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Máscara N95 pode ser utilizada 25 vezes após limpeza, aponta pesquisa

Descoberta pode ajudar hospitais em momentos de escassez de máscaras em futuras epidemias

Por Revista Galileu

Especialmente agora, com a ameaça da variante Ômicron do Sars-CoV-2, especialistas recomendam o abandono das máscaras de pano e o uso de máscaras regulamentadas como PFF2 ou N95. Em um novo estudo, cientistas indicam que essa última pode ser usada até 25 vezes, desde que desinfectada corretamente.

Publicada no dia 5 de janeiro no periódico American Journal of Infection Control, a pesquisa considera a limpeza feita em ambiente hospitalar com peróxido de hidrogênio vaporizado. O método foi utilizado pela equipe médica do Beth Israel Deaconess Medical Center, nos Estados Unidos, entre junho e agosto de 2020.

Sete máscaras N95 usadas por três homens e quatro mulheres passaram por testes qualitativos e quantitativos para avaliar sua função e a eficácia na proteção. Os pesquisadores verificaram, por exemplo, como cada participante vestia o equipamento e como o objeto conseguia filtrar partículas virais.

Mesmo após as N95 serem descontaminadas 25 vezes, os cientistas não detectaram mudanças na integridade respiratória dos equipamentos. Surpreendentemente, 95% ou mais da eficiência na filtração se manteve. E todas as sete máscaras foram aprovadas em 25 verificações do uso dos participantes, além de oito testes de ajuste quantitativos e quatro qualitativos.

Para Christina F. Yen, autora principal do estudo, as descobertas mostram que o método de desinfecção é “relativamente seguro para reprocessar máscaras N95” e pode ajudar a “resolver a escassez de máscaras em epidemias futuras”, que poderão atingir alguns hospitais.

“É importante que encontremos agora maneiras de dimensionar e traduzir essa capacidade de desinfecção para hospitais menores e ambientes de saúde com recursos limitados que poderiam se beneficiar tanto quanto — ou talvez até mais — deste tipo de reprocessamento de equipamento protetor em futuros cenários desastrosos”, diz a médica em comunicado.

Os autores da pesquisa dizem que o uso do peróxido de hidrogênio vaporizado requer planejamento por meio de equipes multidisciplinares para garantir o suporte logístico, a eficácia da desinfecção e a segurança de quem irá utilizar as máscaras. A medida poderá ser útil, visto que durante a pandemia de Covid-19 vários hospitais enfrentaram falta de equipamentos de proteção, forçando os profissionais de saúde a reutilizá-los.

“O reprocessamento pode ser possível criando relações entre prevenção de infecções, saúde ocupacional, serviços ambientais e outros departamentos relevantes dentro dos hospitais para facilitar a implementação de tecnologias apropriadas”, cita Preeti Mehrotra, autor sênior da pesquisa.

Foto: Markus Winkler/Unsplash