o Ministério da Saúde pretende fazer um diagnóstico do estado de saúde e da qualidade da alimentação das crianças de até 5 anos no país.

Encomendado pelo governo à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o estudo está sendo realizado em todo o país e coleta dados como estatura, hábitos alimentares, peso e hemograma das crianças visitadas. Esse conjunto de informações servirá de base para a construção de políticas públicas. No total, mais de 350 pesquisadores visitarão 15 mil domicílios em 123 municípios brasileiros.

No DF, as visitas serão realizadas no Plano Piloto e mais 17 regiões administrativas: Ceilândia, Recanto das Emas, Samambaia, Paranoá, Sobradinho, Taguatinga, Santa Maria, Lago Sul, Guará, Estrutural, Riacho Fundo, Planaltina, São Sebastião, Águas Claras, Vicente Pires, Gama e Varjão.

Nos domicílios visitados, as crianças entre 6 meses e 5 anos farão exames de sangue para o mapeamento de 14 micronutrientes, como minerais zinco e selênio e vitaminas do complexo B. Também serão investigadas informações sobre amamentação, doação de leite humano, consumo de suplementos de vitaminas e minerais, habilidades culinárias, ambiente alimentar e condições sociais da família. A expectativa do Ministério da Saúde é, ao fim do estudo, ter colhido dados inéditos sobre o crescimento e o desenvolvimento infantil, compondo um retrato da nutrição infantil no Brasil.

Identificação dos pesquisadores

Todas as etapas serão realizadas por pesquisadores identificados com camisas e crachás contendo o nome e a fotografia do entrevistador, além do logotipo do Ministério da Saúde. Os dados informados são sigilosos e, em hipótese alguma, os nomes das crianças ou dos seus responsáveis serão identificados.

A participação dos indivíduos é voluntária e a realização da pesquisa segue rigorosa metodologia científica aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFRJ.

O primeiro ciclo de visitas domiciliares, que começou em março, continuará percorrendo casas no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e na Bahia. Até o fim do ano, todos os estados brasileiros receberão os pesquisadores de campo.

 

Foto: Rafael Ohana/CB/D.A Press