fbpx

CENTRAL DE ATENDIMENTO 24H: 0800 61 3333

Estudo: parar de fumar antes dos 45 reduz 87% do risco de câncer de pulmão

Evidências científicas já mostraram que, depois de abandonar o cigarro, o risco de cânceres relacionados ao hábito cai substancialmente com o tempo, mas agora, um estudo publicado no periódico JAMA Oncology mostra que quem deixa de fumar antes dos 45 anos pode quase eliminar o risco excessivo de morrer de câncer de pulmão ou outros tipos de câncer.

Por Uol Viva Bem

Como o estudo foi feito
O estudo analisou dados de mais de 410.000 pessoas que participaram de pesquisa nacional de saúde em andamento entre 1997 e 2014 nos Estados Unidos.
Cerca de 10.000 participantes morreram de câncer durante o período do estudo.
Os resultados mostram que, em média, os fumantes tinham três vezes mais probabilidade de morrer de câncer –na maioria das vezes de câncer de pulmão– em comparação com pessoas que nunca fumaram.
O risco, entretanto, dependia da idade — quando começaram e pararam. Quanto mais jovens adquiriram o hábito de fumar, maior o risco de morrer de câncer. Entre aqueles que começaram antes dos 18 anos, a probabilidade de morrer da doença aumentou pelo menos três vezes.

Para aqueles começaram a fumar antes dos 10 anos, o risco de morte por câncer quadruplicou em comparação aos não fumantes ao longo da vida. O melhor para quem faz parte desse grupo, analisa Blake Thomson, principal pesquisador do estudo, é parar o quanto antes.

Isso porque, de acordo com a estimativa dos cientistas, os fumantes que pararam de fumar antes dos 35 anos eliminaram o risco excessivo de morrer de câncer. Já aqueles que pararam antes dos 45 anos reduziram a probabilidade excessiva em 87%.

As perspectivas também foram boas para os fumantes que pararam de fumar mais tarde. Se conseguissem interromper o hábito entre as idades de 45 e 54, seu risco excessivo seria reduzido em 78%. Já se parassem entre as idades de 55 e 64, o risco cairia para 56%.

“A mensagem é que nunca é muito cedo nem muito tarde para parar”, disse David Tom Cooke, porta-voz voluntário da American Lung Association.

Foto: VioletaStoimenova/iStock